Paraná
Cerimônia de posse marca início de nova fase na carreira de três Procuradores de Justiça do MPPR
O Colégio de Procuradores de Justiça do Ministério Público do Paraná passou a contar com três novos integrantes. Solange Novaes da Silva Vicentin, Walber Alexandre de Souza e Luciane Evelyn Cleto Melluso Teixeira de Freitas tomaram posse como Procuradores de Justiça em cerimônia realizada nesta sexta-feira, 29 de maio, na sede do MPPR, em Curitiba.
Conduzida pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, a solenidade reuniu autoridades, além de familiares e amigos dos empossados, que prestigiaram o início de uma nova fase na carreira dos homenageados. No início da sessão, a mudança foi marcada pela tradicional troca simbólica da veste talar e pela reafirmação do compromisso legal aassumido pelos empossados ao ingressarem na atuação no segundo grau.
Zanicotti destacou a importância de que os novos Procuradores mantenham vivos os ideais que motivaram o ingresso na carreira e reforçou a necessidade de fortalecer o diálogo entre diferentes gerações de membros da instituição. Defendeu que o Ministério Público seja um espaço de acolhimento, cooperação e compromisso com a sociedade e conclamou os integrantes da instituição a colocarem o serviço ao próximo acima de interesses pessoais: “Nós não trabalhamos aqui por ambição. Nós não trabalhamos por vaidade, nós trabalhamos para servir ao próximo. Esse é o Ministério Público do Paraná”, enfatizou.
Outro momento de destaque ocorreu após a assinatura dos termos de posse, quando os novos Procuradores foram homenageados pelas conquistas profissionais alcançadas e pela trajetória construída com responsabilidade, perseverança e espírito público, atributos ressaltados na ocasião. Um vídeo com registros marcantes da carreira de cada um foi exibido no telão do auditório.
Representatividade feminina e senso de Justiça
Em seu discurso, representando os colegas empossados, a Procuradora de Justiça Luciane Evelyn celebrou a ascensão de duas mulheres ao cargo, apontando o fortalecimento da representatividade feminina no segundo grau, e prestou homenagem à Desembargadora Lídia Maejima, primeira presidente mulher do Tribunal de Justiça do Paraná, presente na solenidade.
Luciane Evelyn Cleto Melluso Teixeira de Freitas
Solange Novaes da Silva Vicentin
Walber Alexandre de Souza
Luciane também destacou o significado de alcançar o topo da carreira após a trajetória percorrida por diferentes entrâncias e ressaltou que as experiências acumuladas lapidaram os empossados para a nova jornada, reforçando o compromisso com a sociedade.
“O nosso mote sempre será valorizar a democracia e a liberdade de expressão, pilares fundamentais de uma sociedade justa. Temos que dar exemplo de imparcialidade, serenidade e senso de Justiça ao nos depararmos com os problemas que afligem as pessoas”, afirmou.
Solange Novaes da Silva Vicentin e Walber Alexandre de Souza também fizeram uso da palavra para agradecer a todos que fizeram parte da trajetória de cada um deles até o momento.
Boas-vindas
Para dar as boas-vindas aos novos integrantes, foram convidados o Presidente da Associação Paranaense do Ministério Público (APMP), Fernando Mattos, o Corregedor-Geral do MPPR, Ney Roberto Zanlorenzi, e o Procurador de Justiça Humberto Eduardo Pucinelli, que fez a saudação em nome do Colégio de Procuradores.
“Chegar ao Colégio de Procuradores de Justiça significa alcançar um dos momentos mais relevantes da vida institucional do Ministério Público”, afirmou o Presidente da APMP, ao destacar que a promoção dos novos integrantes reconhece trajetórias marcadas pelo compromisso com o interesse público e pela responsabilidade no exercício da função. Segundo ele, os empossados possuem percursos distintos, mas são unidos pelo “compromisso permanente com o interesse público, com a responsabilidade no exercício da função e com a credibilidade da nossa instituição”. Ao abordar os desafios enfrentados pelas instituições democráticas, ressaltou ainda que “é justamente diante desses riscos que as instituições de garantia demonstram a sua indispensabilidade”, reafirmando a confiança da classe na atuação dos novos Procuradores de Justiça.”
Em sua fala, o Corregedor-Geral enfatizou que o Ministério Público se afirma todos os dias não apenas pela força de suas prerrogativas, mas pela qualidade ética, técnica e humana de seus membros. Nesse contexto, enfatizou que a chegada dos novos Procuradores representa importante reforço ao patrimônio humano do MPPR. Ney Zanlorenzi também falou sobre a visão da sociedade: “A sociedade não nos observa somente pelo conteúdo de nossas manifestações jurídicas, mas também pela forma como atuamos, pelo respeito que dispensamos às pessoas, pela sobriedade de nossas decisões, pela firmeza sem arrogância, pela coragem sem precipitação e pela independência sem isolamento institucional”, declarou.
Encerrando o momento de homenagens, o Procurador de Justiça Humberto Eduardo Pucinelli dedicou o início de seu discurso ao Procurador de Justiça Sylvio Roberto Degasperi Kuhlmann, que faleceu na semana passada. Depois, saudou os empossados, ressaltando a relevância do Colégio de Procuradores de Justiça e enaltecendo o fato de terem alcançado o topo da carreira para o exercício das novas atribuições. “Este é o momento de recebê-los diante de grandes desafios, mas com a acolhida mais calorosa e fraterna, em reconhecimento às trajetórias construídas na instituição. Foi a instituição que ganhou ao somar, ao Colégio de Procuradores, profissionais de tamanha envergadura, Promotores vocacionados ao senso de Justiça e dedicados à causa pública”.
Autoridades
Compuseram a mesa de honra o Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti; a Presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Lidia Maejima; o Corregedor-Geral do MPPR, Ney Roberto Zanlorenzi; o Subprocurador-Geral de Justiça Para Assuntos Administrativos, Maximiliano Ribeiro Deliberador; a Subprocuradora-Geral de Justiça Para Assuntos de Planejamento Institucional, Terezinha de Jesus Souza Signorini; a Ouvidora-Geral, Lúcia Inez Giacomitti Andrich; o Ex-Procurador-Geral de Justiça e decano do MPPR, Milton Riquelme de Macedo; a segunda subdefensora pública-geral do Paraná, Thaísa Oliveira; o Presidente da OAB Paraná, Luiz Fernando Casagrande Pereira; e o Presidente da Associação Paranaense do Ministério Público (APMP), Fernando Mattos.
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Em Araucária, MPPR denuncia 18 pessoas na Operação Cartão Fidelidade por tráfico de drogas e requer afastamento de policial militar envolvido nos crimes
O Ministério Público do Paraná, por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, ofereceu denúncia contra 18 pessoas investigadas na Operação Cartão Fidelidade. O grupo é acusado da prática dos crimes de associação para o tráfico, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.
Áudio da Promotora de Justiça Adriana Cordeiro Galvão
A investigação desarticulou uma organização que promovia a venda ilícita de entorpecentes na modalidade de entrega em domicílio, via aplicativo de mensagens, operando sob o nome fantasia Bob TV ou Pão de Queijo do Tio Bob. A estrutura ilícita contava com a distribuição de cartões físicos de fidelização com carimbos para os usuários. A fase ostensiva da operação, deflagrada em 19 de agosto de 2026, resultou na apreensão de estoques de entorpecentes do grupo, incluindo mais de 73 quilos de maconha, além de comprimidos de ecstasy, cocaína e haxixe.
Policial envolvido – Entre os denunciados, está um policial militar acusado de corrupção passiva e lavagem de bens e valores. Segundo a denúncia, o agente público recebia vantagens financeiras indevidas dos líderes do esquema para fornecer informações privilegiadas sobre investigações, realizar consultas não justificadas em sistemas restritos de segurança e facilitar as rotas de distribuição do narcotráfico. O MPPR apurou que o policial movimentou mais de dois milhões de reais em suas contas, valor totalmente incompatível com seus rendimentos como servidor público, tendo utilizado parte do dinheiro ilícito, recebido em repasses diretos, para adquirir um imóvel à vista no bairro Capela Velha. O Ministério Público requereu a suspensão cautelar do exercício da função pública do agente policial, além da decretação da perda do cargo em caso de condenação.
Para dissimular a origem do dinheiro do tráfico, a organização operava uma complexa rede de lavagem de capitais, utilizando contas bancárias de terceiros e empresas de fachada para integrar os recursos ilícitos à circulação econômica formal. Diante disso, o MPPR também solicitou ao Judiciário a suspensão das atividades de uma das empresas utilizadas no esquema de mescla de capitais ilícitos e lícitos.
Além das condenações pelos crimes cometidos, a Promotoria de Justiça requer a fixação de um valor mínimo para a reparação dos danos morais coletivos causados pela atuação da organização criminosa em Araucária, bem como a manutenção da prisão preventiva dos réus que já se encontram detidos, visando à garantia da ordem pública e a interrupção definitiva das atividades da organização.
Processo 0002613-86.2026.8.16.0025
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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