Paraná
Araucária 136 anos: Sanepar celebra data com universalização e investimentos
Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), comemorou 136 anos quarta-feira (11). A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) tem bons motivos para celebrar com a cidade, como empresa que contribui para a alta qualidade de vida de seus 151,7 mil habitantes, que contam com acesso universal à água tratada e à coleta e tratamento de esgoto, reflexo de constantes investimentos da Companhia para assegurar a excelência desses serviços essenciais.
Só nos últimos seis anos, entre 2020 e 2025, a Sanepar investiu R$ 71,5 milhões em obras, melhorias e serviços para Araucária. Com esses e outros investimentos, a cidade atingiu, com anos de antecedência, metas nacionais de saneamento básico que ainda são um desafio para muitas cidades brasileiras.
O município tem oferta de água tratada em 100% de sua área urbana e tem 92% da mesma área já coberta por coleta e tratamento de esgoto.
“Estes resultados são melhores, inclusive, do que os de alguma capitais, que estão abaixo das metas estabelecidas pelo Marco Regulatório do Saneamento Básico. Esse Marco estipula que as cidades tenham pelo menos 99% de cobertura de água tratada e 90% de coleta e tratamento de esgoto até 2033”, ressalta o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.
REFLEXO POSITIVO – Mais do que números, esses percentuais refletem na saúde, na educação e na economia. Estudos do Instituto Trata Brasil estimam que a cada R$ 100 milhões investidos em saneamento seria possível reduzir em até 157 mil o número de internações por doenças causadas por contato com água contaminada.
Além disso, estudantes que vivem em domicílios com saneamento básico permanecem na escola por 10 anos, uma média de 2,8 anos a mais do que quem não conta com abastecimento de água e esgotamento sanitário. Isso gera reflexos na vida profissional: no Brasil, quem tem acesso a saneamento tem renda média quase um salário mínimo maior do que quem carece desses serviços.
“A Sanepar faz parte da história de Araucária e Araucária faz parte da história da Sanepar. Investir em saneamento na cidade é investir na qualidade de vida da população. É uma cidade que contribui muito para nosso Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana, com sua riqueza em bacias hidrográficas”, afirma Bley.
A região de Araucária conta com quatro bacias hidrográficas, dos rios Iguaçu, Passaúna, Barigui e Cachoeira e, no limite com Campo Largo, a Sanepar tem a represa do Passaúna, que “guarda” água bruta (a ser tratada) para cerca de 800 mil pessoas de Curitiba, Araucária e Campo Largo.
INVESTIMENTOS RECENTES – Nos últimos seis anos, a Sanepar ampliou suas redes de água e esgoto com investimentos de R$ 32 milhões, em seis obras. Entre elas, instalou uma adutora (tubulação de grande porte) de 2,5 km de extensão, para transposição de água bruta na Bacia Rio Verde.
Também construiu um sistema de pós-tratamento dos efluentes (água que volta ao rio depois de separada das impurezas do esgoto) na Estação de Tratamento Passaúna, aumentando o índice de pureza, com reflexo na sustentabilidade ambiental.
Já a Estação de Esgoto Cachoeira recebeu um outro sistema complementar de tratamento, com instalação de reatores anaeróbios, além de outras benfeitorias.
A Sanepar avançou sua área de cobertura de coleta e tratamento de esgoto na cidade, com as obras nos sistemas de esgoto das Bacias Barigui e Passaúna, que incluíram a instalação de 24 km de novas redes, conectando mais 1 mil pontos de coleta.
PARA O FUTURO – A Sanepar tem projetos para o futuro que envolvem Araucária e a necessidade de garantir a segurança hídrica para as populações da cidade e do entorno. A Companhia planeja a criação de um novo reservatório de água tratada na região central da cidade, com capacidade de armazenar até 2 milhões litros.
Fonte: Governo PR
Paraná
Em Antonina, atuação do Ministério Público do Paraná resulta na exoneração de servidora e na alteração de lei municipal que permitiu licença irregular
Em Antonina, no Litoral do estado, intervenção do Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça da comarca, resultou em alteração do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais e na exoneração voluntária de uma funcionária que havia sido beneficiada por uma mudança legislativa casuística. A medida buscou a moralização da legislação funcional do Município e a correção de irregularidades administrativas no quadro de servidores públicos locais.
Áudio do promotor de Justiça Alan Bolzan Witczak
A apuração teve início em inquérito civil que identificou manobra legislativa envolvendo o ex-prefeito e sua irmã, que tomou posse em fevereiro de 2023 em dois cargos efetivos no município (professora e cirurgiã-dentista). Pouco tempo após assumir, a servidora se licenciou, apesar de a legislação então vigente (Lei Municipal 033/1998) proibir expressamente a concessão de licença sem vencimentos para tratar de interesses particulares durante o estágio probatório.
Manobra – Para viabilizar o afastamento, o então prefeito encaminhou em regime de urgência um projeto de lei, aprovado como Lei Municipal 008/2023, autorizando a licença em estágio probatório. Apenas cinco dias após a sanção, a servidora obteve a licença sem vencimentos no cargo de professora (Portaria 096/2023) e foi nomeada pelo próprio irmão para o cargo em comissão de coordenadora geral de Odontologia. Investigação do MPPR comprovou que a servidora foi a única beneficiada pela mudança normativa.
A Promotoria de Justiça havia expediu inicialmente recomendação administrativa buscando resolver extrajudicialmente a situação, sem resposta do chefe do Executivo. Por isso, acabou ajuizando ação civil pública apontando desvio de finalidade, violação aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa e pedindo incidentalmente a inconstitucionalidade da norma flexibilizadora e a anulação da portaria de licença.
Reforma legislativa e exoneração – O ajuizamento da medida judicial levou à correção das irregularidades. A servidora requereu exoneração voluntária dos quadros do Município. Além disso, o Município de Antonina editou a Lei Municipal 015/2026, reestruturando o artigo 129 do Estatuto dos Servidores para proibir expressamente a concessão de licença para tratar de assuntos particulares a ocupantes de cargos efetivos que estejam em estágio probatório, vedando também a contagem do tempo de afastamento para qualquer efeito legal.
Diante da regularização da legislação e da exoneração voluntária da servidora envolvida, o MPPR manifestou-se pela extinção, sem resolução do mérito, da ação civil pública que questionava os atos irregulares.
Processo 0000384-02.2026.8.16.0043
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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