Brasil
Novo Caged: Emprego formal gera 165,8 mil vagas em agosto e acumula 1,13 milhão de postos no ano
O mercado formal de trabalho apresentou, em agosto, saldo positivo de 165.827 novos postos de trabalho, resultante de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos no mês. Com esse resultado, o estoque de empregos alcançou 48.244.696 vínculos em agosto e acumula, no ano (janeiro a agosto), saldo de 1.134.033 postos de trabalho, com crescimento de 2,41%.
No acumulado do ano, houve elevação do emprego nos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas do país. O maior crescimento do emprego ocorreu no setor de Serviços, com saldo de 697.859 postos formais de trabalho (+3,05%), seguido pela Construção, com saldo de 200.431 (+6,79%).
O saldo em agosto também foi positivo nos cinco grandes grupamentos, com destaque para o setor de Serviços (+110.346), Construção (+20.848), Indústria (+16.613), Comércio (+16.565) e Agropecuária (+1.452). O crescimento ocorreu também nos 24 estados, com destaque, em valores absolutos, para São Paulo (+42.533), Rio de Janeiro (+20.886) e Pernambuco (+13.428). Em termos relativos, os maiores crescimentos foram registrados na Paraíba (+1,59%), no Amapá (+1,38%) e no Rio Grande do Norte (+0,92%).
Dos postos de trabalho gerados, 73,5% correspondem a vínculos típicos (+121.964) e 26,5% a vínculos não típicos (+43.863), majoritariamente trabalhadores com jornada igual ou inferior a 30 horas (+40.661) e aprendizes (+17.637).
Emprego no ano
Considerando a geração de empregos no acumulado de 2026, os dados do Novo Caged apresentam crescimento de 2,41% no emprego no ano, que acumula, até agosto de 2026, um total de 1.134.033 postos gerados. O crescimento foi verificado em todos os setores da economia, sendo mais forte no setor de Serviços, com 697.859 postos e crescimento de 3,05%; na Construção, com 200.431 postos e crescimento de 6,79%; e na Indústria, com 170.442 postos e crescimento de 1,90% no ano. A Agropecuária apresentou saldo positivo de 56.024 postos (+3,09%), e o Comércio, de 9.300 empregos (+0,09%).
Nos últimos 12 meses, de setembro de 2025 a agosto de 2026, o emprego cresceu 887.708 postos (+1,87%).
Unidades da Federação
Os estados com maior saldo no acumulado do ano foram São Paulo (+306.883), Minas Gerais (+123.176) e Rio de Janeiro (+77.670). Em termos relativos, as maiores variações foram registradas no Amapá (+6,30%), Piauí (+4,27%) e Acre (+4,09%).
Grupos Populacionais
O saldo em agosto foi positivo para homens (+81.838) e mulheres (+83.989) e apresentou saldo de +128.997 para a população de até 24 anos. Pessoas com nível médio completo apresentaram o maior saldo (+100.939), seguidas por aquelas com nível médio incompleto (+23.651). Os demais níveis de instrução totalizaram saldo positivo de +41.237. Pardos (+117.830), brancos (+38.401), pretos (+19.062) e indígenas (+242) obtiveram saldos positivos no mês.
Salários
O salário médio real de admissão em agosto de 2026 alcançou R$ 2.410,74, mostrando estabilidade em relação a julho de 2026 (R$ 2.411,48). Na comparação com agosto de 2025 (R$ 2.386,43), o salário médio real de admissão aumentou R$ 24,31 (+1,02%).
Brasil
Povos originários e saberes medicinais ancestrais: Brasil e México fortalecem parceria
Os países Brasil e México compartilham da mesma riqueza: uma grande diversidade de povos originários e saberes ancestrais. Na última semana, uma série de agendas técnicas promoveram um aprendizado mútuo e uma aproximação entre políticas de saúde pública. Na capital Cidade do México, o parceiro apresentou sua relevante experiência intercultural. O Brasil, por sua vez, levou a experiência do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), entre outras, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde.
Entre os dias 21 e 23 de setembro, a Sesai apresentou como o país organiza a atenção diferenciada à saúde dos povos indígenas do Brasil, executando a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (Pnaspi). A secretaria atende mais de 821 mil indígenas, falantes de 274 línguas e habitantes de mais de sete mil aldeias. Trata-se de um atendimento que considera as especificidades socioculturais dos povos indígenas, integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
“A diversidade é a razão de existir de um sistema de saúde diferenciado: cada povo tem língua, território, organização social e formas próprias de entender e cuidar da saúde”, reforçou a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Entre os indígenas atendidos de todas as regiões do país, estão povos de recente contato, povos isolados e povos em contexto urbano. Para a Sesai, perfis epidemiológicos e culturais diversos exigem respostas específicas, não padronizadas.
Além de apresentar a realidade brasileira, a delegação da Sesai participou de agendas voltadas ao intercâmbio de experiências entre os dois países. O diálogo abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de profissionais e cuidado intercultural. A programação incluiu reuniões com instituições mexicanas, visita técnica a um serviço de saúde no estado de Querétaro, além do intercâmbio cultural dos serviços de saúde.
Medicina tradicional mexicana
Na Cidade do México, os técnicos brasileiros integraram reunião técnica no Centro Especializado en Medicina Integrativa (CEMI), do IMSS-Bienestar, espaço dedicado à medicina tradicional, à atuação de parteiras tradicionais e ao desenvolvimento intercultural.
A delegação conheceu, ainda, a estrutura do CEMI e o trabalho realizado com plantas medicinais. Outro tema destaque da reunião foi a apresentação de experiências mexicanas de organização dos serviços de parteria, incluindo o Centro de Excelência em Partería, Salud Sexual y Reproductiva, em San Miguel de Allende, na condução de modelos de cuidado que articulam diferentes práticas e conhecimentos.
A Sesai foi acompanhada de representantes da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (Sstes), da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e do Conselho Nacional de Saúde (CNS).
Agenda em Querétaro
No último dia da missão, a comitiva da Sesai seguiu para o estado de Querétaro, onde visitou o Centro de Salud con Servicios Ampliados (CESSA) de Amealco de Bonfil. A unidade desenvolve uma experiência de cuidado que reúne profissionais da medicina convencional e terapeutas tradicionais, como parteiras, erveiros e hueseros.
A delegação brasileira conheceu a organização dos atendimentos e a forma como os diferentes profissionais atuam de maneira coordenada. A visita também incluiu uma recepção tradicional, com elementos simbólicos da cultura local, realizada para dar as boas-vindas à delegação brasileira.
Números do SasiSUS
Atualmente, o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena conta com uma estrutura ampla e um modelo diferenciado, composto por 34 Distritos Sanitários Especiais Indígena (Dsei), 70 Casas de Apoio a Saúde Indígena (Casai), 1.211 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), 388 Polos Base (PB) e 22 mil trabalhadores da saúde indígena, responsáveis por levar atendimento a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país. Na última semana, o SasiSUS completou 27 anos de criação.
Leidiane Souza
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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