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Biodigestores: Sanepar testa miniestações para tratamento de esgoto em áreas rurais

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A Sanepar testa uma solução inovadora para o tratamento de esgoto em áreas rurais: o uso de biodigestores individuais em residências no campo. Foram instalados cinco biodigestores nos quintais de moradores da zona rural do município de Piraquara, próximos a uma grande represa que abastece Curitiba e Região Metropolitana. 

Nos próximos seis meses, a Companhia vai acompanhar o funcionamento dos sistemas com o objetivo de avaliar o desempenho e a viabilidade ambiental, social e econômica do uso dessa tecnologia para possível aplicação em larga escala.

Os biodigestores individuais são equipamentos que se assemelham a um tonel e que funcionam como “miniestações” de tratamento do esgoto, enterrados nos quintais dos domicílios.

“O governador Ratinho Júnior tem investido no fortalecimento do conhecimento técnico da Sanepar para desenvolver soluções inovadoras e acessíveis que ampliem o tratamento de esgoto em todo o Paraná. Esse projeto-piloto visa oferecer uma tecnologia alternativa para levar o saneamento não só no campo, mas também para áreas urbanas de difícil acesso para obras”, destacou o presidente da Companhia, Wilson Bley.

PRIMEIRAS IMPRESSÕES – Para a viabilização dos testes, cinco famílias moradoras da área rural de Piraquara aceitaram participar voluntariamente do projeto e permitiram a instalação dos biodigestores em suas propriedades. A Sanepar fez, em julho, a instalação das “miniestações”, cada conjunto formado por biodigestor, caixa de gordura, caixa de lodo e sumidouro. Pelos próximos seis meses, técnicos da companhia vão acompanhar continuamente o funcionamento e performance de cada conjunto.

Antes mesmo dos primeiros resultados, o aposentado Dirceu Rain, 72 anos, que permitiu a instalação do equipamento para testes em seu quintal, aprovou a solução.

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“Esse projeto-piloto da Sanepar só traz benefícios para o meio ambiente e, com certeza, vai se sustentar. É um processo de tratamento que permite ter água para reúso, que poderemos usar para lavar a calçada e molhar uma horta. Estamos muito satisfeitos em participar de um estudo que elimina o uso de fossas, que podem contaminar lençóis freáticos”, disse Rain.

ALTA EFETIVIDADE – Entre os quesitos que serão avaliados nos testes, a Sanepar vai mensurar a eficiência do sistema na remoção de carga orgânica, gases odoríferos (mau cheiro) e como será feita a retirada do lodo (com que frequência, com qual destinação), funcionamento do conjunto em geral, além da viabilidade econômica para replicação em larga escala.

“Estes biodigestores podem atingir até 80% de remoção de poluentes orgânicos da água, uma efetividade bastante alta. Eles tratam o esgoto por meio da ação de bactérias que atuam sem oxigênio (sistema anaeróbio). As principais vantagens são que não requer o uso de energia elétrica, quase não gera lodo e odor, tem manutenção bastante fácil e esporádica, e ainda o efluente pode ser utilizado em fertirrigação”, explica o especialista da Diretoria de Inovação e Novos Negócios da Sanepar Charles Carneiro.

FUNCIONAMENTO – Os biodigestores testados têm capacidade de tratamento de até 750 litros de água efluente por dia, o que permite que seja instalado em casas de até sete pessoas.

O esgoto que sai da residência vai para uma caixa de gordura e segue para o biodigestor. Ali, permanece até 24 horas, período em que o sistema anaeróbio faz a decomposição da maioria dos poluentes. Posteriormente os resíduos sólidos seguem para a caixa de lodo, onde permanecem, e a água tratada vai para o sumidouro e poderá ser captada para reúso, se desejável.

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APROVADO PELOS VOLUNTÁRIOS – Uma das orientações repassadas aos moradores foi a de que o sistema precisa de um tempo de entre três e seis meses para atingir o melhor funcionamento. Essa era uma dúvida do vigilante Anderson Godoi Rain, 42 anos, filho de Dirceu. A Sanepar instalou um sistema biodigestor na casa dele. Nos primeiros dias, notou que a água no sumidouro ainda estava bastante turva.

“Ligamos o biodigestor à saída já existente nas casas. Nos primeiros meses, as bactérias que fazem a decomposição das impurezas estão se formando, é normal que o sistema não esteja em seu melhor desempenho. O tempo para chegar à estabilidade também será analisado no estudo”, explicou o operador da Sanepar Laercio Mateus Squiba ao vigilante.

Anderson aprovou o sistema e quer abandonar de vez o esgotamento por fossas. “Já estava na segunda fossa e, mais para frente, ia ter de fazer a terceira. Esse biodigestor vai ajudar muito o pessoal da área rural que não tem rede de esgoto a evitar o despejo de água suja na natureza”, disse.

A dona de casa Suelen Cristina da Silva, 43 anos, também viu vantagens no seu dia a dia. A ligação do esgoto à miniestação de tratamento incluiu a saída da água da máquina de lavar roupas, que antes era dispensada diretamente no solo. “Não fica mais tudo enlameado cada vez que preciso lavar roupa”, disse.

Fonte: Governo PR

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Tribunal do Júri de Ponta Grossa condena a 37 anos e 6 meses de prisão dois homens denunciados pelo MPPR por homicídios de mãe e filha

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O Tribunal do Júri de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, condenou nesta terça-feira, 21 de julho, dois homens denunciados pelo Ministério Público do Paraná pelos homicídios qualificados de duas mulheres, mãe e filha, de 45 e 26 anos. As vítimas foram mortas a tiros na madrugada de 21 de janeiro de 2025, dentro da residência onde moravam, no Bairro Boa Vista. Cada um dos réus foi condenado à pena de 37 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado.

Áudio do promotor de Justiça Michael Gebeluky

As motivações dos crimes não foram totalmente esclarecidas, mas teriam sido praticados em contexto de disputa por território relacionado ao tráfico de drogas. Conforme apurado, os denunciados invadiram a residência das vítimas durante a madrugada e efetuaram diversos disparos de arma de fogo.

Na denúncia, o Ministério Público sustentou a qualificadora do emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas, uma vez que o crime foi praticado durante o período de repouso noturno. O Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo MPPR e condenou os réus por homicídio qualificado, nos termos da denúncia.

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Os dois condenados, que já se encontravam presos, permanecerão recolhidos ao sistema penitenciário para o cumprimento das penas.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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