Paraná
Educação abre nova consulta pública para ampliação do Programa Parceiro da Escola
A Secretaria de Estado da Educação publicou nesta segunda-feira (10) a resolução n° 6.589/2025 que define a listagem das 96 escolas que passarão por consulta pública para avaliação da adesão ao Programa Parceiro da Escola a partir de 2026. O programa permite que unidades escolares contem com o apoio de uma empresa especializada na gestão administrativa e de serviços, enquanto a condução pedagógica permanece integralmente sob responsabilidade da equipe da secretaria estadual da Educação.
Estas escolas não obtiveram aprovação da comunidade escolar ou não atingiram o quórum mínimo necessário para adesão ao projeto em 2024 e, por deliberação da Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR), não foram incluídas na iniciativa naquele período.
Agora elas terão uma nova oportunidade de avaliação em 2025. A nova consulta será realizada nos dias 17 e 18 de novembro (segunda e terça-feira), das 8h às 20h, nos próprios colégios. Para atender a demanda, conforme aprovação da comunidade escolar, serão avaliados novos credenciamentos de empresas especializadas em gestão escolar interessadas em integrar o programa, com edital previsto para publicação ainda em novembro.
Poderão participar da votação os membros da comunidade escolar: pais e responsáveis, professores, funcionários e estudantes maiores de 18 anos. Para votar, basta comparecer à escola nos dias e horários especificados e apresentar documento de identificação com foto.
De acordo com previsto na legislação vigente, essas unidades terão a possibilidade de retornarem ao processo e já estão incluídas no novo edital de consulta pública. A iniciativa garante a continuidade do fluxo estabelecido para a implementação do programa, respeitando os parâmetros legais e operacionais definidos pela Seed-PR.
Atualmente, há 82 escolas estaduais que já aderiram ao modelo. As consultas públicas dessas unidades ocorreram em 2024, e elas passaram a funcionar dentro do programa em 2025.
QUÓRUM MÍNIMO – Pertencentes a 27 Núcleos Regionais de Educação (NREs) e 78 municípios, as escolas participantes da oitiva pública deverão atingir o quórum mínimo de 50% mais um voto para aderirem ao programa. Caso o quórum não seja atingido no período de consulta, caberá à Secretaria da Educação definir se a escola deverá participar do programa.
Neste caso, a definição das escolas que passarão por consulta pública seguirá os critérios objetivos estabelecidos pela Seed-PR, que incluem frequência escolar abaixo da média estadual e desempenho na aprendizagem medido pela nota do Ideb, considerando colégios que ficaram abaixo da média, que reduziram sua nota na última avaliação ou que não tiveram o índice divulgado.
As unidades que tiverem a adesão aprovada na consulta pública iniciarão suas atividades sob o modelo do Programa Parceiro da Escola no começo de 2026.
Outro critério para definição da adesão ao programa, pela Seed-PR, em caso de falta de quórum, será a localização geográfica da unidade, tendo em vista garantir viabilidade logística na contratação da empresa parceira.
RESULTADOS NO PRIMEIRO ANO – Antes de completar um ano de implementação, o Parceiro da Escola já registrou índices que apontam o sucesso da iniciativa. Uma pesquisa realizada pela Radar Inteligência, publicada em julho de 2025, com a participação de mais de 2 mil pais dos 15 Núcleos Regionais de Educação que integram o programa, mostrou aprovação maior que 86% dos pais e responsáveis. Além da aprovação, 84,2% recomendariam o modelo a outros pais e responsáveis e 92,2% entendem que há cuidado da escola com o filho.
Já alguns dados da Seed-PR, colhidos via pesquisa interna, revelam melhorias em índices pedagógicos e administrativos, com redução de 99% das aulas vagas nas escolas participantes e aumento de quase 80% na ocorrência de observações pedagógicas em sala de aula após a implantação do programa, realizadas pelos diretores para traçar estratégias de aprendizagem mais assertivas. Outro destaque é o engajamento dos gestores escolares em ações formativas: cerca de 45% dos diretores passaram a participar mais ativamente de programas de formação continuada.
PROGRAMA – O Parceiro da Escola é fruto de uma lei estadual, após um projeto-piloto em Curitiba e São José dos Pinhais. A seleção das escolas ocorreu em dezembro de 2024.
As 82 unidades do Parceiro da Escola estão distribuídas em 34 municípios: Almirante Tamandaré, Andirá, Apucarana, Arapongas, Assis Chateaubriand, Bocaiúva do Sul, Cambé, Campo Largo, Campo Magro, Cascavel, Castro, Colombo, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Ibiporã, Jaguariaíva, Londrina, Maringá, Matelândia, Matinhos, Medianeira, Nova Aurora, Nova Santa Rosa, Ouro Verde do Oeste, Palmeira, Pinhais, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Pontal do Paraná, São José dos Pinhais, Sarandi e Toledo.
O grupo Apogeu é parceiro na gestão de 16 colégios estaduais em Curitiba, Região Metropolitana (RMC), Litoral e Guarapuava. A Tom Educação apoia a gestão de 32 unidades nas regiões Norte, Oeste, Campos Gerais, RMC e Curitiba. Nas outras 34 escolas do programa, distribuídas entre as regiões Oeste, Noroeste, Curitiba e RMC, a responsabilidade é da empresa Impulso.
Fonte: Governo PR
Paraná
Gepatria cumpre 20 mandados em investigação sobre suposto esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e empresários em Guarapuava
O Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), deflagrou nesta quarta-feira, 26 de agosto, a Operação Fórmula Mágica, que investiga suposto esquema de corrupção relacionado à regularização de uma obra em Guarapuava, na região Centro-Sul do estado.
Acesse imagens do cumprimento dos mandados
Acesse o áudio da Promotora de Justiça Leandra Flores
Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão contra o presidente e um servidor da Câmara Municipal de Guarapuava, um servidor do Município, três sócios de uma farmácia da cidade e a própria empresa responsável pela construção. As medidas judiciais foram autorizadas pela 2 ªVara Criminal da Comarca.
Pagamento de propina – As apurações apontam que, entre 2022 e 2023, empresários teriam buscado regularizar a construção de um edifício iniciada em 2019 sem a prévia submissão do projeto para aprovação e sem a solicitação de licença para construir. Após o setor competente da Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo embargar a obra e informar que seria solicitado o embargo judicial em razão de irregularidades consideradas insanáveis, um dos empresários teria procurado, no fim de agosto de 2023, o presidente da Câmara Municipal para que obter ajuda para liberar a obra.
Segundo as investigações, os dois teriam combinado o pagamento de aproximadamente R$ 100 mil em propina para que o agente político intermediasse a regularização da obra. Nos dias seguintes, teria ocorrido o pagamento da vantagem indevida. O próprio empresário teria fotografado o dinheiro entregue. Também foram identificados depósitos em espécie nas contas bancárias do presidente da Câmara, do então secretário municipal de Habitação e Urbanismo e de um servidor público que atuava no setor tributário do Município.
Regularização da obra – Em contrapartida ao pagamento, conforme as apurações, o presidente da Câmara teria atuado junto ao então secretário municipal de Habitação e Urbanismo para viabilizar a regularização da obra. Diante da negativa de profissionais do setor técnico em subscrever a documentação necessária, o então secretário teria assinado pessoalmente o alvará de licença para construção e a aprovação do projeto, embora não possuísse formação em Engenharia Civil ou Arquitetura.
As investigações também apontam que um servidor que, à época, ocupava o cargo de diretor de Arrecadação teria substituído uma avaliação realizada por profissional responsável pela avaliação imobiliária, reduzindo o valor do tributo devido pela regularização da obra por meio de concessão onerosa. A medida teria beneficiado novamente os empresários.
O então secretário municipal de Habitação e Urbanismo não foi alvo das medidas cumpridas nesta quarta-feira, já que ele e sua equipe de trabalho já haviam sido alvo de busca e apreensão em outra investigação recente, cujos elementos contribuíram para a apuração dos fatos investigados na Operação Fórmula Mágica.
As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer integralmente os fatos, identificar a eventual participação de outros envolvidos e reunir elementos que possam subsidiar a adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.
Fórmula Mágica – O nome da operação faz referência à suposta utilização de mecanismos ilícitos para viabilizar a regularização de uma obra que apresentava irregularidades, mediante a atuação de agentes públicos e o pagamento de vantagem indevida.
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
-
Economia6 dias agoPortaria interministerial amplia alcance do Move Brasil – Táxi Aplicativos
-
Esportes7 dias agoPalmeiras vence Cerro Porteño no Paraguai e avança às quartas de final da Libertadores
-
Esportes6 dias agoSantos segura empate no Equador e avança às quartas da Copa Sul-Americana
-
Política Nacional5 dias agoMulheres com implante contraceptivo banido pedem política de assistência
-
Brasil6 dias agoDia D de vacinação contra 20 doenças acontece neste sábado (22) em Pernambuco
-
Educação5 dias agoEncceja 2026: provas serão aplicadas neste domingo (23/8)
-
Esportes6 dias agoFlamengo vence o Cruzeiro no Maracanã e avança às quartas de final da Libertadores
-
Esportes6 dias agoCuiabá vence Operário-PR na Arena Pantanal pela Série B
