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Registro de 99 espécies entre Cerrado e Pantanal ajuda cientistas a analisarem futuro dos biomas

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O mapeamento de espécies tem papel fundamental para orientar ações de conservação e preservação da fauna. Para acompanhar os impactos das mudanças climáticas e os efeitos causados pelo homem, pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e da Universidade Federal de Mato Grosso registraram 99 espécies do Cerrado e do Pantanal, entre elas, 36 espécies de anfíbios. A pesquisa foi feita no Parque Sesc Serra Azul, em Mato Grosso (MT), no decorrer de 11 meses. 

Leia o estudo sobre a diversidade de anfíbios e répteis do Parque Sesc Serra Azul (inglês)

Para o biólogo e pesquisador do INPP Leonardo Moreira, a partir desse estudo será possível criar uma linha base para identificar mudanças a longo prazo, como a diminuição ou o desaparecimento de espécies mais sensíveis ou a expansão de outras em ambientes mais alterados. O especialista, que é um dos autores do levantamento, destaca que muitas dessas alterações não acontecem isoladamente. “É necessário um conjunto de fatores, como clima, expansão agrícola e mineração para que isso ocorra”, pontua.

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Segundo Moreira, a transformação das áreas naturais afeta o regime hídrico. O excesso de água na estação das chuvas no Cerrado abastece a planície pantaneira. Porém, o uso indevido das áreas úmidas, como o abastecimento, a irrigação e a indústria, interfere no armazenamento de água no Pantanal. Isso impacta diretamente nas áreas fundamentais para a reprodução de anfíbios. 

O estudo contou com a participação de colaboradores locais do parque. Os pesquisadores passaram instruções sobre como fotografar e registrar os animais e as informações que eles precisavam enviar com os registros. Quinze voluntários participaram e ajudaram a registrar 38 espécies de répteis. 

A participação das pessoas que vivem ou trabalham na região pode fazer uma diferença enorme para a ciência. O grupo de pesquisadores registrou 36 espécies de anfíbios (entre sapos, rãs e pererecas) e 63 répteis (incluindo cobras, lagartos, jabutis, cágados e jacarés). Desse total, 11 não teriam sido encontrados pela equipe de pesquisadores sem a participação da população.

O crescimento de infraestruturas, como estradas e áreas urbanas, tem uma série de efeitos negativos sobre a fauna, juntando-se aos desafios impostos pela mudança do clima em andamento. Algumas espécies tendem a ser mais dependentes de condições específicas e assim acabam sendo mais vulneráveis a mudanças no ambiente. Entender como esses animais estão lidando com o efeito dos conjuntos de tanta transformação é essencial para uma melhor ação de preservação.

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Senasp reúne delegados das 27 unidades da Federação em curso de combate ao crime organizado

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Brasília, 8/6/26 – Teve início, nesta segunda-feira (8), a segunda edição do Curso de Investigação das Organizações Criminosas: O Enfrentamento sob a Égide das Modernas Técnicas de Investigação. A capacitação tem o objetivo de fortalecer a capacidade do Estado no desmantelamento de estruturas criminosas complexas e na repressão ao crime organizado.

Promovido pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o curso integra as ações de fortalecimento da investigação e da inteligência no enfrentamento ao crime organizado.

Para o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Anchieta Nery, o fortalecimento das capacidades investigativas é um dos pilares do enfrentamento ao crime organizado.

“Nenhuma instituição enfrentará sozinha o crime organizado. Precisamos investir em integração, inteligência e qualificação profissional para fortalecer a capacidade do Estado brasileiro de combater essas estruturas criminosas cada vez mais sofisticadas”, disse.

Ao longo da semana, delegados da Polícia Federal (PF) e das polícias civis das 27 unidades da Federação participarão de treinamento intensivo, com carga horária total de 84 horas-aula.

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O programa aborda técnicas avançadas de investigação, inteligência financeira e uso de novas tecnologias, preparando os participantes para enfrentar as complexidades do cenário criminal contemporâneo.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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