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Brasil

CNPq celebra 75 anos impulsionando ciência, inovação e soberania nacional

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Nesta segunda-feira (23), a solenidade que marcou os 75 anos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) reuniu autoridades, pesquisadores e representantes da comunidade científica em Brasília (DF) para celebrar a trajetória de uma das principais bases da ciência brasileira. Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o órgão chega a 2026 com cerca de 100 mil bolsistas ativos e R$ 7,9 bilhões investidos de 2023 a 2025 — um dos maiores ciclos recentes de financiamento à pesquisa no País. Ao longo de sua história, a instituição consolidou o papel do conhecimento como instrumento de desenvolvimento nacional. 

O CNPq é a principal agência de fomento à pesquisa científica, financiando projetos e formando recursos humanos em todas as áreas do conhecimento. Essa atuação se articula com a rede de unidades de pesquisa do ministério, universidades e institutos em todo o território nacional, garantindo capilaridade às políticas públicas e sustentando programas estruturantes que vão da iniciação científica à pesquisa de ponta. A integração permite que o investimento público em ciência alcance desde a formação de jovens talentos até a consolidação de áreas estratégicas. 

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou da solenidade e destacou o significado histórico da instituição. “Celebrar o CNPq é, na verdade, celebrar um caminho. A escolha de um Brasil que decidiu apoiar a sua inteligência, transformar talento e esforço individual em política pública e fazer do conhecimento um pilar do desenvolvimento”, afirmou. 

Nos últimos anos, os resultados dessa articulação entre MCTI e CNPq se refletem na ampliação do investimento e no fortalecimento de programas estratégicos. De 2023 a 2025, foram aplicados R$ 7,9 bilhões em ações de fomento, com aumento de 42% em relação ao período anterior. O volume de bolsas também cresceu, chegando a 98 mil por ano, o que contribui para a formação de uma nova geração de pesquisadores e para a consolidação do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação. 

Ao abordar esse cenário, a ministra ressaltou o impacto desses investimentos. “Hoje, o Brasil investe mais, forma mais pesquisadores e amplia sua capacidade científica. Para a gente ter uma ideia, em 2025, o CNPq concedeu 98 mil bolsas, 25% mais do que em 2022, sendo mais da metade ocupadas por mulheres”, disse. 

Durante a solenidade, a ministra destacou um novo conjunto de iniciativas que ampliam a atuação do CNPq e reforçam a política científica como eixo estruturante do desenvolvimento nacional. Entre os anúncios, está o lançamento do Profix, programa que mobiliza R$ 648 milhões para fixar jovens doutores no País, além da continuidade do Edital Universal, que garante fomento amplo à pesquisa em todas as áreas. Também foram apresentados novos editais voltados à equidade, como a Chamada Atlânticas/Beatriz Nascimento e o Edital Lélia Gonzalez, direcionados à ampliação da diversidade na ciência.  

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Foi anunciada ainda a criação de Redes Estaduais de Popularização da Ciência, com R$ 300 milhões em investimentos, voltadas à difusão do conhecimento e ao fortalecimento da cultura científica em todo o território nacional. 

Investimentos e programas estruturantes

A atuação conjunta entre MCTI e CNPq tem como base programas que sustentam o desenvolvimento científico nacional. Entre eles estão iniciativas como os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), que reúnem 243 redes de pesquisa em áreas estratégicas, e a Chamada Universal, que destinou R$ 750 milhões para financiamento de projetos em todas as áreas do conhecimento em 2023 e 2024. Esses instrumentos garantem a continuidade da produção científica e ampliam o alcance das políticas públicas. 

Outro eixo central é a formação de pesquisadores. O sistema mantém mais de 54 mil bolsas de iniciação científica, além de cerca de 17 mil bolsas de produtividade, que apoiam cientistas consolidados. Programas como o Conhecimento Brasil e ações de internacionalização também ampliam a inserção do País em redes globais, com centenas de projetos e parcerias ativas, fortalecendo a cooperação científica e a circulação de conhecimento. 

História e legado

Criado em 1951, o CNPq nasceu em um contexto de reorganização global no pós-guerra, quando ciência e soberania passaram a ser compreendidas como dimensões inseparáveis do desenvolvimento. Ao longo das décadas, a instituição teve papel central na criação e consolidação de importantes centros de pesquisa no Brasil, além de estruturar políticas de formação científica que alcançam diferentes regiões e áreas do conhecimento. 

Desde então, o conselho se consolidou como peça fundamental do sistema nacional de ciência e tecnologia, acompanhando a evolução institucional que culminou na criação do MCTI, em 1985. Sua atuação contribuiu para avanços em setores estratégicos, como agricultura, energia, saúde e indústria, além de apoiar gerações de pesquisadores responsáveis por expandir a produção científica brasileira. 

Para destacar o papel histórico e os desafios atuais da instituição, o presidente do CNPq, Olival Freire Junior, ressaltou a centralidade da ciência para o desenvolvimento nacional. “O CNPq foi criado nesse contexto, tempos de projetos de desenvolvimento nacional. É dessa experiência que amadureceu a ideia de que soberania e desenvolvimento requerem ciência e tecnologia”, enfatizou. Segundo ele, a trajetória da instituição está diretamente associada às principais conquistas científicas e tecnológicas do País, consolidando sua atuação como base estruturante da produção de conhecimento no Brasil. 

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Ao longo dessa trajetória, o CNPq também se adaptou a novos desafios, ampliando sua atuação para temas como inclusão, diversidade e popularização da ciência. Iniciativas voltadas à participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e jovens estudantes reforçam o compromisso com a democratização do acesso ao conhecimento e com a formação de uma base científica mais diversa e representativa. 

2026: ano de execução estratégica e indução de novas agendas científicas

Para 2026, o CNPq deve entrar em uma fase marcada pela execução das diretrizes da nova Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, com foco em prioridades como soberania tecnológica, fortalecimento de áreas estratégicas e maior articulação com políticas públicas. A tendência é de um sistema mais orientado por missões, com indução de pesquisas em temas como terras raras, tecnologias emergentes e soluções aplicadas ao desenvolvimento nacional, ampliando o papel do CNPq como instrumento central de execução das políticas do MCTI. 

Segundo o presidente do CNPq, Olival Freire Junior, o momento exige sair do planejamento para a prática e garantir que o conhecimento produzido gere impacto real. “A gente sabe muito bem colocar no papel. Agora, precisamos tirar do papel”, explicou. A expectativa é que o conselho atue de forma ainda mais integrada ao ministério, contribuindo não apenas no fomento, mas também na articulação e no direcionamento estratégico das ações de ciência e tecnologia no País. 

Ao completar 75 anos, o CNPq se reposiciona como peça-chave de um novo ciclo da ciência brasileira, em que conhecimento, inovação e soberania caminham juntos. Entre a memória de uma instituição que estruturou o sistema científico nacional e os desafios de um mundo cada vez mais tecnológico e competitivo, 2026 se apresenta como ponto de virada — um momento em que o passado consolida a trajetória e o futuro exige ousadia, coordenação e capacidade de transformar ciência em desenvolvimento. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Brasil

Ministério da Saúde inicia distribuição emergencial de medicamento oncológico em todo o país

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O Ministério da Saúde iniciou, nesta quarta-feira (23), a distribuição, de forma excepcional, do medicamento ciclofosfamida para todas as regiões do país, garantindo a continuidade do tratamento de pacientes com câncer no SUS. A aquisição do fármaco é, em geral, realizada diretamente pelos estados e centros de referência oncológicos. No entanto, após o único fornecedor nacional apresentar dificuldades técnicas na produção, o Governo do Brasil interveio e iniciou a compra internacional de 140 mil unidades, sendo 100 mil comprimidos de 50 mg e 40 mil frascos-ampola de 1 g , utilizando o poder de negociação e compra do sistema público de saúde.

O primeiro lote, com 7 mil ampolas, foi entregue ao almoxarifado do Ministério da Saúde na quinta-feira (22), com investimento federal de mais de R$ 1 milhão. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), localizado no Rio de Janeiro, está entre os primeiros contemplados, com 377 frascos-ampola. O envio do medicamento às demais instituições de referência será realizado de forma gradativa, conforme agendamento prévio. Caso necessário, poderão ser adquiridos de forma imediata mais 40 mil comprimidos e 40 mil frascos-ampola, de modo a evitar o desabastecimento da rede pública.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, reforçou que a ação estratégica assegura o abastecimento dos estoques no SUS até julho, prazo estabelecido pela fornecedora brasileira para a regularização da oferta, bem como o cuidado integral e em tempo oportuno às pessoas.

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“Para uma aquisição assertiva, realizamos um estudo com base na necessidade apresentada por cada centro de referência e no uso médio mensal do medicamento. Não há desabastecimento na rede pública. O Ministério da Saúde agiu de forma estratégica para assegurar o estoque diante da dificuldade de produção apresentada pela empresa responsável, reforçando o compromisso com o cuidado de todos os pacientes assistidos no SUS”, disse a secretária.

A intervenção emergencial do Ministério da Saúde foi realizada com máxima agilidade, efetivando-se em menos de um mês, por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A necessidade de cada unidade de saúde para o envio de novas remessas será monitorada em parceria com as secretarias estaduais de saúde e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

A ciclofosfamida é um quimioterápico indicado para o tratamento de diversos tipos de câncer, como mama, ovário, linfomas e leucemias. Com a regularização do cenário de oferta, a aquisição e a disponibilização do medicamento voltarão a ser realizadas pelos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) e pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), por meio da Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC), conforme pactuação estabelecida entre os entes federativos na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

Priorização de Análise na Anvisa

Em conformidade aos esforços de manter a assistência interrupta no SUS e realizar compras do medicamento no mercado externo, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) celeridade na análise nos processos de importação excepcional e a avaliação de mecanismos que garantiram a maior celeridade na liberação de lotes importados. A pasta mantém diálogo semanal com o órgão, apresentando o cenário dos estoques e capacidade de oferta do mercado nacional para atender a necessidade da rede pública de saúde.

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Reestruturação da assistência oncológica no SUS

O Governo do Brasil vem fortalecendo o cuidado aos pacientes oncológicos por meio de iniciativas estruturantes, com a implementação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), que representa uma importante atualização no financiamento e no acesso a medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). O novo modelo substitui o repasse fixo por procedimento por três modalidades de financiamento, com foco em mais eficiência, transparência e cuidado integral ao paciente.

Com a nova política, a aquisição dos medicamentos oncológicos incorporados ao SUS, incluindo o ciclofosfamida, passa a ser realizada diretamente pelo Ministério da Saúde, ampliando o investimento federal e permitindo negociações nacionais para melhores preços. Entre os próximos passos estão a regulamentação dos protocolos prioritários e a adaptação dos sistemas de regulação, com previsão de período de transição para garantir a continuidade da assistência aos pacientes.

Ana Freitas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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