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Concessão das Rotas Gerais impulsionará logística e produção de cachaça em Minas Gerais

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A cachaça mineira, símbolo da tradição nacional e fabricada em alambiques reconhecidos como patrimônio cultural, entra em um novo momento com a concessão da BR-116/251/MG, realizada pelo Ministério dos Transportes nesta terça-feira (31). Com R$13,16 bilhões em investimentos previstos, a empresa vencedora do leilão terá como atribuição melhorar as condições logísticas dos trechos para favorecer o escoamento da produção regional e ampliar a comercialização de uma das bebidas mais consumidas do país.

Conhecida como capital nacional da cachaça, a cidade de Salinas, em Minas Gerais, possui clima, luminosidade e solo favoráveis à produção da cana-de-açúcar, o que permite a produção de bebidas de alta qualidade que conquistam prêmios e são reconhecidas internacionalmente. Mas para os moradores do município, como o estudante universitário Matheus Madureira, o destilado vai além da economia, é símbolo de união e identidade para os habitantes.

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A colega de turma do curso de Pedagogia, Aline Limma detalha que tomar uma dose da bebida já faz parte da rotina dos amigos. “Comemoração pede cachaça. Saidinha de terça, pede cachaça. Meio de semana, pede cachaça” disse.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil contabilizou 1.266 estabelecimentos produtores de cachaça registrados em 2024, número que representa um crescimento de 4% em relação ao ano anterior, com a entrada de 49 novas unidades. Minas Gerais lidera o ranking nacional, concentrando 501 das unidades, o equivalente a cerca de 39,6% do total.

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Crescimento de mercado

Uma das empresas produtoras de cachaça em Minas Gerais é a Seleta. A marca concentra, em São Paulo, seu principal mercado consumidor e também está presente nos demais estados do Sudeste, além de presença na Bahia, em Goiás e no Distrito Federal.

O diretor-executivo da empresa, Gilberto Luiz, explica que há a expectativa de um crescimento de pelo menos 5% das operações em 2026 em comparação ao ano passado. Para ele, a ampliação de capacidade das Rotas Gerais é fundamental para acompanhar o desempenho da empresa de cachaça e da safra esperada.

“A Seleta produz, em média, 2 milhões de litros por ano e, hoje, 100% da produção é escoada pela BR-251. As melhorias na estrada podem alavancar bastante o faturamento das lojas online e da distribuição fracionada”, afirmou.

A distribuição alcança todo o território nacional. No exterior, mantém exportações recorrentes para Estados Unidos, Portugal, Japão e Austrália, além de embarques pontuais para Alemanha, Espanha e Nova Zelândia.

Melhores condições de trabalho

Quem sente, no dia a dia, os impactos de uma infraestrutura viária precária são os motoristas do transporte rodoviário de cargas. A dupla de caminhoneiros Thiago Aquino e Carlos Roberto relata que trafega pela BR-116/MG e pela BR-251/MG, com cautela redobrada para evitar o desgaste dos veículos e a ocorrência de sinistros na estrada.

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“Já tivemos pneu furado e mola estourada no caminhão. Isso atrapalha, atrasa a viagem e gera perda de tempo”, desabafou Thiago Aquino.

“Em estrada ruim, o desgaste é maior, mesmo com veículos novos. O cansaço aumenta e a segurança é praticamente inexistente. Também faltam pontos adequados de parada e descanso”, completou Carlos Roberto.

O projeto de concessão das Rotas Gerais inclui a implantação de duplicações nas vias, faixas adicionais, vias marginais, contornos, passarelas de pedestres e dois Pontos de Parada e Descanso (PPDs).

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Ministério da Saúde inicia distribuição emergencial de medicamento oncológico em todo o país

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O Ministério da Saúde iniciou, nesta quarta-feira (23), a distribuição, de forma excepcional, do medicamento ciclofosfamida para todas as regiões do país, garantindo a continuidade do tratamento de pacientes com câncer no SUS. A aquisição do fármaco é, em geral, realizada diretamente pelos estados e centros de referência oncológicos. No entanto, após o único fornecedor nacional apresentar dificuldades técnicas na produção, o Governo do Brasil interveio e iniciou a compra internacional de 140 mil unidades, sendo 100 mil comprimidos de 50 mg e 40 mil frascos-ampola de 1 g , utilizando o poder de negociação e compra do sistema público de saúde.

O primeiro lote, com 7 mil ampolas, foi entregue ao almoxarifado do Ministério da Saúde na quinta-feira (22), com investimento federal de mais de R$ 1 milhão. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), localizado no Rio de Janeiro, está entre os primeiros contemplados, com 377 frascos-ampola. O envio do medicamento às demais instituições de referência será realizado de forma gradativa, conforme agendamento prévio. Caso necessário, poderão ser adquiridos de forma imediata mais 40 mil comprimidos e 40 mil frascos-ampola, de modo a evitar o desabastecimento da rede pública.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, reforçou que a ação estratégica assegura o abastecimento dos estoques no SUS até julho, prazo estabelecido pela fornecedora brasileira para a regularização da oferta, bem como o cuidado integral e em tempo oportuno às pessoas.

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“Para uma aquisição assertiva, realizamos um estudo com base na necessidade apresentada por cada centro de referência e no uso médio mensal do medicamento. Não há desabastecimento na rede pública. O Ministério da Saúde agiu de forma estratégica para assegurar o estoque diante da dificuldade de produção apresentada pela empresa responsável, reforçando o compromisso com o cuidado de todos os pacientes assistidos no SUS”, disse a secretária.

A intervenção emergencial do Ministério da Saúde foi realizada com máxima agilidade, efetivando-se em menos de um mês, por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A necessidade de cada unidade de saúde para o envio de novas remessas será monitorada em parceria com as secretarias estaduais de saúde e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

A ciclofosfamida é um quimioterápico indicado para o tratamento de diversos tipos de câncer, como mama, ovário, linfomas e leucemias. Com a regularização do cenário de oferta, a aquisição e a disponibilização do medicamento voltarão a ser realizadas pelos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) e pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), por meio da Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC), conforme pactuação estabelecida entre os entes federativos na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

Priorização de Análise na Anvisa

Em conformidade aos esforços de manter a assistência interrupta no SUS e realizar compras do medicamento no mercado externo, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) celeridade na análise nos processos de importação excepcional e a avaliação de mecanismos que garantiram a maior celeridade na liberação de lotes importados. A pasta mantém diálogo semanal com o órgão, apresentando o cenário dos estoques e capacidade de oferta do mercado nacional para atender a necessidade da rede pública de saúde.

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Reestruturação da assistência oncológica no SUS

O Governo do Brasil vem fortalecendo o cuidado aos pacientes oncológicos por meio de iniciativas estruturantes, com a implementação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), que representa uma importante atualização no financiamento e no acesso a medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). O novo modelo substitui o repasse fixo por procedimento por três modalidades de financiamento, com foco em mais eficiência, transparência e cuidado integral ao paciente.

Com a nova política, a aquisição dos medicamentos oncológicos incorporados ao SUS, incluindo o ciclofosfamida, passa a ser realizada diretamente pelo Ministério da Saúde, ampliando o investimento federal e permitindo negociações nacionais para melhores preços. Entre os próximos passos estão a regulamentação dos protocolos prioritários e a adaptação dos sistemas de regulação, com previsão de período de transição para garantir a continuidade da assistência aos pacientes.

Ana Freitas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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