Paraná
Governador Ratinho Junior é homenageado com honraria da província japonesa de Hyogo
O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu nesta segunda-feira (10) a “Hyogo Prefectural Award”, maior honraria concedida pela província japonesa de Hyogo, destinada a pessoas e instituições que contribuíram de forma excepcional para o desenvolvimento e a cooperação internacional da província. O chefe do Executivo paranaense foi escolhido por sua atuação no fortalecimento das relações diplomáticas, econômicas e culturais entre o Paraná e Hyogo em 2025. A homenagem ocorreu no Palácio Iguaçu.
“É especial para mim receber essa homenagem, mas também é muito importante na relação do Paraná com a província de Hyogo, no Japão, que existe há 55 anos. Hoje nós temos empresas japonesas, inclusive da província de Hyogo, que se instalaram no Estado. A última foi a Sumitomo, que dobrou o seu tamanho aqui na Fazenda Rio Grande, fruto da irmandade que se consolidou entre as duas partes”, disse o governador.
O representante oficial da província de Hyogo para as Américas, Takahisa Ikegami, veio ao Brasil especialmente para entregar a condecoração, que foi criada em 1950. Ratinho Junior foi o único estrangeiro entre os 218 selecionados para a homenagem. O ato simbólico representou também o reconhecimento direto do governo japonês regional ao Paraná pela parceria estratégica de longo prazo. O acordo de irmandade entre ambos foi firmado em 1970. Curitiba é a única cidade fora do Japão a ter um escritório oficial do Governo de Hyogo.
“O governador foi escolhido para esse prêmio porque ele teve um desempenho excepcional na consolidação dessa relação com Hyogo. Para começar, ele esteve em 2023 no Japão. Lá, visitou as cidades-irmãs que temos com o Paraná. Além disso, intermediou pessoalmente a vinda de empresas de Hyogo para cidades paranaenses. São apenas alguns exemplos de como ele contribuiu para fortalecer esses laços com nossa província”, explicou Ikegami. Segundo ele, as principais áreas beneficiadas com essa parceria são a educacional e a econômico-financeira.
As quatro cidades paranaenses consideradas irmãs de municípios localizados na província de Hyogo são: Curitiba, cuja ligação é com Himeji; Londrina, com Nishinomiya; Maringá, com Kakogawa; e Paranaguá, com Awaji. Duas empresas com matriz naquela região do Japão se instalaram na Região Metropolitana de Curitiba. A Sysmex, especializada em equipamentos e reagentes laboratoriais, tem um braço em São José dos Pinhais. E a fabricante global de pneus Sumitomo Rubber atua em Fazenda Rio Grande.
ECONOMIA – Hyogo se destaca pela indústria pesada, sendo um polo industrial importante na Terra do Sol Nascente. Os segmentos econômicos com maior destaque são os de equipamentos eletrônicos para navios cargueiros e pesqueiros; anzóis e acessórios de pesca; fios metalizados e rolos motorizados; e indústria de transformação e tecnologia avançada. O Porto de Kobe, capital da província, é um dos maiores do Japão. A província é composta por oito distritos e 41 cidades, tendo uma área total de 8,3 mil km² e uma população de pouco mais de 5,5 milhões de habitantes.
O Paraná abriga a segunda maior colônia japonesa do país, com cerca de 276 mil descendentes. A imigração no Estado começou em 1912, se expandindo para os municípios do Norte e Nordeste dois anos depois. O Brasil tem a maior comunidade nipônica fora do Japão, com 2,7 milhões de descendentes.
PRESENÇA – Estiveram presentes também no evento Darci Piana, vice-governador; José Eduardo Bekin, diretor-presidente da Invest Paraná; Yasuhiro Mitsui, cônsul-geral do Japão; Cristiane Ueta, coordenadora de Relações Internacionais da província de Hyogo no Brasil; Nori Seto, vereador de Curitiba; Everson Takayama, presidente do Nikkei Curitiba.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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