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Brasil

Ratinho Junior e outros 7 governadores não assinam carta em defesa da democracia

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O governador do Paraná, Ratinho Junior, e outros 7 governadores não assinaram uma Carta Aberta divulgada pelo Fórum Nacional de Governadores neste domingo (19) em defesa da democracia.
O documento foi redigido depois que o presidente Jair Bolsonaro discutiu, em Brasília, com manifestantes a favor do fechamento do Congresso Nacional e do STF (Supremo Tribunal Federal) e que defendiam a intervenção militar.

20 GOVERNADORES ASSINAM CARTA ABERTA EM DEFESA DA DEMOCRACIA

Na Carta Aberta em defesa da democracia,20 governadores assinaram o documentoprestando apoio ao Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

“Nesse momento que o mundo vive, temos testemunhado o empenho com que os presidentes do Senado e da Câmara têm se conduzido, dedicando especial atenção às necessidades dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios

O documento foi finalizado afirmando que a saúde e a vida do povo brasileiro devem estar acima de interesses políticos, em especial nesse momento de crise.

Sete governadores não assinaram a carta, entre eles, o Governador do Paraná:

  • ANTONIO DENARIUS (Roraima);
  • GLADSON CAMELI (Acre);
  • IBANES ROCHA (Distrito Federal);
  • MARCOS ROCHA (Rondônia);
  • RATINHO JUNIOR (Paraná);
  • ROMEU ZEMA (Minas Gerais);
  • WILSON LIMA (Amazonas);

No final da tarde, o Governador do Maranhão divulgou o documento no seu Twitter pessoal.

 

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Brasil

Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México

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Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.

A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.

“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.

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O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.

Como funciona o SasiSUS

Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.

A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.

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Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.

Rayane Bueno
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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