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MPPR obtém condenação de 11 réus denunciados pelo Gaeco por esquema de concessão de benefícios a presos em Londrina

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O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve sentença favorável que condenou um servidor público do Departamento Penitenciário (Depen) e outras dez pessoas investigadas na 2ª fase da Operação Antártida, que apura um esquema criminoso de concessão de benefícios a presos. A sentença foi proferida na última semana, em 8 de janeiro, pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de Londrina.

Áudio do promotor de Justiça Jorge Fernando Barreto da Costa

As investigações revelaram um esquema de corrupção sistêmica envolvendo o servidor público do Depen, que atuava como técnico administrativo no sistema penitenciário, com passagens pela Vara de Execuções Penais e pelo Centro de Reintegração Social de Londrina (Creslon). A pena a ele fixada foi de 32 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão, além da perda do cargo público. Aos demais envolvidos no esquema, foram determinadas penas que variaram entre cinco anos e dez meses de reclusão a 16 anos de reclusão. A operação foi deflagrada em junho de 2024.

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Em outra sentença anterior relacionada à Operação Antártida, publicada no final do último ano, o servidor foi também condenado a 11 anos e 4 meses de reclusão e os demais envolvidos a penas entre 10 anos e 8 meses e 14 anos e 8 meses de reclusão.

Funcionamento – Aproveitando-se do acesso a sistemas oficiais como Projudi, Sistema Eletrônico de Execução Unificado (Seeu) e o sistema de monitoramento eletrônico SAC-24, o servidor mantinha esquemas criminosos para favorecer apenados em troca de vantagens financeiras indevidas. Os atos ilícitos incluíam justificativas fraudulentas de faltas cometidas durante o monitoramento eletrônico, inserção de dados falsos no sistema SAC-24 para ampliar áreas de circulação e horários de detentos sem autorização judicial, intervenção direta para acelerar a tramitação de pedidos de benefícios e detração de pena e fraude em atestados de comparecimento para detentos em regime aberto. Ao todo, foram denunciadas 12 pessoas (um dos réus teve a ação penal trancada pelo TJPR).

Entre os crimes que fundamentaram as condenações estão corrupção passiva majorada, praticada pelo servidor público, alvo principal da operação, por diversas vezes, além de outros intermediários; corrupção ativa majorada, imputada a diversos sentenciados e advogados que ofereceram ou pagaram propina para a prática de atos de ofício com infringência do dever funcional; inserção de dados falsos em sistema de informações, com a manipulação de informações do sistema de tornozeleiras eletrônicas e falsidade ideológica de documento público pela inserção de declarações falsas em atestados de comportamento e regularidade. Da decisão, cabe recurso.

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Leia também:

18/11/2024 – Gaeco promove nova fase da Operação Antártida e cumpre ordens de prisao e de busca e apreensão em cidades no PR e SC

13/06/2024 – Gaeco cumpre mandados em investigação sobre participação de agentes públicos na concessão de benefícios a presos

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Pagamento de pensão alimentícia por Pix está entre os temas da semana

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O MP Responde desta semana traz duas questões relacionadas ao pagamento de pensão alimentícia: a novidade do Pix-pensão e quem deve receber o pagamento em nome de um adolescente. Quem esclarece as dúvidas é o Promotor de Justiça Otávio Guizzo Duncan Couto, do Ministério Público do Paraná. Confira:

– Vi que aprovaram o Pix-pensão. Como funciona e como faço para pedir que o pai do meu filho pague a pensão por Pix?

– Tenho 17 anos, e meu pai paga pensão, mas o dinheiro vai todo pra minha mãe. Não sou eu quem deveria receber o dinheiro?

Serviço à população – O MP Responde tem o formato de spot com até um minuto e meio de duração, nos quais procuradores e promotores de Justiça respondem perguntas relacionadas ao trabalho do Ministério Público e a assuntos jurídicos.

Os spots podem ser veiculados gratuitamente por qualquer rádio interessada. As perguntas são baseadas em questões da comunidade que chegam ao MPPR, e também é possível sugerir temas. Os contatos são o e-mail: [email protected] ou nossas redes sociais, no perfil @mpparana.

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Podcasts – Os programas de rádio do MPPR também são disponibilizados nas plataformas Spotify e Apple.

Edições anteriores:

– A prefeitura da minha cidade joga lixo num lixão a céu aberto, cheio de urubus e chorume. O Ministério Público pode ajudar a resolver essa situação?

– Moro perto de plantações onde às vezes um trator joga veneno, e o cheiro chega nas casas. Há um limite de distância para aplicação de agrotóxicos?

– Alguém que tem pais separados e não recebe nenhuma atenção de um deles pode denunciar por abandono afetivo?

– Quais podem ser as consequências legais para alguém que comete o chamado “abandono afetivo” em relação a um filho?

– Meu filho estava brincando num joguinho em um site para crianças, e apareceu propaganda de uma casa de apostas. Isso não é proibido?

– Um influenciador posta numa rede social vídeos de agressões e humilhações contra adolescentes. Ele pode ser denunciado?

Todas as edições

Fonte: Ministério Público PR

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