Agro
Preço do arroz recua mais de 50% em um ano e indústria adota compras pontuais, aponta Cepea
Média do arroz em outubro tem forte retração anual
O preço do arroz em casca segue em trajetória de queda no mercado brasileiro. De acordo com dados do Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista), a média de outubro foi de R$ 58,00 por saca de 50 kg, o que representa recuo de 6,2% em relação a setembro e queda de 51,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Em termos nominais, o acumulado de 2025 aponta uma desvalorização de 43,2%, refletindo um cenário de preços significativamente mais baixos para os produtores do cereal no Rio Grande do Sul — principal estado produtor do país.
Setor industrial reduz ritmo de compras e adota postura cautelosa
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado segue marcado pela cautela, diante das incertezas quanto às medidas anunciadas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
Indústrias consultadas pelo Cepea relataram uma forte redução no volume de vendas entre setembro e outubro, o que também resultou em menor interesse na compra de matéria-prima.
Diante desse cenário, as empresas adotaram uma estratégia de reposição pontual de estoques, comprando apenas o necessário para atender à demanda imediata, sem ampliar os volumes de aquisição.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
El Niño pode ganhar força em 2026 e elevar risco climático para o café no Brasil e no mundo
O mercado global de café já começa a monitorar com atenção o possível fortalecimento do fenômeno El Niño ao longo de 2026. Projeções de centros climáticos internacionais indicam aumento relevante na probabilidade de ocorrência do evento, o que pode elevar os riscos climáticos para a produção agrícola em diversas regiões do mundo.
De acordo com a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), há cerca de 60% de chance de formação do El Niño entre maio e julho. Já modelos do IRI (International Research Institute for Climate and Society), ligado à Universidade de Columbia, indicam cenário semelhante no curto prazo e sugerem que o fenômeno pode se estender até o fim de 2026 e início de 2027.
Oceano Pacífico mais quente pode intensificar evento climático
As projeções não apontam necessariamente aumento da temperatura média global, mas indicam aquecimento acima da média da superfície do Oceano Pacífico equatorial — característica típica de um El Niño mais intenso.
Esse padrão tende a influenciar o regime de chuvas e temperaturas em várias regiões produtoras, ampliando riscos para culturas agrícolas sensíveis ao clima, como o café.
Segundo análises de mercado, o cenário reforça atenção especial para o desenvolvimento da safra 2026/27 em regiões como América Central, América do Sul, Sudeste Asiático e África Oriental.
Café entra no radar de risco climático global
Especialistas alertam que um El Niño ativo e prolongado pode trazer temperaturas acima da média, além de períodos de seca ou chuvas excessivas, afetando diretamente o ciclo produtivo do café.
A avaliação de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets destaca que o fenômeno pode representar desafios relevantes para o setor. A principal preocupação está no impacto sobre o florescimento, enchimento dos grãos e desenvolvimento das lavouras.
Na América Central, países como Guatemala, Honduras e El Salvador podem enfrentar redução de chuvas e temperaturas mais elevadas durante fases críticas da produção.
Na Colômbia, o risco envolve impactos na safra principal de 2026/27 e possível prejuízo à chamada safra “mitaca”, caso o evento se prolongue.
África, Ásia e Brasil também podem ser afetados
Na África Oriental, o El Niño costuma provocar efeitos climáticos variados. Na Etiópia, pode haver redução de chuvas em períodos importantes e excesso hídrico na colheita, enquanto em Uganda aumenta o risco de enchentes e deslizamentos.
No Sudeste Asiático e na Índia, o fenômeno tende a favorecer condições mais secas e quentes, com possível enfraquecimento das monções e ondas de calor mais frequentes. Indonésia e Vietnã também podem ser impactados no ciclo das próximas safras.
No Brasil, o efeito inicial pode reduzir o risco de geadas durante o inverno de 2026. No entanto, especialistas alertam para possíveis impactos no regime de chuvas durante a florada e desenvolvimento da safra 2027/28, especialmente se o fenômeno se prolongar.
Mercado do café pode sentir reflexos nos preços
Mesmo com expectativa de uma safra brasileira volumosa em 2026/27, que tende a pressionar cotações no curto prazo, o risco climático pode atuar como fator de sustentação dos preços.
Projeções indicam que o comportamento das temperaturas no Pacífico será determinante para o grau de impacto do fenômeno. Em alguns modelos, a anomalia pode superar 1,5°C entre outubro e novembro de 2026, caracterizando um evento mais intenso.
Nesse contexto, analistas destacam que o clima passa a ser variável central de atenção para o mercado global de café, podendo limitar movimentos mais acentuados de queda nas cotações ao longo do período.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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