Brasil
Currículo Azul vence 7º Prêmio Espírito Público na categoria Educação
O projeto Currículo Azul, que leva a cultura oceânica para as escolas, foi o vencedor da categoria Educação no 7º Prêmio Espírito Público. A iniciativa apoiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), fortalece a formação docente, estimula o uso de materiais pedagógicos inclusivos e promove ações de ensino, pesquisa e extensão. “O Currículo Azul reforça o compromisso do MCTI em integrar ciência, tecnologia e sustentabilidade à formação dos nossos estudantes, preparando-os para os desafios da economia azul,” afirma o diretor de Programas Temáticos da Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos (Seppe), Leandro Pedron.
Com uma rede ativa de Escolas Azuis, o programa já mobilizou milhões de pessoas em todo o País por meio da Olimpíada do Oceano, da produção de conteúdos educativos e do apoio à formulação de políticas públicas em estados e municípios. Desenvolvido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Currículo Azul também conta com a parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação, para a formação continuada de professores.
Para a secretária da Seppe, Andrea Latgé, a premiação reforça o papel da ciência na transformação da educação. “O Currículo Azul mostra como o conhecimento científico pode inspirar novas práticas pedagógicas e contribuir para a formação de uma cidadania mais consciente e comprometida com o futuro do planeta”, enfatiza.
Prêmio
O Prêmio Espírito Público é promovido pelo Instituto República.org, organização filantrópica dedicada a produzir conhecimentos por meio de dados públicos e propor melhorias para a gestão de pessoas na administração pública.
Neste ano, a iniciativa recebeu 857 inscrições de projetos de servidores em todas as esferas e poderes e contou com 21 jurados e uma votação popular que somou 43 mil votos. Os trabalhos foram distribuídos nas categorias: desenvolvimento social; educação; gestão de pessoas; gestão e transformação digital; meio ambiente e emergência climática; saúde; e segurança.
Brasil
População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral
Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).
A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.
“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.
A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.
As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.
Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.
“Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.
Próximos passos
Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.
Comunidades quilombolas
Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.
Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.
Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.
Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
-
Agro3 dias agoNovo acesso
-
Agro6 dias agoMP das dívidas rurais entra na reta final sem garantir renegociação aos produtores
-
Agro5 dias agoMercado de sementes de R$ 47 bilhões abre congresso hoje
-
Esportes3 dias agoPalmeiras goleia o Santos por 3 a 0 e encaminha classificação à semifinal da Copa do Brasil
-
Brasil4 dias agoMinistério da Saúde prorroga permanência de médicos especialistas até fevereiro de 2027 em todo o país
-
Brasil2 dias agoAVISO DE PAUTA
-
Esportes6 dias agoAthletico-PR vence o Botafogo por 3 a 2 e se aproxima do Flamengo no Brasileirão
-
Esportes4 dias agoPalmeiras fecha preparação para clássico com o Santos pelas quartas da Copa do Brasil
