Brasil
Chamada Universal financiará 2.606 novos projetos de pesquisa em todo o país
A chamada Universal financiará 2.606 novos projetos de pesquisa em todas as áreas do conhecimento em todo o país. Confira o resultado final. Por meio de uma de suas mais tradicionais chamadas, realizada desde 2001, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) investirá um total de R$ 450 milhões – 50% a mais em relação à chamada anterior – , sendo R$ 320 milhões em recursos próprios (R$ 20 milhões a mais que na chamada anterior), e R$ 130 milhões aportados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), gerido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Na faixa A, destinada a grupos emergentes, que devem contar com, no mínimo, três doutores, foram aprovados 1.334 projetos, 51% do total. O valor máximo para financiamento nessa faixa foi de R$ 200 mil por projeto (cerca de 20% a mais em relação à chamada anterior), com investimento global de R$ 120 milhões.
A Faixa B contemplou 1.272 grupos consolidados (49% do todal), formados por pelo menos cinco doutores de, no mínimo, duas instituições nacionais diferentes. O valor-limite destinado a projetos dessa faixa foi de R$ 300 mil por projeto (9% a mais em relação à chamada anterior), com investimento total de R$ 180 milhões.
A demanda aprovada foi de 24,2% do total, patamar semelhante ao de edições anteriores, mesmo com o aumento dos valores-limite de projetos e da alta de 10% da quantidade de submissões em relação à edição passada.
A maioria dos projetos contemplados (1.429, 55% do total) serão coordenados por pesquisadores(as) com idade entre 30 e 49 anos. As faixas etárias mais contempladas foram as de 40 a 44 anos (545), 45 a 49 anos (491) e 50 a 54 anos (389).
Projetos coordenados por pesquisadores de instituições localizadas nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste receberão 36% dos recursos – superando o mínimo de 30% dos recursos fixado em edital para essas três regiões.
Entre as áreas do conhecimento mais contempladas estão Ciências da Saúde (40), Ciências Biológicas (408) e Exatas e da Terra (389). Somadas, Humanas e Sociais Aplicadas alcançam 563 projetos aprovados.
A Chamada Universal oferece bolsas nas modalidades de Iniciação Científica (IC), Iniciação Tecnológica Industrial (ITI) e Apoio Técnico (AT), com valores a duração máxima limitada ao período de execução do projeto, que pode ser de até 36 meses.
Consulte o resultado final na página da chamada CNPq/FNDCT Nº 44/2024 – Universal.
Brasil
Ministério da Saúde reforça cuidado em saúde mental com habilitação de cerca de 800 novos serviços em três anos
O Marco da Reforma Psiquiátrica brasileira, a Lei nº 10.216/2001, completa 25 anos em 2026. Responsável por redirecionar o modelo assistencial em saúde mental no país, a legislação consolidou a proteção dos direitos das pessoas com transtornos mentais. O novo modelo substituiu de forma progressiva os antigos hospitais psiquiátricos e as internações de longa permanência por uma rede de cuidado territorial e comunitária.
Dentro dessa estratégia, o Ministério da Saúde habilitou, desde 2023, 798 novos dispositivos assistenciais de saúde mental em todo o Brasil, entre eles leitos especializados, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades de Acolhimento. Além disso, de forma inédita, a rede pública passou a ofertar teleatendimento com psicólogos e psiquiatras.
A ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) reforça o compromisso do Governo do Brasil com o cuidado em saúde mental, orientado pelos princípios da cidadania, dos direitos humanos e do cuidado em liberdade, com foco no acompanhamento contínuo e na reinserção social das pessoas atendidas.
Em 2026, já foram viabilizados 159 novos serviços previstos em portarias, que representam, juntos, um investimento federal mensal de cerca de R$ 2,3 milhões. Entre eles, destacam-se:
- 55 leitos de saúde mental em hospitais gerais, aumentando a capacidade de resposta da atenção hospitalar no SUS;
- 45 Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), fundamentais para a reinserção social de pessoas egressas de longas internações psiquiátricas;
- 42 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferecem acolhimento para pessoas com sofrimento psíquico grave e persistente;
- 12 Equipes de Atenção Psicossocial voltadas à desinstitucionalização (EAP-Desinst), com atuação no cuidado contínuo e na articulação intersetorial;
- 5 Unidades de Acolhimento Adulto (UAA), destinadas à oferta de suporte residencial transitório e cuidado em liberdade.
“Essas habilitações representam um avanço concreto na consolidação da política de saúde mental no Brasil. Estamos fortalecendo a capacidade dos territórios de responder, de forma qualificada, articulada e humanizada, às demandas das pessoas com transtornos mentais, reafirmando o compromisso com o cuidado em liberdade e com a superação de práticas manicomiais”, afirma o diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati Dias.
Teleatendimento reforça rede de assistência
Para expandir ainda mais o acesso ao cuidado, o SUS passou a ofertar, pela primeira vez, o serviço de teleatendimento em saúde mental voltado ao atendimento de casos relacionados a jogos e apostas. A iniciativa, realizada em parceria com o Hospital Sírio-Libanês integra as ações do Governo do Brasil para o enfrentamento desse problema de saúde pública.
Outra iniciativa voltada à proteção da saúde mental é a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, lançada pelo Governo do Brasil em dezembro de 2025. Até o momento, mais de 574 mil pessoas já recorreram à ferramenta, desenvolvida pelo Ministério da Fazenda, que permite o bloqueio voluntário e simultâneo de todas as casas de apostas autorizadas no Brasil por meio de uma única solicitação vinculada ao CPF.
Do total de usuários cadastrados, 207 mil (41%) apontaram a perda de controle sobre o jogo e os impactos na saúde mental como principal motivo para a autoexclusão. Para direcionar a busca por assistência no SUS, a plataforma reúne orientações e links com informações de onde encontrar atendimento especializado.
Mais estrutura e investimento para a saúde mental
A capacidade de atendimento em saúde mental no SUS alcançou 52 mil usuários em 2025, um crescimento de 6% em relação aos 49 mil pacientes registrados em 2022. Como resultado da expansão da rede, os investimentos também aumentaram. O orçamento passou de R$ 1,7 milhão, em 2022, para R$ 2,9 milhões em 2025, o que representa 70% a mais de em recursos.
Durante esta gestão, o avanço também contempla as equipes especializadas que atuam na rede pública de saúde mental. Entre 2024 e 2025, o número de profissionais passou de 11,8 mil para 12,4 mil, incluindo psicólogos e psiquiatras. Com reforço da equipe, o SUS garante mais capacidade de acolhimento, acompanhamento contínuo e atendimento multiprofissional para os pacientes.
Julianna Valença
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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