Paraná
Com R$ 1,9 milhão do Casa Fácil, famílias conquistam imovel próprio em Maringá
A entrega do Residencial Rebouças foi concluída neste fim de semana em Maringá, no Noroeste. O empreendimento recebeu investimento de R$ 24,2 milhões e é composto por 100 apartamentos. O Governo do Estado destinou R$ 1,9 milhão para subsidiar a entrada dos financiamentos de 92 famílias que compraram os imóveis dentro do programa Casa Fácil Paraná.
Erguido em uma região em desenvolvimento da cidade, o projeto foi viabilizado conjuntamente entre o governo paranaense, Caixa Econômica Federal, prefeitura e Construtora Wegg. O aporte do Casa Fácil foi usado para atender o público com renda de até quatro salários mínimos. Os recursos, de R$ 20 mil para jovens famílias ou R$ 80 mil para pessoas com idade entre 60 e 70 anos, servem para custear parte ou integralmente o custo da entrada nas contratações junto à Caixa.
Os compradores também podem ter descontos do programa Minha Casa, Minha Vida e podem usar o FGTS para amortizar o saldo devedor, o que contribui para tornar as prestações mais em conta. Já como contrapartida municipal, a prefeitura fez a alteração do zoneamento local por meio do ProZeis, o que possibilitou a construção do empreendimento na região, e concedeu isenção dos impostos relacionados à aquisição do imóvel aos compradores.
O residencial Rebouças é formado por blocos de pavimento térreo e mais quatro andares. As unidades possuem metragens a partir de 50,76 m², com modelos de dois quartos, banheiro, sala integrada com cozinha, sacada com churrasqueira a carvão e lavanderia. Todas moradias têm uma vaga de garagem individual e são entregues com acabamento completo.
Além da localização privilegiada, com toda infraestrutura e acesso a serviços e conveniências, outros diferenciais do condomínio são a segurança e área de lazer. Os novos moradores vão poder contar com guarita para controle de acesso, academia para terceira idade ao ar livre, piscinas adulto e infantil, miniquadra poliesportiva, parquinho e salão de festas.
As residências custam em média R$ 235 mil e são financiadas pelo prazo máximo de até 420 meses. Os contratos apresentam taxas de juros diferenciadas em relação ao praticado no mercado, o que impacta também nas prestações. As famílias pagarão parcelas em torno de R$ 1.000 mensais, custo equivalente ou até mais barato que um aluguel no município.
CASA FÁCIL PARANÁ – O Casa Fácil Paraná, programa habitacional do Governo do Estado coordenado pela Cohapar, já beneficiou mais de 134 mil famílias desde 2019. Os interessados em conquistar a casa própria com o apoio do programa podem acessar o site da Cohapar, onde estão disponíveis as informações sobre o cadastro familiar, empreendimentos em andamento nos municípios e critérios de participação.
Fonte: Governo PR
Paraná
MP em Movimento impulsiona avanços na gestão de resíduos sólidos em municípios da região Norte do Estado
Durante cerca de 20 anos, moradores de Faxinal, na região Norte do Paraná, conviveram com os impactos causados por um lixão a céu aberto. Hoje, a situação está diferente. O local foi desativado no mês passado e o município passou a adotar medidas para adequar a destinação dos resíduos às normas ambientais, com implantação da coleta seletiva, organização da reciclagem e elaboração de projeto para um aterro sanitário.
A mudança em Faxinal é um dos resultados das articulações promovidas pelo Ministério Público do Paraná durante o MP em Movimento. Balanço elaborado pela regional do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) mostra que diversos municípios do Norte Central do Estado avançaram na gestão de resíduos sólidos após reunião realizada em abril de 2025, que reuniu gestores públicos, órgãos ambientais e representantes do Ministério Público para discutir a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Evolução – Além de Faxinal, outros municípios também registraram avanços importantes. Em Jataizinho, o antigo lixão foi desativado, a coleta seletiva foi estruturada, uma cooperativa de recicladores entrou em funcionamento e o município passou a terceirizar a destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos urbanos.
De acordo com a presidente da cooperativa, Vanessa Maria Pereira, 15 pessoas sustentam suas famílias com a renda obtida por meio da coleta e separação de materiais recicláveis. “Os benefícios da cooperativa são para toda a população, que está aprendendo a fazer a separação correta dos recicláveis e evitando a poluição”, afirmou.
Também registraram avanços importantes os municípios de Florestópolis, Lupionópolis, Santa Cecília do Pavão, Rosário do Ivaí, Grandes Rios, São João do Ivaí e Cambé.
Entre as medidas adotadas estão a regularização de áreas de transbordo, a implantação ou o fortalecimento da coleta seletiva, o licenciamento ambiental de estruturas e a elaboração de projetos para recuperação de áreas degradadas e aprimoramento da gestão dos resíduos.
Além dos benefícios ambientais, o relatório do Gaema destaca reflexos diretos das mudanças na saúde pública e na qualidade de vida da população, reduzindo riscos de contaminação do solo e da água, diminuindo a proliferação de vetores de doenças e fortalecendo a reciclagem e a inclusão social por meio da atuação de cooperativas e associações de catadores.
Pendências – O acompanhamento do Gaema mostra que alguns municípios ainda enfrentam desafios. Centenário do Sul permanece entre as situações mais críticas da região, embora tenha iniciado medidas de regularização ambiental. Porecatu mantém o lixão em operação e ainda precisa avançar no licenciamento ambiental de suas estruturas.
Em Kaloré, houve retrocesso, com a paralisação das obras da nova área de transbordo e a manutenção do lixão em funcionamento. O caso segue em fase de cumprimento de sentença, e o MPPR adotou novas medidas para que o Município regularize a situação e viabilize a implantação do aterro sanitário e do barracão de reciclagem.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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