Brasil
Auditoria do SUS aponta interrupção de serviços e fragilidades na assistência obstétrica e neonatal em maternidades de Goiânia
Goiânia (GO) – Auditoria realizada pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS), órgão do Ministério da Saúde, identificou desafios relacionados à continuidade de serviços, à operação de leitos habilitados e à gestão da assistência obstétrica e neonatal em maternidades municipais de Goiânia. As análises constam do Relatório nº 19.903, que avaliou o período de janeiro de 2023 a junho de 2025.
A auditoria envolveu o Hospital e Maternidade Dona Íris (HMDI), o Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara (HMMCC) e a Maternidade Nascer Cidadão (MNC), e foi instaurada a partir de solicitação da Câmara Municipal de Goiânia, após a suspensão de atendimentos eletivos em algumas unidades no final de 2024, em um contexto de restrições financeiras na rede municipal de saúde.
De acordo com o DenaSUS, inspeções in loco e análises documentais indicaram que determinados serviços e leitos, embora habilitados e registrados como ativos nos sistemas oficiais, apresentaram períodos de inatividade ou funcionamento parcial ao longo do intervalo auditado. Entre as situações observadas estão ambulatórios temporariamente fechados, centros de parto normal sem operação contínua e leitos especializados com uso interrompido.
“Verificou-se a ocorrência de períodos de inatividade ou interrupção de serviços habilitados, o que pode impactar o acesso da população e a continuidade da assistência”, registra o relatório do DenaSUS.
O documento aponta que, no Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, houve suspensão temporária de atendimentos ambulatoriais e paralisação de modalidades específicas de leitos. No Hospital e Maternidade Dona Íris, estruturas de apoio à gestante, como a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera, apresentaram períodos sem funcionamento. Já na Maternidade Nascer Cidadão, foram identificadas restrições pontuais ao atendimento ambulatorial e ao acolhimento.
A auditoria também destacou fragilidades nos processos de monitoramento e acompanhamento da execução dos recursos federais, especialmente no que se refere à consolidação de informações financeiras por maternidade, habilitação ou tipo de serviço. Segundo o DenaSUS, essa limitação dificultou uma análise mais detalhada da aplicação dos recursos vinculados à Média e Alta Complexidade (MAC).
“A ausência de informações financeiras sistematizadas e consolidadas representou um fator limitante para a avaliação da execução dos recursos e da conformidade dos gastos”, aponta o relatório.
No âmbito das políticas públicas, o DenaSUS ressalta que a continuidade dos serviços de atenção obstétrica e neonatal é estratégica para a efetividade das ações da Rede Cegonha e da Rede Alyne, voltadas à qualificação do cuidado no pré-natal, parto, puerpério e atenção ao recém-nascido.
Como encaminhamento, o diretor do DenaSUS, Rafael Bruxellas, destacou que a auditoria não se encerra com a entrega do relatório e que o Departamento seguirá acompanhando as providências adotadas. Segundo ele, será constituída uma comissão de fiscalização permanente para acompanhar a execução dos convênios firmados entre a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia e os prestadores de serviço, além do monitoramento de um plano de ação a ser apresentado pelo município.
“O relatório aponta recomendações e um caminho para sanar as constatações identificadas, como a constituição de uma comissão de fiscalização que garanta a correta execução dos convênios. O DenaSUS também se coloca à disposição para, junto à prefeitura, monitorar o plano de ação que será apresentado para superar as não conformidades apontadas”, afirmou Bruxellas.
Ao final, o DenaSUS reforça que o acompanhamento contínuo das recomendações é fundamental para assegurar a regularidade dos serviços e o fortalecimento da gestão da assistência obstétrica e neonatal no âmbito do Sistema Único de Saúde.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil
Ciência, inovação e oportunidades no setor da pesca
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) esteve representado, nesta quinta-feira (06), no Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS 2026), em São Paulo, pelo ministro Edipo Araujo, onde conversou com representantes do setor da pesca.
O SIAVS reúne a avicultura, a bovinocultura, a suinocultura e o setor de peixes de cultivo em um único grande evento. O encontro de especialistas, inovadores e líderes do setor agroindustrial possibilita gerar oportunidades de negócios e avanços tecnológicos para participantes de todo o mundo.
Além da participação no SIAVS, o ministro visitou o Instituto de Pesca do estado de São Paulo, onde foram apresentadas as instalações, laboratórios e ações de pesquisa sustentável da pesca e aquicultura. Segundo Edipo Araujo, “o propósito desta visita foi estreitar laços, sempre prezando pela ciência para trazer retorno à sociedade”.
À tarde, o ministro fez reunião com representantes da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), empresa pública federal, sob a forma de sociedade anônima, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).
A CEAGESP abriga a maior feira atacadista de pescados do Brasil, localizada no ETSP, onde circulam aproximadamente 116 espécies de peixes e frutos do mar de todas as regiões brasileiras e de outros países como Chile, Uruguai e Argentina. É a única unidade de pescados do país a possuir certificação SIF. Na ocasião, foi divulgado o Ranking de comercialização de pescado da Ceagesp:
– Tilápia;
– Sardinha;
– Pescada;
– Camarão;
– Salmão;
– Cavalinha e
– Cação.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]
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