Brasil
Luiz Marinho abre etapa paulista da II CNT e destaca qualificação, diálogo social e desafios do mercado de trabalho
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, abriu nesta quinta-feira (4) a etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT), em São Paulo, ressaltando a importância do diálogo social e da construção coletiva de soluções para os desafios do mercado de trabalho. O evento, realizado na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo, inicia as discussões que irão orientar as propostas paulistas a serem apresentadas na etapa nacional da Conferência, marcada para março de 2026, também na capital paulista.
Coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a II CNT é um espaço tripartite e paritário que reúne governo, trabalhadores e empregadores na formulação de políticas públicas. Em São Paulo, os debates partem do Diagnóstico da Situação do Trabalho Decente, documento que aponta desigualdades, vulnerabilidades e desafios estruturais no Estado.
Durante sua fala, Luiz Marinho destacou que a Conferência é um momento fundamental para a escuta ativa e a construção conjunta de soluções. “O entendimento é a melhor ferramenta de construção. Aqui é um local onde se escuta e se propõe mudanças”, afirmou. Ele reforçou a importância das etapas estaduais por trazerem a diversidade local: “Precisamos olhar os problemas de cada região para construir consensos capazes de transformar a realidade”.
O ministro também defendeu que a discussão sobre o trabalho decente incorpore temas como segurança pública, violência, feminicídio e igualdade de oportunidades. Marinho chamou atenção ainda para o impacto das transformações tecnológicas no mercado de trabalho e destacou ações recentes de qualificação profissional. “Estamos oferecendo cursos de letramento digital e atualização tecnológica em convênio com a Microsoft. São 10 milhões de vagas no país. Quem não se atualizar ficará para trás, e o mercado de trabalho exige qualificação”, alertou.
Ministro anuncia, em São Paulo, expansão do programa SEJA PRO+ Trabalho e Emprego
Luiz Marinho aproveitou a abertura da etapa paulista para destacar o lançamento nacional do programa SEJA PRO+ Trabalho e Emprego, que integra educação básica e qualificação profissional. A iniciativa do MTE, em parceria com o Conselho Nacional do SESI (CN-SESI) e o Departamento Nacional do SESI (DN-SESI), oferecerá 25 mil vagas em todo o país, sendo 8 mil gratuitas em São Paulo.
“O programa une educação e qualificação para que jovens e adultos que precisaram interromper os estudos tenham uma nova chance de se preparar para as profissões do futuro, como transição energética, inteligência artificial e automação”, afirmou o ministro.
O programa já foi lançado nos estados do Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará e Pará.
Participação internacional destaca relevância da Conferência
O diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Vinícius Pinheiro, também participou da abertura e reforçou a importância da II CNT. “É fundamental preparar a força de trabalho para a transição digital. As discussões desta Conferência são essenciais para fortalecer políticas públicas que promovam trabalho decente”, afirmou.
Etapa paulista reforça caráter estratégico da Conferência
Para o superintendente regional do Trabalho e Emprego de São Paulo, Marcos Melo, a presença do ministro e o início oficial das discussões reforçam o papel estratégico do Estado na formulação de propostas. “Esta etapa é essencial para traduzir a complexidade do mercado de trabalho paulista em políticas concretas, alinhadas à realidade do país”, afirmou.
Acesse aqui o Diagnóstico da Situação do Trabalho Decente de São Paulo.
Documentos e diagnósticos da II CNT podem ser acompanhados aqui.
Brasil
Contratualização no SUS e os desafios da gestão municipal são debatidos durante o Conasems
O financiamento da saúde, os modelos de contratação e os principais desafios da gestão municipal estiveram no centro do seminário “Contratualização no SUS: planejamento, instrumentos jurídicos e desafios da gestão municipal”, realizado na manhã desta terça-feira (14), durante o Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Porto Alegre. O debate reuniu representantes da gestão pública e especialistas para discutir a contratualização como ferramenta essencial para a organização das redes de atenção à saúde e para a execução das políticas públicas nos territórios.
Representando o Ministério da Saúde, o secretário adjunto de Atenção Especializada à Saúde, Carlos Amilcar Salgado, destacou a necessidade de um planejamento claro para a contratualização e chamou a atenção para os desafios relacionados ao financiamento do sistema, especialmente diante dos custos da atenção especializada. “Precisamos, antes de tudo, ter clareza sobre o que se pretende contratar. A contratualização começa pelo planejamento, pela identificação das necessidades da rede e pela definição dos resultados que se espera alcançar”, afirmou.
O Ministério da Saúde prevê que o financiamento será uma questão central para o SUS nos próximos anos. Será necessário construir soluções para garantir a sustentabilidade e a ampliação do acesso.
Seminário debate “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”
Durante o seminário “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”, realizado na tarde desta terça-feira (14), o Ministério da Saúde abordou como o planejamento, o financiamento e a governança fortalecem o cuidado integral no SUS.
Para os técnicos do Ministério, a Atenção Especializada não pode ser vista como uma série de serviços isolados, e sim como um componente estratégico na rede que precisa estar articulado com a Atenção Primária. A integralidade é considerada um eixo estruturante, com a APS coordenando o cuidado, tendo a Atenção Especializada como apoio técnico que amplia a capacidade resolutiva e garante a continuidade assistencial. Além dessa integração, a organização da jornada do usuário também é fundamental para garantir atendimento no tempo certo e evitar desperdícios.
Vigilância epidemiológica
No painel “O papel da vigilância em saúde na redução da mortalidade nos territórios”, o debate técnico destacou a importância do uso de informações epidemiológicas para orientar o planejamento das ações de saúde e apoiar a redução de mortes evitáveis. Entre os temas abordados estiveram o monitoramento das doenças e dos agravos não transmissíveis, das violências e dos acidentes, a qualificação dos sistemas de informação e a integração entre vigilância, Atenção Primária e demais políticas públicas. Também foram apresentadas experiências desenvolvidas por estados e municípios para fortalecer a promoção da saúde, a prevenção e a vigilância nos territórios.
A organização regional da imunização no Sistema Único de Saúde (SUS) e as estratégias voltadas à ampliação e qualificação das coberturas vacinais também estiveram em debate durante a programação técnica do 39º Congresso do Conasems. O painel abordou temas como planejamento territorial, monitoramento de indicadores e organização das ações de vacinação, com destaque para o microplanejamento como instrumento de apoio à definição de estratégias adaptadas às diferentes realidades dos municípios.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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