Brasil
Asfalto novo: Renan Filho entrega trecho pavimentado da BR-422/PA que irá beneficiar 250 mil paraenses
A partir desta quarta-feira (21), a economia e logística do sudeste do Pará ganham um novo impulso, com a entrega da pavimentação da BR-422, no trecho entre Novo Repartimento e Tucuruí.
“É uma estrada boa, bem feita e segura, capaz de suportar caminhões e impulsionar o desenvolvimento da região. Atende a mãe que leva o filho ao hospital, o estudante que vai à universidade e o trabalhador. Garante dignidade ao Norte do Brasil e infraestrutura decente para quem vive”, destacou o ministro dos Transportes, Renan Filho.
A obra contempla uma extensão de 63,7 quilômetros e recebeu investimento de R$228,5 milhões pelo Novo PAC. Essa era uma demanda histórica da população local, que até então convivia com a ausência de asfalto no trecho.
“Já sofremos muito aqui na lama e na poeira, muitas vidas se perderam nessa estrada. É um sonho de décadas para quem tem a idade de 30, 40 anos, que cresceu ouvindo a promessa de pavimentação, que finalmente se realizou”, celebrou o prefeito de Tucuruí, Alexandre Siqueira.
A BR-422 tem início no entroncamento com a BR-230/PA, também conhecida Rodovia Transamazônica, e desempenha papel fundamental na integração regional e no escoamento da produção agropecuária e mineral do Pará, beneficiando diretamente cerca de 250 mil pessoas e fortalecendo a ligação com municípios estratégicos, como Altamira e Marabá.
Rodovia Transamazônica
Já para a BR-230/PA Renan Filho autorizou a construção de 15 pontes de concreto, substituindo as estruturas que atualmente são de madeira. Serão investidos mais de R$52 milhões nas obras, que ficam no trecho da rodovia entre as divisas do Pará com o Tocantins e o Maranhão.
“O impacto não é só para a população, mas para toda a região e o meio ambiente. Transformamos pontos permanentes, acabamos com a substituição de madeira e trazemos segurança às pessoas, que não trafegarão mais por locais sob ameaça devido ao volume dos rios, já que o Pará tem o fenômeno das águas que sobem e descem muito rapidamente”, detalhou o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Fabricio Galvão.
Ainda para a Rodovia Transamazônica, entre a divisa do Pará com Tocantins e o entroncamento com a BR-163, o ministro dos Transportes anunciou a execução de melhorias de acesso e vias marginais. Serão aportados cerca de R$15 milhões, visando melhor trafegabilidade e ampliação da capacidade da rodovia.
Rio Xingu
Renan Filho vistoriou também o andamento das obras da ponte sobre o Rio Xingu, em Altamira. Com aproximadamente 750 metros de extensão, a estrutura vai ligar os municípios de Anapu e Vitória do Xingu, e substituir a travessia por balsa feita atualmente pela população.
A ponte, que soma R$ 405,6 milhões em recursos do Novo PAC, irá beneficiar cerca de 300 mil pessoas, ampliando a mobilidade, a segurança e a eficiência no transporte de cargas e de passageiros. A execução das obras ultrapassa o marco dos 50% e a previsão é de que a entrega aconteça em dezembro.
“Agora temos a possibilidade de projetar uma região cada vez mais pujante. O Pará é formado por paraenses que aqui nasceram, mas também por brasileiros de outros lugares que escolheram o estado para crescer e se desenvolver”, comemorou o governador do Pará, Helder Barbalho.
A nova estrutura será do tipo estaiada (sustentado por cabos de aço) e contará com quatro vãos na margem direita e quatro vãos na margem esquerda, formados por pórticos compostos por pilares e vigas de concreto armado.
“Vamos trabalhar com dedicação para entregar ainda este ano a ponte sobre o Rio Xingu, tirando as pessoas da dependência da balsa. É o Governo do Brasil contribuindo para o desenvolvimento do Pará”, concluiu o ministro dos Transportes.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
Brasil
Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina
Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.
Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.
Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.
Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.
Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:
230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.
200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.
Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.
“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.
Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.
Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.
O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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