Brasil
Cidades do Grande ABC paulista aderem ao Programa Município Mais Seguro
Durante o evento, representantes dos municípios consorciados assinaram os termos de adesão ao Programa Município Mais Seguro. A iniciativa prevê ações estruturantes para o fortalecimento das Guardas Municipais, o aprimoramento da governança da segurança pública, a padronização de protocolos operacionais e o estímulo a práticas de policiamento comunitário e de prevenção social da violência. A adesão ao programa também possibilita o acesso a investimentos e ações de capacitação financiadas com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).
O seminário reuniu prefeitos, secretários municipais de segurança pública, gestores e comandantes das Guardas Municipais, além de técnicos do MJSP. A programação incluiu apresentações sobre as diretrizes do programa, painéis técnicos e espaços de diálogo voltados ao compartilhamento de experiências e à construção de soluções integradas para os desafios da segurança pública nos territórios municipais.
Além da formalização das adesões, o evento apresentou, em detalhes, a estrutura do Programa Município Mais Seguro, elaborado a partir das diretrizes estabelecidas nas Portarias MJSP nº 1.052 e Senasp/MJSP nº 638. O programa é orientado por princípios como segurança pública com cidadania, policiamento comunitário, prevenção qualificada da violência, atuação integrada entre os entes Federativos e valorização e proteção dos profissionais de segurança pública, que norteiam as ações desenvolvidas no âmbito municipal.
Para o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, o Programa Município Mais Seguro representa uma abordagem estruturante para o papel dos municípios no sistema de segurança pública. “Trata-se do reconhecimento da importância do município nesse sistema complexo que é a segurança pública. O programa fortalece as Guardas Municipais, promove a profissionalização, a governança e a capacitação, além de garantir a atuação integrada com as demais instituições do Sistema Único de Segurança Pública”, afirmou.

- Diego Magalhães/Fotógrafo do Consórcio Inter Municipal Grande ABC
No seminário, os gestores municipais conheceram os projetos prioritários que integram a primeira fase do Programa Município Mais Seguro. Entre as iniciativas apresentadas estão o Projeto Nacional de Qualificação do Uso da Força, voltado à modernização de protocolos e à atuação técnica e legal das Guardas Municipais; o Projeto Nacional de Polícia Comunitária, focado na prevenção da violência e na resolução pacífica de conflitos em territórios vulneráveis; e a ampliação do Projeto Escuta Susp, que passou a atender também os integrantes das Guardas Municipais, com oferta de atendimento especializado em saúde mental.
A iniciativa reconhece a centralidade dos municípios na prevenção da violência e na promoção da segurança cidadã, especialmente a partir da atuação das Guardas Municipais como instituições integrantes do Susp. O programa estimula a adoção de práticas baseadas em evidências, o uso qualificado da informação e a integração com outras políticas públicas, como educação, assistência social e urbanismo, reforçando a abordagem preventiva e territorializada da segurança pública.
O Programa Município Mais Seguro foi estruturado para apoiar os municípios na qualificação de suas políticas de segurança pública, com foco em planejamento estratégico, governança, gestão de pessoas, formação continuada e modernização institucional. Entre as ações previstas estão o apoio técnico para a elaboração de diagnósticos locais, a implementação de protocolos padronizados, a qualificação do uso da força e a promoção da saúde mental dos profissionais de segurança pública.
Como parte das ações no seminário, também foi realizada a entrega de aproximadamente 3 mil armas e equipamentos de menor potencial ofensivo às Guardas Municipais dos municípios contemplados. O conjunto inclui 1.183 armas de incapacitação neuromuscular (tasers) e 2.524 espargidores, totalizando investimento superior a R$ 5,1 milhões, com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. A iniciativa integra a estratégia de qualificação do uso diferenciado da força, alinhada às diretrizes nacionais de preservação da vida e de atuação segura e juridicamente respaldada.
Ao aderirem ao programa, os municípios passam a fazer parte de uma rede nacional de cooperação, com acesso a metodologias, ferramentas de gestão e iniciativas de capacitação desenvolvidas pela Senasp, em parceria com outras instituições federais e acadêmicas. O modelo reforça a lógica da atuação em rede e da corresponsabilidade entre os entes Federativos, pilares do Susp.
Durante o evento, também foram apresentados os eixos estratégicos do programa e as oportunidades de apoio técnico e financeiro disponíveis aos municípios aderentes. A assinatura dos termos consolida o compromisso das administrações municipais com a adoção das diretrizes nacionais de segurança pública e com o fortalecimento institucional das Guardas Municipais.
O encontro reafirma o compromisso do MJSP com a ampliação da presença da política nacional de segurança pública no nível local, ao reconhecer o papel dos municípios como agentes fundamentais na prevenção da violência e na promoção de uma segurança pública mais próxima do cidadão.
Brasil
Onde o Cerrado encontra os versos: a jornada de 300 km pelo Caminho de Cora Coralina
Imagine uma jornada onde cada passo ecoa um verso. No coração do Brasil, o Caminho de Cora Coralina é muito mais que uma trilha: é a única rota de longo curso do mundo com temática poética. Ao longo de 300 quilômetros pelo Cerrado, o itinerário reúne natureza preservada, memórias do período colonial, gastronomia típica e a alma da escritora mais amada de Goiás. É o encontro perfeito entre o esforço físico e a sutileza das palavras.
Estruturada em 13 trechos, a aventura pode ser feita a pé ou de bicicleta, começando no município de Corumbá de Goiás e seguindo até a histórica Cidade de Goiás, reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco.
Ao longo desse trajeto, o viajante tem a oportunidade de conhecer outras seis cidades cheias de charme e história: Cocalzinho de Goiás, Pirenópolis, São Francisco de Goiás, Jaraguá, Itaguari e Itaberaí.
A experiência se torna ainda mais especial durante a passagem por povoados ricos em identidade cultural, como Caxambú, Radiolândia, Vila Aparecida, Alvelândia, Palestina, São Benedito, Calcilândia e Ferreiro, onde a hospitalidade goiana e a culinária típica do interior dão o tom de cada parada.
Além do resgate histórico, o Caminho de Cora Coralina proporciona uma verdadeira imersão na natureza intocada do Cerrado brasileiro. Os caminhantes e ciclistas atravessam áreas de preservação fundamentais para o ecossistema nacional, como o Parque Estadual dos Pireneus, o Geoparque dos Pireneus, o Parque Estadual da Serra de Jaraguá, a APA da Serra Dourada e o Parque Municipal da Estrada Imperial.
A trilha
A criação da trilha – idealizada em 2013 e estruturada a partir de 2017 – resgata caminhos de antigos desbravadores, apoiando-se em relatos históricos clássicos, como a jornada de Luís da Cunha Menezes, em 1778; os registros dos naturalistas Auguste de Saint-Hilaire e Johan Emanuel Pohl, no século XIX; as memórias de Oscar Leal e o próprio Relatório Cruls, que demarcou o Planalto Central.
O nome da rota homenageia Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, a poetisa Cora Coralina, que imortalizou em seus versos os becos, as pedras e a alma do interior goiano.
Para registrar e eternizar essa caminhada, os viajantes contam com o Passaporte do Peregrino. À medida que o turista avança pelo percurso, ele coleta carimbos nos pontos de apoio e povoados parceiros, comprovando a conclusão do trajeto. Muito mais do que uma validação formal, o passaporte se transforma em um diário de bordo, onde cada carimbo representa uma lembrança que o viajante guardará para o resto da vida.
Como chegar
Planejar a viagem para o Caminho de Cora Coralina é simples. Para quem chega de outros estados, os principais pontos de desembarque são os aeroportos e rodoviárias de Brasília ou Goiânia, que ficam respectivamente a apenas 115 quilômetros e 113 quilômetros de distância de Corumbá de Goiás, o ponto de partida oficial.
Hoje, a trilha é gerida por uma associação formalizada com mais de 30 empreendedores locais e dezenas de voluntários, que oferecem suporte completo de alimentação, pouso e orientação, garantindo que o visitante desfrute de uma viagem confortável.
Trilhas de Longo Curso
Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UC). Juntas, as trilhas possuem mais de 25.000 km planejados, com cada trilha identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que pode ser personalizada com sua logomarca inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente.
As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, mas não se limitando a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outras.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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