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Brasil inicia 2026 com indicadores históricos no mercado de trabalho, afirma Luiz Marinho

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou, na manhã desta quarta-feira (7), do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) em parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Na entrevista, ele falou sobre os resultados positivos do mercado de trabalho no país e apresentou as principais expectativas do governo para a geração de emprego, renda e proteção social em 2026, além de comentar medidas que começaram a valer neste início de ano.

Segundo o ministro, o Brasil inicia 2026 com indicadores históricos no mercado de trabalho. Desde janeiro de 2023, o país criou mais de 5 milhões de empregos formais, de acordo com dados do Novo Caged. Apenas em novembro, foram mais de 85 mil novas vagas com carteira assinada, elevando o estoque de vínculos formais para mais de 49 milhões de trabalhadores, o maior patamar da série histórica. A taxa de desemprego recuou para 5,2%, a menor já registrada desde 2012, refletindo crescimento consistente em todos os estados e setores da economia.

Na avaliação do ministro, os números confirmam uma retomada sustentada do mercado de trabalho brasileiro. “Trata-se de um crescimento distribuído regionalmente, sem concentração em poucos segmentos, o que fortalece a capacidade do país de manter um ciclo positivo de geração de emprego e renda”, explicou. Para Luiz Marinho, esse padrão demonstra maior resiliência da economia e reduz a vulnerabilidade a choques pontuais.

Perspectivas

Durante a entrevista, Luiz Marinho afirmou que o Governo do Brasil trabalha com perspectivas amplamente positivas para 2026. O cenário projetado combina continuidade da geração de empregos formais, fortalecimento do mercado interno e retomada gradual dos investimentos produtivos. Segundo ele, a previsibilidade econômica e o ambiente de diálogo institucional criam condições favoráveis para decisões de investimento e ampliação da produção.

O ministro destacou que, mesmo diante de um cenário internacional marcado por incertezas, o Brasil tem conseguido manter um desempenho sólido no mercado de trabalho, resultado da combinação entre políticas públicas de estímulo à economia, valorização do trabalho e fortalecimento da renda das famílias.

Renda, consumo e crescimento

Um dos principais motores desse cenário é a ampliação da renda das famílias. A virada do ano marcou a entrada em vigor do novo salário mínimo, que passou para R$ 1.621, com ganho real, além da isenção total do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais e descontos progressivos para rendas de até R$ 7,35 mil.

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Segundo Marinho, essas medidas devem injetar mais de R$ 100 bilhões na economia ao longo de 2026, fortalecendo o consumo e impulsionando a atividade econômica. “Quando o trabalhador percebe, no holerite, que sobra mais dinheiro no fim do mês, isso funciona como um aumento real de salário”, afirmou. Para o ministro, o aumento da massa salarial tem efeito direto na geração de novos postos de trabalho.

Luiz Marinho ressaltou ainda que a renda do trabalho exerce papel estratégico no financiamento de políticas públicas estruturantes. Recursos como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) são fortalecidos com o crescimento do emprego formal, contribuindo para investimentos em habitação, infraestrutura, crédito produtivo, qualificação profissional e inovação.

Jornada de trabalho e tecnologia

Outro tema central da entrevista foi a organização do tempo de trabalho.  O ministro reiterou que o foco imediato do governo é a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com o fim da escala 6×1, por meio do diálogo social e da negociação coletiva. Segundo ele, mudanças devem ocorrer de forma gradual, responsável e compatível com a realidade econômica do país.

Luiz Marinho também abordou os impactos das novas tecnologias e da inteligência artificial no mundo do trabalho. Para ele, o desafio é garantir que esses avanços sejam utilizados para aumentar a produtividade, melhorar as condições de trabalho e ampliar oportunidades, sem aprofundar desigualdades ou concentrar renda. Nesse sentido, defendeu investimentos contínuos em qualificação profissional e alfabetização digital, abrangendo trabalhadores de todas as faixas etárias.

Juventude e aprendizagem profissional

A inserção da juventude no mercado de trabalho tem apresentado avanços consistentes nos últimos anos, com destaque para a ampliação da aprendizagem profissional como principal porta de entrada para o primeiro emprego formal. O fortalecimento do Programa Jovem Aprendiz consolidou-se como eixo estratégico da política pública voltada aos jovens, ao articular educação, qualificação e experiência profissional protegida.

O número de jovens contratados nessa modalidade atingiu patamares históricos, ultrapassando 700 mil vínculos ativos em todo o país. O crescimento reflete o esforço de reconstrução e fortalecimento da política de aprendizagem, com ampliação da fiscalização, estímulo ao cumprimento das cotas legais e maior articulação entre governo federal, empresas, entidades formadoras e sistemas de ensino.

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Trabalho por aplicativo

Durante a entrevista, Luiz Marinho reforçou a importância de avançar na regulação do trabalho por aplicativos, tema que tramita no Congresso Nacional. Segundo ele, a proposta busca assegurar direitos básicos, maior transparência na remuneração, proteção previdenciária e segurança para motoristas e entregadores, sem comprometer a dinâmica econômica do setor.

Para o ministro, a regulamentação é fundamental para evitar a precarização das relações de trabalho e garantir que a inovação tecnológica caminhe junto com proteção social e condições dignas de trabalho.

Mudanças no PAT

Luiz Marinho também destacou a modernização do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). As novas regras buscam corrigir distorções históricas do sistema de vale-alimentação e vale-refeição, com redução das taxas cobradas pelas operadoras, definição de prazos menores para repasse aos estabelecimentos e ampliação da aceitação dos cartões.

A expectativa é beneficiar diretamente mais de 22 milhões de trabalhadores, além de fortalecer pequenos restaurantes, mercados e estabelecimentos comerciais, ampliando a oferta de serviços e contribuindo para a redução de custos ao consumidor.

Seguro-Defeso

Outro ponto abordado foi a nova gestão do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal (Seguro-Defeso), cuja operacionalização passou a ser responsabilidade do Ministério do Trabalho e Emprego. O ministro esclareceu que não houve alteração nos valores nem nos critérios do benefício.

Segundo Luiz Marinho, a mudança tem como objetivo reforçar a fiscalização e garantir que o recurso chegue exclusivamente a quem vive da pesca artesanal, combatendo fraudes e assegurando proteção às famílias que dependem da atividade durante o período do defeso.

Venezuela e imigração

No encerramento da entrevista, Luiz Marinho tratou da imigração venezuelana. Segundo ele, o Brasil mantém uma política permanente de acolhimento e inserção produtiva, em articulação com estados e municípios. Muitos imigrantes chegam com boa qualificação e têm sido incorporados ao mercado de trabalho, especialmente em regiões com escassez de mão de obra.

Para os casos de maior vulnerabilidade, o Ministério do Trabalho e Emprego atua com orientação profissional, qualificação e proteção contra ocupações precárias. “O trabalho é o principal instrumento de acolhimento e integração”, afirmou o ministro.

Assista à entrevista completa aqui

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Ministro Luiz Marinho defende a redução de jornada e o fim da escala 6×1 em Audiência Pública na Câmara

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou nesta quarta-feira (6), da primeira Audiência Pública na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute a PEC 221/2019 que analisa a redução da jornada de trabalho e o fim da jornada 6×1 no Brasil

O ministro falou aos deputados e as entidades presentes na Audiência Pública da importância da aprovação da PEC de redução de jornada encaminhada pelo governo, com urgência constitucional, que estipula uma redução para 40 horas semanais e com dois dias de folga remunerados. A proposta do governo é de implementação imediata. A mudança, segundo o ministro, vai gerar mais produtividade, redução do absenteísmo e melhora no ambiente de trabalho.

“Já poderíamos estar trabalhando há muitos anos com jornada de 40 horas semanais”, afirmou o ministro, lembrando que a proposta de redução já ocorreu anteriormente, mas acabou não sendo aceita pelas entidades na época por ser uma proposta fracionada. “Foi um erro, não aceitamos a proposta fracionada e nem conseguimos garantir de forma imediata, ou seja, ficamos sem nada. Já poderíamos estar com a redução da jornada de 40 horas há muitos anos”, lembrou.

Vantagens

Durante sua palestra “Diagnósticos sobre o uso do tempo para o trabalho”, o ministro pontuou as vantagens da redução da jornada, que como salientou, “já é realidade em quase todos os países. A jornada 5×2 é a regra, a 6×1 é a exceção. A maioria dos países já não mais utiliza a jornada de 44 horas”, disse.

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Para Luiz Marinho, o parlamento precisa estar em sintonia com a sociedade, “que clama pelo fim da jornada 6×1”. Ele citou experiências práticas em empresas que adotaram a escala 5×2 e obtiveram aumento de desempenho e redução de faltas. O diagnóstico produzido pelo Ministério, explicou o ministro, demonstra que a proposta é economicamente viável e necessária para melhorar a qualidade de vida da classe trabalhadora brasileira”.

A discussão sobre jornada, avaliou, não pode ser limitada apenas ao impacto direto na folha salarial. “Existem custos invisíveis relacionados ao adoecimento físico e mental dos trabalhadores, ao absenteísmo, à rotatividade e aos acidentes de trabalho. A discussão da regulamentação deve ser construída em conjunto com negociações coletivas entre trabalhadores e empregadores, respeitando especificidades de cada setor”, avaliou.

Luiz Marinho também comentou sobre uma compensação pedida por empregadores de algumas frentes do setor produtivo, que desejam desonerações para compensar a redução da jornada. “O fim da escala 6×1 será compensada pelo ganho no ambiente do trabalho. Ela é compensada pelo ganho de melhoria da qualidade e da produtividade. É comprovado que quando você reduz a jornada, você elimina absenteísmo, evita acidentes, evita doenças. Tem um custo oculto aqui que os empregadores estão carregando. Eles vão eliminar esse custo oculto e essa é a compensação”, afirmou.

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O diretor da Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Vinícius Carvalho, pontuou posicionamentos da OIT a favor da redução da jornada, que segundo afirmou está associada a melhores indicadores de saúde e produtividade dos trabalhadores. “Há um esforço de todos os países de redução gradual da jornada, seguindo as convenções da OIT. É preciso ressaltar aqui que 745 mil das mortes por ano no mundo estão relacionadas ao excesso de trabalho, principalmente AVC e doenças cardíacas”, lembrou.

Para o deputado Pedro Uczai (PT-SC), líder da bancada, a redução da jornada precisa ser implementada de imediato, sem transição “O povo quer ver o cansaço e o adoecimento resolvidos agora. Não é sensato adiar uma resposta para 71% dos trabalhadores brasileiros”, afirmou.

Presente na Audiência a vice-procuradora-geral do Ministério Público do Trabalho, Tereza Cristina Basto, afirmou que “o fim da escala 6×1 promove o trabalho decente e contribui para a construção de um meio ambiente de trabalho seguro, a redução de irregularidades trabalhistas e o fortalecimento das relações coletivas de trabalho”.

As audiências na Comissão Especial que discute a PEC continuam por todo o mês, com votação do relatório previsto para o dia 26 de maio.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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