Brasil
Renan Filho entrega em tempo recorde ponte que reconecta Maranhão e Tocantins
A partir desta segunda-feira (22), Maranhão e Tocantins retomam sua integração plena, com reflexos que se estendem para além das fronteiras estaduais. O ministro dos Transportes, Renan Filho, entregou a nova Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, sobre o Rio Tocantins, restabelecendo a ligação entre os dois estados pelos municípios de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), através da BR-226/TO/MA.
“Hoje é um dia marcante, é um dia de recomeço. Muita gente duvidou quando falamos que entregaríamos essa ponte em um ano, mas hoje ela está aberta ao tráfego. Está pronta, inclusive, para uma futura duplicação desta rodovia, preparada para o desenvolvimento que virá para a região”, ressaltou Renan Filho.
A nova ponte, entregue exatamente um ano após o colapso da estrutura anterior, representa um recomeço para a população, que, durante o período de obras, dependia de balsas para cruzar o rio. O fluxo médio diário chegou a cerca de 950 motocicletas, 1.150 veículos e 350 caminhões. Agora, a nova travessia, segura, rápida e de graça, restabelece deslocamentos essenciais, reduz custos logísticos e devolve previsibilidade à rotina de moradores, transportadores e comerciantes que dependem da ligação entre os dois estados.
Dona de um restaurante em Estreito (MA), Graziele Barbosa tem grandes expectativas com a entrega da nova Ponte JK.
“A nossa esperança é de que vai ter mais fluxo na cidade e o movimento será melhor do que antes. Nós, comerciantes, tanto de Estreito quanto de Aguiarnópolis, estamos confiantes de que a nova ponte vai trazer mais renda, mais oportunidades”, afirmou.
A obra recebeu investimento de R$171,97 milhões do Governo do Brasil. Executada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a rapidez na execução evidencia a capacidade de resposta do Ministério dos Transportes diante de uma demanda estratégica de infraestrutura. Cerca de 500 trabalhadores atuaram dia e noite, o que permitiu o avanço acelerado dos serviços e o cumprimento do cronograma em tempo recorde.
“Há um ano a gente se comprometeu a devolver essa infraestrutura para a sociedade e hoje estamos aqui para saldar essa dívida, reconectando os estados do Maranhão e Tocantins”, disse o diretor-geral do DNIT, Fabrício Galvão.
Estreito, no Maranhão, possui cerca de 34 mil habitantes, enquanto em Aguiarnópolis, no Tocantins, vivem 4.500 pessoas. Para grande parte dessa população, a travessia é parte da rotina diária, seja para trabalhar, estudar, acessar serviços públicos ou manter vínculos familiares e comerciais.
Morador da região, Jasson Souza se emociona ao falar da importância da nova estrutura e de como o dia a dia vai mudar de agora em diante.
“A ponte não liga não só dois estados, ela liga histórias, liga a economia. Isso traz uma sensação de alívio, um ar de esperança, retomada, principalmente em relação ao crescimento das cidades. Ver a nova ponte sendo entregue em menos de 365 dias é gratificante”, concluiu.
Eixo logístico
A importância da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira vai além do impacto local. Inserida na BR-226, a estrutura integra um importante eixo rodoviário federal que conecta as regiões Norte e Nordeste do país, funcionando como corredor logístico fundamental para o escoamento da produção agrícola, especialmente da região do Matopiba, fronteira agrícola estratégica que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
O Matopiba responde atualmente por cerca de 19% da produção nacional de soja, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária. Em uma década, a produção de grãos saltou de 18 milhões de toneladas na safra 2013/2014 para 35 milhões em 2022/2023, crescimento de 93%.
Com a retomada do tráfego, esse corredor logístico volta a operar plenamente, fortalecendo a economia regional, ampliando oportunidades e devolvendo perspectivas de desenvolvimento para toda a região.
“Hoje comemoramos a entrega dessa ponte e abrimos a porta do futuro, da esperança, do desenvolvimento. A ponte agora é do povo, é dos caminhoneiros, é de todos os brasileiros”, celebrou o governador do Maranhão, Carlos Brandão.
Homenagem
A inauguração da ponte foi marcada por um gesto de homenagem às vítimas do colapso da antiga estrutura. Nas cabeceiras da travessia foram construídos memoriais, em um gesto permanente de memória e respeito.
“Ninguém é capaz de substituir no coração dos familiares a perda que ocorreu aqui, mas eu queria trazer a minha homenagem a todas as famílias que perderam entes queridos, quando a antiga ponte colapsou. O que pudemos fazer, fizemos, que é entregar uma estrutura segura para que nenhuma outra família precise passar por isso novamente”, finalizou o ministro dos Transportes.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
Brasil
Brasil e Canadá formalizam cooperação internacional em saúde com assinatura de memorando e adesão à Coalizão Global do G20
Após duas décadas sem acordos estruturados na área da saúde entre Brasil e Canadá, os dois países retomaram, nesta terça-feira (19), a cooperação bilateral com a assinatura de um memorando de entendimento no terceiro dia da missão oficial do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Genebra. A iniciativa consolida a agenda internacional da saúde no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e inaugura uma nova etapa da parceria entre os países em temas estratégicos como saúde e clima, adaptação dos sistemas de saúde às mudanças climáticas, saúde digital, fortalecimento de sistemas públicos universais e transferência de tecnologia.
Outro resultado do encontro foi a manifestação formal de interesse do Canadá em integrar a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo em Saúde, iniciativa liderada pelo Brasil e, atualmente, presidida pelo ministro Padilha. A adesão reforça o protagonismo internacional brasileiro na agenda de saúde global e amplia a articulação entre países do Norte e do Sul Global em torno de uma agenda comum de acesso equitativo à saúde.
Em carta encaminhada à Coalizão, a vice-ministra da Saúde do Canadá, Shalene Curtis-Micallef, e a presidente da Agência de Saúde Pública do Canadá, Nancy Hamzawi, reafirmaram o compromisso do país com a cooperação internacional voltada à ampliação do acesso a vacinas, diagnósticos, terapêuticos e outras tecnologias em saúde, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade e doenças negligenciadas, em alinhamento aos princípios da Carta de Genebra, documento que marca a criação da iniciativa.
“A Coalizão responde a uma das maiores prioridades do governo do presidente Lula: reduzir a dependência externa do Sul Global na produção de medicamentos, vacinas, diagnósticos e equipamentos de saúde, por meio do fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O Brasil tem orgulho de contar com instituições públicas de excelência, como a Fiocruz e o Instituto Butantan, e reafirma seu compromisso com o acesso equitativo, porque inovação sem acesso não é inovação, é injustiça”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O Canadá também indicou representantes para integrar o Comitê Diretor da Coalizão, responsável pelas decisões estratégicas da iniciativa. A entrada do país fortalece o peso político e técnico da Coalizão, diante da reconhecida capacidade canadense em pesquisa biomédica, inovação, regulação sanitária e produção biofarmacêutica, especialmente após os investimentos realizados para ampliar sua capacidade de resposta a futuras pandemias.
O ministro Alexandre Padilha anunciou a adesão de quatro organismos internacionais à Coalizão: a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a Medicines for Malaria Venture (MMV), o Medicines Patent Pool (MPP) e o South Centre. Com isso, a Coalizão amplia sua articulação internacional e passa a contar com 28 organizações participantes, reunindo atores estratégicos das áreas de inovação, pesquisa, financiamento, produção e políticas públicas em saúde.
O presidente da Fiocruz e secretário-executivo da Coalizão, Mario Moreira, destacou que a iniciativa representa um avanço estratégico para a soberania sanitária global. “Precisamos superar a lógica em que alguns países apenas produzem, enquanto outros permanecem dependentes de tecnologias em saúde. Essa discussão trata de soberania, resiliência e do direito de cada país desenvolver suas próprias capacidades científicas, tecnológicas e produtivas”, afirmou.
Durante a reunião, o Canadá também aderiu ao Plano de Ação de Belém, iniciativa internacional voltada à adaptação dos sistemas de saúde frente aos impactos da crise climática. Com isso, o país passa a integrar os esforços liderados pelo Brasil para fortalecer sistemas de saúde mais resilientes e sustentáveis.
O encontro também reforçou a parceria entre a Anvisa e a agência reguladora canadense. As duas instituições ocupam atualmente as vice-presidências da Associação Internacional de Agências Reguladoras e vêm ampliando a articulação conjunta em temas regulatórios, produção local e vigilância sanitária.
Dengue como pauta central da Coalizão
Em março deste ano, durante reunião de alto nível dos membros da Coalizão, a dengue foi definida como o primeiro desafio prioritário da iniciativa. Atualmente, quase metade da população mundial está em risco de contrair a doença, com estimativas entre 100 milhões e 400 milhões de infecções por ano
“A dengue, que historicamente afetava países tropicais, hoje está presente em mais de 100 países e em todos os continentes. As mudanças climáticas ampliaram as condições para transmissão da doença e reforçam a necessidade de integrar as arboviroses ao Plano de Ação de Belém”, afirmou Padilha.
O ministro destacou ainda a importância da inovação e da produção regional de tecnologias em saúde no enfrentamento da doença. “A vacina Butantan-DV representa uma esperança concreta para o Brasil e demonstra a importância de fortalecer capacidades nacionais e regionais de pesquisa, desenvolvimento e produção”, ressaltou.
Padilha também convidou governos, instituições de pesquisa, organizações internacionais, financiadores e o setor privado a participarem da primeira Chamada de Propostas da Coalizão, aberta até 1º de julho. “Os desafios globais exigem respostas ambiciosas e coordenadas. Esta chamada representa apenas o início de uma agenda internacional de cooperação voltada à inovação, produção regional e acesso equitativo à saúde”, concluiu.
Sobre a Coalizão Global do G20
Criada a partir da assinatura da Carta de Genebra, durante a 78ª Assembleia Mundial da Saúde, a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo em Saúde atua para reduzir desigualdades no acesso a tecnologias em saúde e promove a produção local e regional, o fortalecimento das cadeias de suprimento e a cooperação internacional em pesquisa, inovação e desenvolvimento produtivo.
A iniciativa é multissetorial e reúne governos, organizações internacionais, setor privado, instituições públicas, filantrópicas, academia e sociedade civil. A Coalizão tem secretariado executivo da Fiocruz e foi concebida durante a presidência brasileira do G20, em 2024, e consolida-se como uma das principais iniciativas internacionais voltadas à soberania sanitária e à redução das desigualdades globais em saúde.
Carolina Miltão
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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