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Brasil apresenta plano de IA e reforça parcerias estratégicas na Índia

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) apresentou, nesta sexta-feira (20), em Nova Délhi, a visão estratégica do Governo do Brasil para o uso da inteligência artificial (IA), defendendo que a tecnologia esteja orientada à inclusão social, à soberania digital e ao desenvolvimento sustentável. Durante painel na Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, a ministra Luciana Santos destacou o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (Pbia) 2024–2028 e afirmou que a iniciativa busca estruturar uma política de Estado para o setor. 

Primeira a discursar no painel, Luciana apresentou as diretrizes do Pbia. Coordenado pelo MCTI, o plano prevê investimento público de R$ 23 bilhões até 2028, o equivalente a aproximadamente US$ 4,5 bilhões. Segundo a ministra, a iniciativa tem como objetivo estruturar capacidades nacionais e orientar a aplicação da tecnologia aos principais desafios do País. 

“O objetivo do Pbia é promover o desenvolvimento, a disponibilização e o uso da inteligência artificial no Brasil, orientando-a para enfrentar os grandes desafios nacionais, sociais, econômicos, ambientais e culturais”, declarou. 

O plano está organizado em cinco eixos — infraestrutura e desenvolvimento; difusão e capacitação; melhoria de serviços públicos; inovação empresarial; e apoio ao processo regulatório e de governança — que somam 54 ações. Desde o lançamento, R$ 7 bilhões já foram mobilizados. Entre as iniciativas em curso estão a aquisição de supercomputador de capacidade hexaflópica, a Jaci, a criação de 8 mil novas vagas de graduação e bolsas de pós-graduação na área, além de editais da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao MCTI, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apoio a empresas inovadoras. 

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Luciana também ressaltou o conceito de soberania digital adotado pelo País. “Entendemos que a soberania digital não deve ser vista de forma isolada, mas como a capacidade do Brasil de entender, desenvolver e regular tecnologias digitais essenciais para a sociedade, economia e democracia. Queremos garantir que os dados estratégicos nacionais sejam protegidos sob jurisdição brasileira e que o País tenha autonomia para operar e auditar sistemas críticos, reduzindo a dependência de atores estrangeiros.” 

Ao encerrar sua participação, a ministra reforçou o caráter estruturante do plano. “O Brasil enfrenta uma corrida contra o tempo. A implementação do Pbia não é apenas um plano setorial, mas uma política de Estado para garantir que o futuro digital do Brasil seja decidido por brasileiros, em benefício de todos os seus cidadãos”, completou. 

Também participaram do painel a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Púbicos, Esther Dweck; do ministro das Comunicações, Frederico Siqueira; o ministro da Educação, Camilo Santana; o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. 

Cooperação com Alemanha e França 

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Ainda em Nova Délhi, Luciana Santos cumpriu agendas bilaterais com o ministro federal para a Transformação Digital e Modernização Governamental da Alemanha, Karsten Wildberger, e com a ministra delegada responsável por Inteligência Artificial e Tecnologia Digital da França, Ana Le Henanff. 

Na reunião com o representante alemão, a ministra destacou o Diálogo Digital Brasil-Alemanha, estabelecido em 2019, como espaço de articulação para políticas de transformação digital. Também defendeu a integração das agendas de inteligência artificial no âmbito desse mecanismo, com vistas à 6ª reunião do fórum, prevista para abril de 2026, durante a Feira Industrial de Hannover, na qual o Brasil será país-parceiro. 

Com a França, o encontro abordou a proposta de criação de um Diálogo Digital Franco-Brasileiro e a ampliação de parcerias entre centros de excelência dos dois países, com foco em aplicações voltadas à indústria, à saúde e à preservação ambiental. A ministra também reiterou o interesse em ampliar o intercâmbio técnico em computação de alto desempenho e convidou a delegação francesa a conhecer as infraestruturas brasileiras de pesquisa. 

A agenda desta sexta-feira integrou a missão oficial do governo brasileiro na Índia, que busca fortalecer a presença do país nos debates internacionais sobre governança digital, além de ampliar a cooperação científica e tecnológica com parceiros estratégicos. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Ministério da Saúde lança projeto de enfrentamento aos impactos da crise climática na saúde em Recife (PE)

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Para fortalecer o debate e as ações de enfrentamento aos impactos da crise climática na saúde e na alimentação, o Ministério da Saúde lançou o projeto “Mudanças Climáticas, Saúde e Alimentação – Rede de Comitês Populares Ambientais em Territórios das Periferias”. A iniciativa conta com investimento de R$ 3,5 milhões e marca o início da formação de uma rede de comitês populares ambientais.

O lançamento aconteceu nesta segunda-feira (24), na Fiocruz, em Recife (PE), e deu início às atividades do projeto. A ação é voltada para representantes de movimentos sociais e da sociedade civil — com escolaridade de nível fundamental, médio ou superior — que atuem ou residam em territórios da Paraíba e de Pernambuco. Estudantes de graduação e pós-graduação, além de docentes de instituições públicas de ensino e pesquisa, também podem participar.

A representante do Ministério da Saúde, Lívia Méllo, destacou a importância de envolver a população na construção de soluções, especialmente diante dos desafios ambientais. “Esse projeto é fundamental porque, muitas vezes, a gente só atua quando os desastres já aconteceram. A própria pandemia é um exemplo de crise relacionada à interferência humana no meio ambiente. Precisamos valorizar as experiências que as comunidades já desenvolveram nesses contextos e incorporá-las como tecnologias sociais dentro do Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirmou.

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Além de enfrentar os impactos da crise climática na saúde e na alimentação, o projeto prevê a criação de 135 Comitês Populares Ambientais em periferias de regiões metropolitanas — sendo 90 em Pernambuco e 45 na Paraíba. A proposta é fortalecer a articulação entre clima, saúde e alimentação a partir dos princípios da educação popular.

Os comitês vão estimular a solidariedade comunitária e a vigilância popular em saúde, promovendo o diálogo entre saberes técnicos e populares. A iniciativa também busca transformar em ações práticas as diretrizes da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) e da Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS).

Para viabilizar essa estrutura, o projeto vai formar 27 estudantes de graduação e pós-graduação, que atuarão como monitores responsáveis por preparar 270 Agentes Populares Ambientais. Esses monitores também vão apoiar o planejamento e o acompanhamento das atividades nos territórios.

Formação dos Agentes Populares Ambientais

A formação terá carga horária de 168 horas. Cada comitê contará com dois Agentes Populares Ambientais e até dez participantes da comunidade. Cada monitor será responsável por cinco comitês, acompanhando diretamente dez agentes.

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Os agentes terão papel central na criação e no fortalecimento da rede, atuando no planejamento e na coordenação das atividades nos territórios. Também vão desenvolver estratégias de comunicação popular, contribuindo para dar visibilidade às comunidades e combater a desinformação sobre clima e saúde.

Para Alice Albuquerque, agente popular ambiental e estudante de artes, moradora do Centro de Recife, o projeto é uma oportunidade de fortalecer o diálogo com os territórios. “A gente vai poder escutar quem vive ali, quem conhece de perto os problemas, para buscar soluções coletivas. Nosso papel não é dar aula, mas construir conhecimento junto, de forma popular e coletiva”, destacou.

Os agentes serão indicados por movimentos sociais e devem ter atuação nos territórios periféricos das regiões metropolitanas de Recife e João Pessoa. Entre os requisitos estão: ter no mínimo 16 anos, disponibilidade de horário, experiência com educação popular e atuação em grupo, além de afinidade com o tema das mudanças climáticas. A iniciativa, coordenada pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz PE), em parceria com o Mãos Solidárias e a Universidade de Pernambuco (UPE) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Nádia Conceição
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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