Paraná
Administração Superior e Gepclima debatem ações estruturantes com Promotores que atuam em Rio Bonito do Iguaçu e região
Membros da Administração Superior do Ministério Público do Paraná e integrantes do Comitê de Gerenciamento de Crise criado pela instituição realizaram uma reunião virtual na tarde deste sábado, 8 de novembro, com Promotores de Justiça que atuam nos municípios atingidos pelo tornado ocorrido na noite de sexta-feira, 7 de novembro. O encontro teve como foco a articulação de medidas emergenciais e de reconstrução para Rio Bonito do Iguaçu e cidades vizinhas, que enfrentam graves impactos na infraestrutura urbana, no abastecimento de água e energia e na oferta de serviços públicos essenciais.
A situação é considerada crítica para pelo menos 1 mil pessoas desalojadas e 28 desabrigadas na cidade, segundo levantamento prévio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil. O município de Rio Bonito do Iguaçu, o mais atingido, permanece sem energia elétrica e sem abastecimento regular de água. Além disso, muitas residências tiveram suas estruturas comprometidas. A rede de saúde das cidades da região também está sobrecarregada, com aumento expressivo nos atendimentos emergenciais.
Soluções coordenadas – Durante a reunião, foram discutidos diversos pontos de atuação conjunta entre o MPPR, o Governo do Estado e demais órgãos envolvidos, com o objetivo de estabelecer soluções coordenadas e efetivas. O MPPR reforçou o diálogo com as secretarias estaduais para assegurar que os recursos emergenciais sejam direcionados de forma adequada e que os fluxos de trabalho estejam integrados. “Temos que pensar em soluções para as necessidades imediatas, a curto prazo, e, ao mesmo tempo, na reconstrução da cidade. Vamos atuar tanto no atendimento emergencial quanto como parceiros na construção de um município mais resiliente e melhor para sua população”, afirmou o Procurador-geral de Justiça, Francisco Zanicotti.
O Promotor de Justiça Daniel Pedro Lourenço, coordenador do Grupo Especial de Atuação e Prevenção em Desastres Socioambientais e Mudanças Climáticas (Gepclima) e responsável pelo Comitê de Gerenciamento de Crise, informou que foi desenvolvido um Protocolo de Crise. Ele também destacou o compromisso com a reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu, com foco em planejamento e prevenção.
Central de Atendimento – Está sendo articulada a criação de uma central de atendimento integrada, coordenada pelo MPPR e pela Defesa Civil, para monitorar as demandas da população e planejar o encaminhamento dos recursos nos próximos dias. A atenção estará voltada especialmente às famílias desabrigadas, às unidades de saúde sobrecarregadas e às residências com risco estrutural, além da oferta de atendimento psicossocial às vítimas.
O MPPR também acompanha a formação de equipes de apoio psicossocial, considerando o impacto emocional causado pelo desastre, e monitora os riscos à segurança — como redes elétricas danificadas e quedas de árvores — e os impactos ambientais resultantes da destruição, como o acúmulo de destroços e resíduos.
Reunião – Participaram da reunião, além do Procurador-geral de Justiça, Francisco Zanicotti: o Subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Administrativos, Cláudio Franco Félix; a Diretora-secretária da PGJ, Nayani Kelly Garcia; o Coordenador de Assuntos Institucionais, Ronaldo Mion; e o Promotor de Justiça Daniel Pedro Lourenço, Coordenador do Gepclima. Também estiveram presentes os Promotores de Justiça Nayara Masquetti Valério, Bruno Rinaldin e Igor Rabel Corso, que atuam na região.
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Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Operação Mulher Segura cumpre 249 mandados de prisão e prende 2,3 mil em flagrante
A Operação Mulher Segura, da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp), intensificou ao longo do mês de março, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, o cumprimento de mandados de prisão em aberto relacionados a crimes de violência contra elas. A ação resultou em avanços no número de prisões e no andamento de investigações no Estado.
Ao todo, foram cumpridos 249 mandados de prisão de pessoas condenadas por crimes no âmbito da violência contra a mulher, em ação coordenada pelo Centro de Operações Integradas de Segurança Pública (Coisp). A operação resultou também em 2.354 prisões em flagrante entre diferentes tipificações criminais relacionadas à violência contra a mulher.
As atividades envolveram os setores de inteligência da Polícia Civil do Paraná (PCPR), da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e da Polícia Penal do Paraná (PPPR), Polícia Científica do Paraná (PCIPR) e Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) com foco em crimes como feminicídio, lesão corporal, importunação sexual, estupro, violência doméstica, ameaça e perseguição.
“Quando o Estado localiza e prende quem deve responder à Justiça, demonstra que o crime não compensa e que a segurança permanece como prioridade”, afirma o secretário da Segurança Pública do Paraná, coronel Saulo Sanson.
Segundo a delegada-chefe da Divisão de Polícia Especializada, da PCPR, Luciana Novaes, a atuação das unidades de polícia judiciária e das Delegacias da Mulher se reflete na eficácia na captura de agressores. “É um encorajamento à denúncia. Ao retirar de circulação aqueles que ameaçam a integridade feminina e monitorar de perto os agressores, reafirmamos que a proteção à vida é uma prioridade absoluta. A justiça só é plena quando o silêncio da vítima é substituído pela voz da coragem e pela resposta imediata do Estado”, diz.
Para a major Carolina Zancan, coordenadora da Patrulha Maria da Penha, da PMPR, as ações garantem que agressores sejam responsabilizados e que as vítimas recebam proteção e acolhimento. “É uma iniciativa que concentra esforços no cumprimento de mandados em aberto, no fortalecimento das investigações e, ao mesmo tempo, na ampliação de ações preventivas, demonstrando que o enfrentamento a esse tipo de crime é permanente e prioridade em todo o Paraná”, afirma.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão por ameaça, descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência (MPU), por lesão corporal, perseguição, estupro de vulnerável, estupro ou atentado violento ao pudor, além de tentativa de feminicídio e feminicídio consumado, e outras tipificações criminais relacionadas à violência contra a mulher.
Das prisões em flagrante, os registros são por ameaça, lesão corporal e prisões por outras tipificações no âmbito da Lei Maria da Penha, incluindo injúria, vias de fato e dano, e por descumprimento de medida protetiva de urgência (MPU). Foram registrados ainda casos de perseguição, tentativa de feminicídio, estupro e feminicídio consumado.
De acordo com o coordenador do Coisp, coronel Sérgio Augusto Ramos, a integração das forças de segurança paranaenses foi fundamental para os resultados alcançados com a Operação Mulher Segura. “Foi uma grande força-tarefa visando a prisão dessas pessoas que já tinham mandados de prisão concedidos pelo Poder Judiciário. O número de presos colabora com a redução dos índices de violência dessa natureza no Paraná”, explica.
A Operação Mulher Segura 2026, realizada nos 399 municípios paranaenses, ainda promoveu 318 palestras educativas, alcançando um público de 27.174 pessoas. Também intensificou as visitas preventivas e de fiscalização à violência doméstica e familiar, consultando tanto vítimas quanto agressores.
“Além da conscientização, que é a ação primária da prevenção, as forças de segurança paranaenses também trabalham no combate ao crime com repressão, por meio de prisões e análise de mandados que estavam em aberto para impulsionar as investigações”, afirma o coordenador do Programa Mulher Segura da Sesp, coronel Cleverson Machado.
Fonte: Governo PR
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