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Cinco pessoas denunciadas pelo Ministério Público do Paraná por fraudes em processos de indenizações em Altônia recebem segunda condenação judicial

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Após denúncia do Ministério Público do Paraná, a Vara Criminal de Altônia, no Noroeste do estado, condenou pelo crime de organização criminosa e falsidade de documento público cinco pessoas investigadas pela prática de diversas fraudes contra empresas públicas e privadas entre 2014 e 2019, com a finalidade de recebimento indevido de indenizações, entre outros ilícitos. Os réus, agora condenados, são dois advogados, que lideravam o esquema, um ex-vereador de Altônia e duas mulheres (irmã e esposa de um dos advogados). A sentença de condenação, publicada no último dia 2 de novembro, é a segunda relacionada às investigações sobre os crimes praticados.

Áudio do Promotor de Justiça Filipe Assis Coelho

Os ilícitos foram apurados no curso de operação conduzida pela Promotoria de Justiça da Comarca, deflagrada em agosto de 2019 – na época, os dois advogados foram inclusive presos preventivamente. Foi demonstrada na investigação a existência de mais de 5 mil ações indenizatórias ajuizadas pelos réus apenas no Juizado Especial Cível da Comarca de Altônia, no intervalo de cinco anos. Dentre os lesados constavam pessoas incapazes e até mesmo já falecidas, bem como concessionárias de serviços públicos estaduais e federais, que eram instadas a custear indenizações por fatos inverídicos.

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Em razão do elevado número de crimes apurados o Ministério Público do Paraná ofereceu duas denúncias criminais contra os envolvidos. Uma primeira sentença de condenação foi obtida em 20 de agosto deste ano. Na atual decisão, os advogados foram condenados cada um a 10 anos, 6 meses e 5 dias de prisão em regime fechado; a irmã de um deles a 8 anos e 5 meses em regime semiaberto; a esposa a 6 anos e 3 meses em semiaberto; e o ex-vereador a 8 anos e cinco meses, também em regime semiaberto. Somando as duas condenações, os dois advogados tiveram pena final fixada em 23 anos, 4 meses e 5 dias, e o vereador em 13 anos e 10 meses. Já a soma das condenações resultou num total de 13 anos e 10 meses para irmã de um dos advogados e em 9 anos e 5 meses, para a esposa dele.

Processo 0003093-63.2019.8.16.0040

Matérias anteriores

22/08/2025 – Justiça condena cinco pessoas denunciadas pelo MPPR por esquema de processos fraudulentos para recebimento de indenizações descoberto em Altônia

28/08/2019 – Dois advogados e um vereador de Altônia são presos após MPPR identificar milhares de ações indenizatórias fraudulentas ajuizadas na comarca

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Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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MPPR denuncia por tentativa de feminicídio homem que atirou contra a ex-companheira em um salão de beleza no bairro Santa Quitéria, em Curitiba

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O Ministério Público do Paraná denunciou pelo crime de tentativa de feminicídio majorada o homem, de 45 anos, investigado por atirar contra a ex-companheira, de 31 anos, em um salão de beleza no bairro Santa Quitéria, em Curitiba, no dia 25 de agosto último. A denúncia foi oferecida nesta quinta-feira, 3 de setembro, pela 7ª Promotoria de Justiça de Crimes Dolosos contra a Vida da capital.

Áudio do promotor de Justiça André Tiago Pasternak Glitz

De acordo com as apurações, na data do crime, ele foi até o estabelecimento comercial, que era o local de trabalho da vítima, em um momento em que ela estava sozinha, forçou a entrada do salão de beleza e disparou contra ela, que somente sobreviveu por ter recebido pronto atendimento médico.

A denúncia elenca ainda o crime de perseguição majorada, o chamado “stalking”. Entre os dias 9 e 22 de agosto, o denunciado teria ameaçado a integridade física e psicológica da ex-companheira ao enviar ameaças por meio de aplicativos de mensagens e rondar endereços em que a vítima se encontrava, com a intenção de perturbar sua liberdade e privacidade. Em algumas ocasiões, ele realizou manobras com o veículo que conduzia em frente a locais onde ela estava, ao mesmo tempo em que enviava mensagens com graves ameaças, entre elas a de que a mataria e a seu filho, caso fosse preso.

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Além da condenação às penas previstas em lei, a Promotoria de Justiça requer a fixação da obrigação de pagamento de danos morais à vítima, em valor não inferior à R$ 50 mil.

Processo 0011230-07.2026.8.16.0196

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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