Agro
Faesp reforça arrecadação do Fundesa-Pec e intensifica ações para proteger a cadeia do leite em São Paulo
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) avançou em pautas estratégicas para o setor leiteiro durante reunião da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite, realizada nesta quarta-feira (15). Entre os principais temas estiveram o início da arrecadação do Fundesa-Pec, ações de defesa comercial e medidas estruturais para fortalecer a cadeia produtiva no estado.
Faesp orienta produtores sobre contribuição ao Fundesa-Pec
Durante o encontro, a entidade alertou os pecuaristas sobre a necessidade de atualização dos rebanhos no sistema GEDAVE e do pagamento da contribuição ao Fundo de Defesa Estadual da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-Pec).
O fundo tem caráter indenizatório e é voltado à cobertura de prejuízos em casos de doenças como a febre aftosa, garantindo ressarcimento aos produtores em eventuais abates sanitários.
Fundo fortalece segurança sanitária após status livre de aftosa
Mesmo sem registros recentes da doença — o último caso em São Paulo ocorreu em 1996 e no Brasil há cerca de duas décadas —, a consolidação do Fundesa-Pec é considerada estratégica, especialmente após o reconhecimento do país como livre de febre aftosa sem vacinação.
Segundo o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, o mecanismo amplia a segurança sanitária e fortalece a confiança na pecuária paulista, favorecendo tanto a movimentação de animais entre estados quanto as exportações.
Defesa comercial do leite avança com proposta de restrição a importados
Outro ponto central da reunião foi o debate sobre o Projeto de Lei nº 24/2026, que trata da utilização de produtos lácteos importados. A proposta recebeu um substitutivo elaborado pela Faesp, ampliando as restrições previstas no texto original.
A nova versão propõe proibir que empresas reconstituam leite em pó, composto lácteo, soro e produtos similares importados para qualquer finalidade alimentar. A medida busca fechar lacunas legais e alinhar São Paulo a estados como Paraná, Santa Catarina e Goiás, que já adotam regras semelhantes.
Concorrência externa e importações preocupam o setor
A crescente entrada de leite importado foi apontada como um dos principais desafios para os produtores paulistas. Dados recentes indicam volumes elevados de importação, com destaque para o fato de São Paulo concentrar cerca de 30% do leite que entra no país.
Representantes do setor defendem que a aprovação do projeto de lei é fundamental para reduzir a concorrência considerada desleal e garantir maior competitividade ao produto nacional.
Incentivo ao consumo interno e à merenda escolar
A Faesp também destacou a importância de ampliar a presença do leite paulista na merenda escolar da rede pública como forma de estimular a produção local.
De acordo com dados do IBGE, 98,5% dos municípios brasileiros possuem produção leiteira. Ainda assim, muitos produtores têm deixado a atividade diante da falta de políticas que assegurem competitividade e rentabilidade.
Setor avalia ações estruturais e desafios sanitários
Além das medidas emergenciais, a Comissão discutiu iniciativas de longo prazo para fortalecer a cadeia produtiva. Entre elas, está a proposta de realização de um evento que reúna todos os elos do setor, com foco na construção de uma governança mais eficiente.
Também foram debatidos problemas como o desabastecimento de vacinas — incluindo clostridiose, raiva e influenza equina — e o avanço de javalis no Vale do Paraíba, que tem gerado prejuízos e demanda articulação entre governos estadual e federal.
Cadeia leiteira busca maior organização e proteção
O conjunto de medidas discutidas reforça o esforço da Faesp em estruturar e proteger a cadeia do leite em São Paulo. A combinação de ações sanitárias, defesa comercial e incentivo ao consumo interno é vista como essencial para garantir sustentabilidade, renda ao produtor e segurança ao consumidor final.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Cafés premium crescem no Brasil e ampliam participação em lares de diferentes classes sociais
O mercado de cafés premium segue em forte expansão no Brasil e já alcança uma parcela cada vez maior dos lares. Segundo levantamento da Worldpanel by Numerator, a penetração da categoria passou de 26,9% em 2024 para 34,2% em 2025, evidenciando a consolidação dos cafés diferenciados no consumo diário dos brasileiros.
O crescimento ocorre de forma disseminada entre todas as classes sociais, com destaque para o avanço entre consumidores das classes DE, onde a participação saltou de 20,6% para 29,7%. O movimento indica a democratização do acesso a cafés com maior valor agregado, antes mais concentrados em públicos específicos.
Mudança de comportamento impulsiona consumo de cafés de maior qualidade
O aumento da presença dos cafés premium nos lares brasileiros reflete uma transformação no perfil de consumo da bebida no país. Produtos associados à qualidade superior, origem controlada e diferenciação sensorial passam a integrar a rotina de um público mais amplo e diverso.
Especialistas do setor apontam que o consumidor brasileiro está mais aberto à experimentação e à valorização de atributos como aroma, sabor, rastreabilidade e métodos de produção, impulsionando toda a cadeia produtiva, da lavoura à indústria.
Cooxupé amplia aposta em cafés especiais e registra forte crescimento
O avanço da demanda por cafés diferenciados também se reflete na produção. Na Cooxupé, maior cooperativa de café arábica do mundo, o programa Especialíssimo — desenvolvido em parceria com a SMC Specialty Coffees — evidencia a crescente valorização da qualidade.
Desde 2019, o volume de lotes encaminhados para avaliação aumentou 389%, enquanto a participação de cooperados no programa cresceu 678%, reforçando a adesão dos produtores à produção de cafés especiais.
Os grãos selecionados no último ano foram exportados para mercados exigentes como Japão, Reino Unido, Estados Unidos, Coreia do Sul, Itália, Grécia, Israel, Alemanha e Bélgica, além de integrarem blends exclusivos da indústria torrefadora da cooperativa.
Indústria reforça portfólio e aposta em novas experiências de consumo
A valorização dos cafés premium também é observada na indústria de torrefação da Cooxupé. Segundo o gerente de Planejamento da Torrefação Cooxupé, Daniel Salguele, o comportamento do consumidor tem se tornado mais sofisticado e diversificado.
De acordo com o executivo, cresce a busca por categorias superiores, gourmet e especiais, com consumidores mais atentos à origem do produto e às experiências sensoriais proporcionadas pela bebida.
Linha premium ganha novos formatos e amplia acesso ao consumidor
O crescimento da demanda levou à ampliação do portfólio da Torrefação Cooxupé. Entre os lançamentos recentes estão o Prima Qualità Superior moído 250 gramas e o Prima Qualità Gourmet em grãos 250 gramas, desenvolvidos para atender consumidores que desejam experimentar cafés diferenciados em embalagens menores e mais acessíveis.
A linha de cafés especiais também foi expandida com novas versões em grãos do Prima Qualità Cultivado por Mulheres e do Prima Qualità Especialíssimo, alinhadas à tendência de valorização de métodos de preparo que priorizam moagem na hora e maior preservação dos atributos sensoriais.
Segundo Salguele, o interesse do público por diferentes formas de preparo tem impulsionado a inovação. “A moagem na hora proporciona uma experiência mais completa, com maior percepção de aroma e frescor. Nosso objetivo é oferecer opções que atendam perfis variados, sempre priorizando a qualidade”, afirma.
Mercado de cafés especiais se expande e amplia opções ao consumidor
Além das linhas premium, o portfólio da Cooxupé inclui o Café Evolutto Premium, produto 100% arábica, além dos solúveis Evolutto Premium Granulado e Prima Qualità Liofilizado.
O conjunto de produtos reforça a estratégia da cooperativa de atender diferentes perfis de consumo e ocasiões, acompanhando a evolução do mercado brasileiro de cafés, que segue em trajetória de valorização da qualidade, da origem e da experiência sensorial.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Educação7 dias agoMEC debate cooperação em educação com países lusófonos
-
Política Nacional7 dias agoSenado analisa propostas de agenda legislativa sobre direitos das mulheres
-
Brasil6 dias agoMinistério da Saúde e fãs da banda BTS se unem para incentivar a doação de sangue
-
Política Nacional7 dias agoComissão aprova proibição de leilão e penhora de espaços culturais tombados
-
Esportes5 dias agoBrasil empata com Marrocos em estreia nervosa na Copa do Mundo
-
Brasil7 dias agoSeminário destaca avanço da parceria do SUS com hospitais de excelência para ampliar o acesso à saúde
-
Esportes5 dias agoAlemanha revive placar histórico e atropela Curaçao na estreia da Copa do Mundo
-
Agro5 dias agoEmbargo exige ampliar rastreabilidade e controle de medicamentos
