Brasil
Governo Federal inaugura Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia
Manaus, 09/09/2025 – O Governo Federal inaugurou, nesta terça-feira (9), o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia), em Manaus. O espaço é considerado um marco histórico na integração entre forças de segurança da região e na cooperação internacional para o enfrentamento do crime organizado transnacional. A solenidade contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, além de autoridades nacionais e estrangeiras.
O CCPI Amazônia reúne representantes de nove estados da Amazônia Legal e de nove países sul-americanos que compartilham fronteiras na região, com o objetivo de fortalecer a atuação conjunta contra organizações criminosas que exploram vulnerabilidades amazônicas para tráfico de drogas, contrabando, crimes ambientais e lavagem de dinheiro. A iniciativa integra o Plano Amazônia: Segurança e Soberania (AMAS), lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em 2023, e é resultado direto dos compromissos assumidos na Carta de Belém e nas adesões dos estados amazônicos ao plano.
O projeto foi viabilizado por meio de parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com recursos do Fundo Amazônia, que financia ações estratégicas de proteção ambiental e fortalecimento da presença do Estado na região.
“Mais fortes e eficazes contra o crime”
Em seu discurso, o presidente Lula destacou que o CCPI Amazônia é um símbolo da capacidade dos países e estados amazônicos de serem protagonistas na defesa da soberania e no combate à criminalidade. “Não precisamos de intervenções estrangeiras, nem de ameaças à nossa soberania. Somos perfeitamente capazes de construir nossas próprias soluções. Este centro é a materialização da ação integrada e da cooperação”, afirmou.
Lula lembrou que o crime organizado atua de forma transnacional, articulando redes complexas que atravessam fronteiras. Segundo o presidente, o novo centro permitirá coordenar investigações, compartilhar inteligência e realizar operações conjuntas. “O CCPI Amazônia será um espaço estratégico de intercâmbio diário de experiências e de uso de tecnologia de ponta. Juntos, seremos mais fortes e eficazes”, completou.
O presidente também ressaltou os resultados recentes do Plano Amas, que, em 2024, conduziu quase 200 operações contra crimes ambientais e organizações criminosas. Ele citou a apreensão de mais de 250 milhões de dólares em bens de acusados, além da inutilização de maquinário avaliado em 60 milhões de dólares em garimpos ilegais. “Estamos desarticulando redes criminosas que destroem a floresta e exploram populações vulneráveis. A Amazônia não pode ser refém do crime”, disse.
Compromisso do Estado brasileiro
O ministro Ricardo Lewandowski enfatizou que o CCPI Amazônia representa a consolidação de uma política de segurança pública baseada em integração, inteligência e respeito à soberania. “Ao reunir forças de segurança nacionais e internacionais em um mesmo espaço, reafirmamos nosso compromisso com a proteção da Amazônia e de seus povos. Esta é uma resposta clara e contundente do Estado brasileiro de que não haverá espaço para o crime organizado na região”, garantiu o ministro.
O ministro também destacou o papel da cooperação internacional. “A Amazônia é patrimônio dos povos que nela vivem e deve ser defendida com instrumentos modernos, sólidos e sustentáveis. O CCPI Amazônia traduz a visão de que segurança e meio ambiente caminham juntos. Defender a floresta é também defender a vida, a dignidade e o futuro”, salientou.
Polícia Federal à frente da cooperação
Responsável pela coordenação técnica do centro, a Polícia Federal terá papel central na articulação com as forças de segurança parceiras. O diretor-geral Andrei Rodrigues ressaltou que o CCPI permitirá operações mais ágeis e eficientes. “Com este espaço, as equipes policiais da região e dos países vizinhos poderão atuar lado a lado, trocando informações em tempo real e planejando ações conjuntas. Estamos inaugurando um novo patamar de cooperação contra crimes que não respeitam fronteiras”, disse.
Rodrigues lembrou ainda que a PF ampliou sua rede de adidâncias internacionais, passando a ter representação em todos os países da América do Sul. “O Brasil está cada vez mais conectado à comunidade internacional de segurança. O CCPI Amazônia reforça nosso protagonismo e demonstra que não há espaços vazios: onde o Estado se faz presente, o crime recua”, explicou.
Futuro da Amazônia
O centro também integra os esforços do Governo Federal para cumprir a meta de zerar o desmatamento até 2030. Com o apoio do Fundo Amazônia e de recursos climáticos internacionais, o Plano Amas alia combate ao crime organizado com preservação ambiental e inclusão social.
Ao encerrar a cerimônia, o presidente Lula enviou um recado direto às organizações criminosas que atuam na região. “O crime organizado que se prepare: a justiça vai derrotá-los. Estamos ao lado do povo amazônico, e não vamos permitir que ele seja refém da violência. Este centro é um marco da presença do Estado brasileiro na Amazônia”, afirmou.
O CCPI Amazônia está localizado em Manaus e será a sede de integração de forças policiais de nove estados e nove países sul-americanos. Seu foco será o combate a crimes ambientais, tráfico de drogas, contrabando, garimpo ilegal, tráfico de armas e lavagem de dinheiro, consolidando a presença do Estado na maior floresta tropical do planeta.
Também estiveram presentes à cerimônia o presidente da Colômbia, Gustavo Petro; a vice-presidente do Equador, María José Pinto; a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
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Brasil
Brasil apresenta sua nova meta climática alinhada à Missão 1,5ºC
A nova meta climática do Brasil no Acordo de Paris será entregue à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, chefe da delegação brasileira na COP29, conferência do clima da ONU que acontece em Baku, no Azerbaijão, de 11 a 22 de novembro.
A segunda Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira estabelece o compromisso do país em reduzir suas emissões líquidas de gases de efeito estufa de 59% a 67% em 2035, na comparação aos níveis de 2005. Isso equivale, em termos absolutos, a uma redução de emissões para alcançar entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente em 2035.
A nova NDC abrange todos os setores da economia e está alinhada ao objetivo do Acordo de Paris de limitar o aquecimento médio do planeta a 1,5ºC em relação ao período pré-industrial, conforme Balanço Global acordado na COP28, em Dubai, em 2023. Esse compromisso permitirá ao Brasil avançar rumo à neutralidade climática até 2050, objetivo de longo prazo do compromisso climático.
A nova meta representa etapa-chave para promoção de um novo modelo de desenvolvimento, por meio da implementação de iniciativas como Plano Clima, Plano de Transformação Ecológica, Pacto entre os Três Poderes pela Transformação Ecológica, entre outras.
A NDC é o resultado de um extenso processo de análise dos cenários de emissões do país. Ela reconhece a urgência do combate à crise climática, assume a necessidade de construir resiliência e traça um roteiro para um futuro de baixo carbono para a sociedade, a economia e os ecossistemas brasileiros.
Também amplia a meta de corte de emissões apresentada na primeira NDC, consolidando uma trajetória de aumento de ambição, como determina o Acordo de Paris, de 2015. Em comparação ao objetivo já estabelecido para o ano de 2030, há incremento de 13% a 29% em ambição em termos de redução de emissões absolutas.
A nova NDC apresenta uma meta em banda, que considera as variáveis na projeção de cenários futuros, reconhecendo que a implementação do compromisso será influenciada por fatores nacionais e globais até 2035. A NDC também reafirma o compromisso do país em aumentar sua capacidade de adaptação, fortalecer a resiliência e reduzir a vulnerabilidade às mudanças climáticas.
O caminho para a implementação da NDC é traçado pelo Plano Clima, que guiará as ações de enfrentamento à mudança do clima no Brasil até 2035. O plano terá eixos voltados à redução de emissões de gases de efeito estufa (mitigação) e à adaptação aos impactos da mudança do clima, com planos setoriais para cada um deles — serão sete para mitigação e 16 para adaptação.
Para viabilizar essa nova visão de desenvolvimento, serão empregados instrumentos econômicos como o Fundo Clima, Títulos Soberanos Sustentáveis, Eco Invest Brasil, Taxonomia Sustentável Brasileira e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre.
O governo federal trabalha em diversas frentes para cumprir suas metas de redução de emissões. A mais importante delas é o combate ao desmatamento.
Na última quarta-feira (6/11), foi anunciada a taxa oficial de desmatamento na Amazônia, que foi de 6.288 km² no período de agosto de 2023 a julho de 2024, segundo estimativa do sistema Prodes, do Inpe. Esse resultado representa uma redução de 30,63% em relação ao período anterior, sendo a maior queda percentual em 15 anos.
No Cerrado, a taxa oficial de desmatamento entre agosto de 2023 e julho de 2024 foi de 8.174 km², a menor registrada desde 2019. Esse dado representa uma queda de 25,7% em relação ao período anterior (agosto de 2022 a julho de 2023) e marca a primeira redução nas taxas de desmatamento do bioma em cinco anos.
Somadas as reduções de desmatamento — a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa do Brasil — nos dois primeiros anos do atual governo, evitou-se a emissão de 400,8 milhões de toneladas de CO₂ equivalente nesses dois biomas.
Muitas outras ações estão em andamento, tais como Plano ABC+, Plano Combustível do Futuro, Programa de Recuperação de Pastagem Degradada, Plano de Transição Energética, Programa Nova Indústria Brasil, Planaveg, Programa Florestas Produtivas, Planos de Prevenção e Controle do Desmatamento de todos os biomas, entre outros.
Errata: A nota que anuncia a nova Contribuição Nacionalmente Determinada do Brasil foi atualizada com a correção do volume de redução das emissões. O valor correto é de 850 milhões a 1,05 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente, e não de 1.050 a 850 gigatoneladas de gás carbônico equivalente em 2035.
Assessoria de Comunicação do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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