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Aula inaugural marca início da segunda turma do curso de equidade na gestão do trabalho no SUS

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Nessa quarta-feira (26), o Ministério da Saúde sediou, em Brasília, a aula inaugural da segunda turma do Curso de Especialização e Aprimoramento em Equidade na Gestão do Trabalho e da Educação no SUS. A formação é considerada um marco histórico por incorporar o debate sobre desigualdades e violências nas diferentes áreas de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com transmissão ao vivo, o evento que já formou 800 profissionais, agora inicia a nova turma com expectativa de qualificar mais 1200 profissionais de nível médio e superior, gestores do SUS, docentes, estudantes e representantes de movimentos sociais e do controle social. O principal objetivo é fomentar análises críticas sobre práticas institucionais, desigualdades e violências que atravessam o cotidiano do trabalho e da formação em saúde.

Durante a abertura, o secretário Adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES/MS), Jerzey Timoteo, destacou à relevância da iniciativa e o compromisso da secretaria com a formação de profissionais preparados para enfrentar os desafios da saúde pública: “É uma alegria imensa estar aqui com vocês, celebrando mais uma edição da nossa especialização em aprimoramento. A SGTES é uma secretaria que carrega uma diversidade muito especial e reconhecida pelo compromisso em formar profissionais preparados para enfrentar os desafios da saúde pública.”

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Jerzey reforçou a importância da nova edição da especialização e explicou que equidade deve ser entendida como prática concreta no cotidiano das instituições: “Quando falamos em Equidade não é um conceito abstrato; é uma ação prática que precisa estar presente nas decisões de gestores, trabalhadores e na experiência do usuário. Falamos de garantir pertencimento e acolhimento para populações historicamente invisibilizadas pelas instituições de saúde. Colocar o quesito raça-cor como prioridade no cuidado é um passo essencial para reduzir barreiras e melhorar desfechos de qualidade.”

Por fim, ele ressaltou que o valor em saúde vai além da tecnologia e da qualificação técnica: “O valor em saúde não está apenas na tecnologia ou na equipe qualificada, mas na percepção do usuário sobre acolhimento e integralidade do cuidado.”

Com carga horária de 376 horas para a modalidade de especialização e 240 horas para aprimoramento, a formação propõe ampliar o debate sobre as iniquidades presentes no SUS e incentivar a construção de estratégias para enfrentamento das desigualdades. Durante a aula inaugural, foi reforçado que a proposta vai além da discussão teórica: pretende-se fortalecer práticas transformadoras nos territórios, serviços e espaços de gestão.

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A gerente de Projetos de Responsabilidade Social no Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), Wilma Madeira Silva, também celebrou a iniciativa e destacou o caráter inovador da formação: “É uma alegria, em nome do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, participar desta inauguração, encerrando a primeira edição e iniciando a segunda edição da especialização e do aprimoramento em equidade na gestão do trabalho e da educação no SUS. Essa especialização é uma inovação: um curso voltado para trabalhadoras e trabalhadores do SUS, com o objetivo de fortalecer práticas que promovam equidade como princípio inegociável.”

Proadi-SUS

O curso, que integra o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras do SUS, é fruto de uma parceria entre o Ministério da Saúde com o HAOC através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) e conta com uma metodologia inovadora que utiliza cenas do cotidiano, vídeos disparadores e materiais didáticos aprofundados para estimular a reflexão crítica e a construção de estratégias concretas para enfrentar as desigualdades na saúde pública brasileira.

Anna Elisa Iung
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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MJSP anuncia mais de R$ 130 milhões para ampliar acesso a direitos da população em situação de rua

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Brasília, 23/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apresentou, nesta terça-feira (23), um conjunto de ações e investimentos voltados à promoção de direitos e à inclusão social da população em situação de rua. Os anúncios ocorreram durante a cerimônia de entregas do Governo Federal para a População em Situação de Rua, realizada no Palácio da Justiça, em Brasília, como parte da programação da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas 2026, promovida pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad).
As medidas reforçam a atuação interministerial do Governo Federal e abrangem iniciativas nas áreas de acesso à Justiça, cidadania, saúde, segurança alimentar, formação profissional e produção de dados. Entre os destaques estão os investimentos do MJSP para ampliação da Rede de Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Rede Cais), a integração dos Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros POP) à rede de atendimento e a formação de profissionais de segurança pública para atuação qualificada junto a pessoas em situação de vulnerabilidade. Os investimentos ultrapassam R$ 130 milhões.

Durante a cerimônia, o secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges, afirmou que o conjunto de ações representa o maior esforço orçamentário já realizado pela pasta para a promoção de direitos da população em situação de rua.

“Esse é o maior esforço orçamentário que o Ministério da Justiça e Segurança Pública já realizou para a proteção de direitos da população em situação de rua. É um trabalho construído em integração com outros ministérios, estados, municípios e sociedade civil para transformar em realidade o acesso a direitos e a dignidade dessas pessoas”, afirmou.

Segundo o secretário, os Cais desempenham papel central na articulação das políticas públicas voltadas a essa população.

“Os centros fazem o acolhimento e promovem a ligação concreta com os serviços públicos e instituições responsáveis pela garantia de direitos. É essa integração que faz com que a promessa de dignidade se torne realidade”, ressaltou.

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Ampliação da Rede Cais

Entre as entregas apresentadas pelo MJSP está o investimento de R$ 46 milhões para ampliar as equipes de atendimento dos 263 Centros POP integrados à Rede Cais, fortalecendo o acesso à justiça, o acompanhamento jurídico e as estratégias de redução de danos.

O ministério também destinará R$ 27 milhões para a implantação de 30 unidades Cais executadas por organizações da sociedade civil e outros R$ 36 milhões para a implementação de 35 unidades em parceria com universidades. Além disso, o MJSP destinará R$ 25 milhões para a criação de 40 unidades em cooperação com programas estaduais de referência voltados ao atendimento da população em situação de rua.

Outra iniciativa apresentada é a formação de 5.077 profissionais de segurança pública para atuação junto a essa população, com investimento de R$ 900 mil. O objetivo é fortalecer uma cultura institucional orientada pelos direitos humanos e pelo respeito à dignidade das pessoas em situação de vulnerabilidade.

Também foi formalizada parceria entre o MJSP e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para a contratação de 88 agentes territoriais, que atuarão na integração entre cozinhas solidárias, Rede Cais e demais políticas públicas voltadas à inclusão social. A iniciativa contará com investimento de R$ 3 milhões.

Ações integradas do Governo Federal

Além das entregas coordenadas pelo MJSP, o Governo Federal anunciou um conjunto de ações voltadas à ampliação da proteção social da população em situação de rua. Entre elas estão investimentos para fortalecimento das cozinhas solidárias e da oferta de refeições, ampliação das equipes do programa Consultório na Rua, implementação de unidades móveis de atendimento em saúde e formação de agentes para atuação na atenção primária.

Na área de direitos humanos, foram anunciados R$ 70 milhões para fortalecimento da rede de atendimento integrada em 21 estados e no Distrito Federal, ampliando o acesso à Justiça, aos serviços públicos e às ações de cidadania.

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O evento marcou ainda o lançamento das ações preparatórias para o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, conduzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Governo Federal. A etapa inicial ocorrerá em cinco capitais: Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO), Florianópolis (SC), Manaus (AM) e Salvador (BA).

Para o presidente do IBGE, Márcio Pochmann, a iniciativa representa um marco na produção de informações sobre essa população.

“Pela primeira vez, desde o início da realização dos censos demográficos no Brasil, teremos informações que incluem brasileiros sem domicílio fixo. A população em situação de rua passa a integrar oficialmente essa base estatística nacional”, disse.

Semana Nacional de Políticas sobre Drogas

A Semana Nacional de Políticas sobre Drogas 2026 ocorre de 22 a 26 de junho, com o tema “Prevenção, proteção e fortalecimento dos territórios”. A programação reúne representantes do governo, organismos internacionais, universidades, gestores públicos e organizações da sociedade civil para debater estratégias de prevenção, inclusão social e fortalecimento de políticas públicas.

Participaram da cerimônia o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos; o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias; a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello; a secretária de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Ana Luiza Caldas; o presidente do IBGE, Márcio Pochmann; representantes do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua; e o padre Júlio Lancellotti, como convidado especial.

Grupo de pessoas em situação de rua e representantes comparecem ao evento no Palácio da Justiça. Foto: Tom Costa/MJSP
Grupo de pessoas em situação de rua e representantes comparecem ao evento no Palácio da Justiça. Foto: Tom Costa/MJSP

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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