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Governo amplia apoio psicológico a alunos, professores e colaboradores da rede estadual

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Com o objetivo de aumentar o suporte aos estudantes da rede estadual, o Governo do Paraná vai reforçar o atendimento psicológico nas instituições de ensino de todo o Estado, começando pelo Colégio Estadual Helena Kolody, no município de Cambé, onde um ato de violência impactou de forma drástica a comunidade escolar e toda a sociedade. 

Com as aulas suspensas até a próxima segunda-feira (26) a escola receberá profissionais capacitados para atendimento dos alunos, professores, colaboradores e pais já a partir desta quinta-feira (22). O objetivo é criar uma rede de apoio e prestar suporte emocional diante da gravidade dos acontecimentos.

Capacitados para lidar com estas e outras questões, principalmente entre jovens em idade escolar, os psicólogos desempenham papel fundamental para o bem-estar emocional e desenvolvimento cognitivo e social. Ao oferecer suporte psicológico, esses profissionais trabalham no enfrentamento aos desafios pessoais, acadêmicos e sociais, fornecendo  espaço seguro para que a comunidade escolar expresse seus sentimentos e preocupações. 

Para o secretário da educação, Roni Miranda, tal apoio se mostra fundamental no dia a dia das escolas. “O acesso a tal suporte nas escolas da rede estadual têm mudado significativamente a rotina dos alunos, proporcionando melhor compreensão das emoções, ensinando habilidades de gerenciamento de estresse e oferecendo estratégias para lidar com adversidades”, afirma.

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Por isso, segundo o secretário, a exemplo de programas como o Escola Escuta e Bem Cuidar (que prestam suporte emocional à comunidade escolar), novas medidas serão implementadas para apoiar de forma ainda maior alunos, colaboradores e professores.

Por meio de uma parceria entre a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o Governo do Paraná, cerca de 200 profissionais da psicologia atuarão, dentro dos próximos meses, no atendimento às comunidades escolares de todo o Paraná. “A presença de psicólogos nas escolas também pode contribuir para a prevenção e detecção precoce de problemas de saúde mental, promovendo um ambiente escolar mais saudável e acolhedor para todos”, completa Miranda.

BEM CUIDAR – Iniciativa da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) em parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), o aplicativo oferece atendimento psicológico on-line gratuitamente. Lançado oficialmente em junho de 2022, o aplicativo de telessaúde conta hoje com o cadastro de aproximadamente 4,8 mil profissionais da rede estadual de educação.

O Bem Cuidar está disponível para download no Google Play e na Apple Store. Após realizar o download do app no smartphone, é preciso fazer um rápido cadastro e solicitar atendimento com um dos psicólogos disponíveis.

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A sessão pode ser agendada para até uma semana após a solicitação. É preciso, então, se conectar à plataforma no dia e horário estabelecidos para a sessão on-line. Durante o atendimento, o profissional deixará agendado o próximo encontro.

ESCOLA ESCUTA – Criado no início de 2023, o programa viabiliza profissionais de referência na área da psicologia para realizar, gratuitamente, a escuta e acolhimento dos estudantes dentro das mais de 2 mil escolas. O objetivo é auxiliar os mesmos em questões e dificuldades no dia a dia escolar e convívio social e familiar.

LEMBRANÇA NAS OUTRAS ESCOLAS – Nesta terça, todas as outras unidades da rede estadual demonstraram apoio às vítimas e fizeram um minuto de silêncio.

Fonte: Governo PR

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MPPR denuncia por feminicídio e abandono de incapaz advogado que matou a ex-companheira e abandonou o filho de oito meses em um apartamento em Maringá

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 23ª Promotoria de Justiça de Maringá, ofereceu neste domingo, 27 de setembro, denúncia contra um advogado pelo crime de feminicídio majorado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima – a ex-companheira, que era médica. O homem também foi denunciado por abandono de incapaz, no caso o filho do casal – um bebê de apenas oito meses de vida.

Acesse vídeo do Promotor de Justiça Júlio Cesar da Silva

Acesse áudio do Promotor de Justiça Júlio Cesar da Silva

Segundo a denúncia, no dia 5 de setembro de 2026, no período compreendido entre 14h33min e 20h19min, mas provavelmente por volta das 20 horas, no interior do apartamento da vítima, no Bairro Zona 02 de Maringá, o denunciado, “prevalecendo-se das relações domésticas e afetivas e por razões da condição do sexo feminino, com nítido propósito homicida, matou a sua ex-companheira, mediante motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima”. Depois, fugiu, deixando o bebê sozinho.

Denúncia – A denúncia aponta que, durante as investigações, apurou-se que o crime foi praticado por motivo torpe, “uma vez que o denunciado agiu impelido por um sentimento egoístico de posse e inconformismo com a autonomia da vítima, não aceitando o fim do relacionamento afetivo e ceifando-lhe a vida por considerar que ela lhe pertencia de forma exclusiva, motivação esta que se revela abjeta e causa profunda repulsa social”.

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Também foi evidenciado que o crime foi praticado mediante meio cruel, “impondo à vítima sofrimento atroz, prolongado e desnecessário, consubstanciado na multiplicidade de golpes de arma branca do tipo faca (14 feridas pérfuro-cortantes mapeadas no corpo da vítima) de forma associada à asfixia mecânica por esganadura”.

Por fim, a denúncia coloca que o delito foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, tendo em vista que ela foi atacada dentro de sua residência e que o autor usou uma faca, “o que reduziu a possibilidade de reação, esquiva ou fuga, seja por conta da extrema violência empregada em ambiente fechado, bem assim da força física masculina em detrimento da vítima”.

O MPPR acrescenta que o feminicídio foi praticado contra mulher que era mãe e responsável por criança, bem como na presença física do descendente da vítima e do autor, ou bebê de oito meses de idade, o qual se encontrava no mesmo recinto durante o crime. É citado, por fim, que o crime foi praticado em contexto de violência doméstica e familiar, uma vez que o denunciado manteve relacionamento afetivo com a vítima, prevalecendo-se das relações domésticas, da intimidade de convívio e da vulnerabilidade da vítima no ambiente residencial comum para perpetrar o ataque.

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Abandono de incapaz – Quanto ao crime de abandono de incapaz, a denúncia cita que, após a prática do feminicídio, o denunciado abandonou o filho lactente, “pessoa sob sua autoridade, guarda e cuidado, a qual se encontrava em situação de absoluta incapacidade de prover a própria subsistência ou de defender-se dos riscos resultantes do abandono”.

A Promotoria narra ainda que, segundo apurado, logo após matar a mãe da criança, o denunciado tomou banho, trocou de roupa, apanhou a chave do carro de propriedade da vítima e evadiu-se do local. Antes de fugir, porém, o denunciado “trancou a porta de entrada do apartamento com chave, trancafiando e abandonando o bebê de 8 meses totalmente sozinho, indefeso e desamparado no recinto”. A criança permaneceu por horas sozinha, exposta a perigo concreto para sua vida e saúde, chorando no interior do imóvel, até ser resgatada por um tio materno, que precisou arrombar a porta de entrada do apartamento ao ouvir o choro ininterrupto do sobrinho.

O crime de abandono é agravado pelo fato de ter sido praticado por ascendente (pai da vítima).

Preso – O denunciado, que foi preso no mesmo dia do crime, permanece recolhido na Cadeia Pública de Maringá.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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