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Após resgate em área urbana de Engenheiro Beltrão, IAT solta onça-parda na mata

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Após uma ação de resgate de três horas e uma bateria de exames, a onça-parda encontrada no alto de uma árvore no perímetro urbano de Engenheiro Beltrão, no Centro-Oeste do Estado, voltou ao seu habitat natural no fim da tarde desta quinta-feira (23). O animal, um macho com 36 quilos, jovem e saudável, foi solto em uma área de proteção ambiental da região – por questões de segurança do felino o local não pode ser divulgado.

A captura mobilizou técnicos do Instituto Água e Terra (IAT), militares do Batalhão de Polícia Ambiental-Força Verde (BPAmb-FV) e um médico veterinário anestesista. Com a área completamente isolada, as equipes precisaram usar dardos tranquilizantes e redes para conter e evitar a fuga do felino.

Após o resgate, a onça foi encaminhada para a clínica veterinária do Centro Universitário Integrado, uma faculdade de Campo Mourão, também no Centro-Oeste. A bateria de exames e coleta de sangue confirmaram que o animal estava clinicamente saudável, o que permitiu a soltura na mata.

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Chefe do escritório regional do IAT de Campo Mourão, Fabiano Viudes explicou que a região em que a onça foi encontrada fica ao lado de uma Área de Proteção Ambiental (APP). Segundo ele, muito provavelmente o animal transitou durante a noite e acabou entrando em um terreno em obras, em fase de loteamento.

“Ao adentrar nessa área, o bicho chegou à última rua do perímetro urbano de Engenheiro Beltrão e se escondeu no alto de uma árvore”, disse. “Vemos a presença de animais silvestres em perímetros urbanos de uma forma bastante natural. Reforça que temos um corredor biológico”.

FAUNA SILVESTRE Desde 2019, a fauna silvestre ganhou um novo olhar no Paraná, com a criação dos Centros de Apoio aos Animais Silvestres (CAFS) e pelo Centro de Triagem e Atendimento de Animais Silvestres (CETAS). Em 2022, o Estado regulamentou a responsabilidade para o atendimento de ocorrências envolvendo o tema nos perímetros urbanos e periurbanos, com a Resolução Conjunta Sedest/IAT nº 13/2022.

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Os atendimentos devem ser feitos em situações de fauna vitimada, quando ocorrem maus-tratos, tráfico ilegal, cativeiro irregular, atropelamento, entre outros. Nestes casos, são necessários assistência de médico veterinário e com encaminhamento aos CAFS e CETAS. Porém, também existem os registros de resgate e encaminhamento de animais, sem essa necessidade. Os casos mais comuns nessa situação envolvem aves, gambás e cobras, animais encontrados normalmente nas residências urbanas.

Fonte: Governo PR

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Paraná apresenta ao Conass avanços do PlanificaSUS em saúde mental na Atenção Primária

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O Paraná apresentou nesta quarta-feira (24), em Brasília, os avanços do PlanificaSUS Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde (APS) durante a 6ª Assembleia Ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). A reunião foi presidida pelo secretário de Estado da Saúde do Paraná, César Neves, que atualmente ocupa a vice-presidência da Região Sul no Conass.

Na assembleia, foi detalhada a experiência paranaense na organização da linha de cuidado em saúde mental, com integração entre a Atenção Primária e os serviços especializados, reforçando a estratégia de qualificação da rede pública e de ampliação do acesso da população ao atendimento.
Para o secretário César Neves, a apresentação mostra o protagonismo do Paraná na construção de soluções para fortalecer o SUS e ampliar a capacidade de resposta da rede pública de saúde. “O Paraná tem investido na organização do cuidado, na qualificação das equipes e na integração dos serviços para garantir um atendimento cada vez mais resolutivo à população. Poder apresentar essa experiência no Conass, em um espaço de pactuação e troca entre os estados, reforça o compromisso da nossa gestão com uma saúde pública estruturada, humanizada e eficiente”, afirmou.

DADOS – A apresentação do tema foi feita pela diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, que detalhou a trajetória do programa no Paraná, desde o projeto piloto iniciado em 2019 até a expansão da metodologia para todas as regiões de saúde, com foco específico na saúde mental.

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Segundo ela, atualmente, 1.529 unidades de saúde participam do processo de Planificação da Atenção à Saúde (PAS) no Paraná. A estrutura envolve ainda 111 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), 36 ambulatórios e 18 equipes multiprofissionais de atenção especializada em saúde mental (eMAESM), fortalecendo a articulação entre a Atenção Primária e a rede especializada.

A proposta, disse Maria Goretti, é garantir que o cuidado em saúde mental seja organizado de forma integrada, contínua e territorializada, respeitando as necessidades dos usuários e fortalecendo a atuação das equipes. “A planificação permite qualificar processos de trabalho e aproximar os diferentes pontos da rede, criando fluxos mais bem definidos entre a Atenção Primária, os ambulatórios, os CAPS e os demais serviços. Isso traz mais segurança para os profissionais e mais cuidado para a população”, afirmou.

O PLANIFICA – O PlanificaSUS Saúde Mental na APS tem como objetivo organizar os macroprocessos da Atenção Primária e da Atenção Psicossocial Especializada, promovendo a continuidade do cuidado dentro da Rede de Atenção à Saúde (RAS). No Paraná, o modelo conecta serviços como Unidades Básicas de Saúde (UBS), ambulatórios, CAPS, urgência e emergência, atenção hospitalar e estratégias de desinstitucionalização, fortalecendo a linha de cuidado em saúde mental em todas as regiões.

Durante a apresentação ao Conass, a Sesa também destacou a expansão do projeto para a saúde mental em 2025, com o envolvimento da equipe técnica da linha de cuidado na elaboração de materiais, no acompanhamento de indicadores e na discussão das etapas de implantação em todo o Estado.

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Outro destaque é a formação de profissionais, num treinamento conjunto voltado a equipes da APS e da saúde mental para utilização do Manual de Intervenções em Saúde Mental da Organização Mundial da Saúde (OMS). A iniciativa busca integrar o cuidado, fortalecer o matriciamento e aprimorar a estratificação de risco em saúde mental. No Paraná, 480 profissionais já foram capacitados como multiplicadores.

HISTÓRICO – O histórico da estratégia no Estado também foi apresentado durante a assembleia. A meta estabelecida entre 2020 e 2023 foi implantar a planificação nas 22 Regionais de Saúde do Paraná, integrando as ações da Atenção Primária e da Atenção Ambulatorial Especializada. A partir dessa base, o Estado avançou para a expansão da metodologia na saúde mental, ampliando o alcance do cuidado e fortalecendo a rede assistencial.

A planificação é um processo de educação permanente que desenvolve competências, habilidades e atitudes das equipes de saúde para o planejamento e a organização da atenção, com base em diretrizes clínicas e no Modelo de Atenção às Condições Crônicas (MACC). No Paraná, a estratégia é conduzida em parceria com o Conass, o Ministério da Saúde, o Hospital Israelita Albert Einstein e a Secretaria de Estado da Saúde.

Fonte: Governo PR

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