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Mato Grosso impulsiona exportações e ajuda Brasil a se aproximar de novo recorde histórico de algodão

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As exportações de algodão de Mato Grosso ganharam força em outubro, acompanhando a tendência nacional de avanço nas vendas externas da fibra. Segundo levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o estado embarcou 161,43 mil toneladas de algodão no mês — um aumento expressivo de 102,04% em relação a setembro.

Apesar do crescimento, o volume ficou 2,98% abaixo do registrado em outubro de 2024, reflexo do atraso no beneficiamento do produto. Desde o início do ciclo comercial 2024/25, em agosto, Mato Grosso exportou 281,71 mil toneladas, o que representa queda de 11,62% frente ao mesmo período da safra passada.

O Imea destaca que a lentidão no beneficiamento tem sido o principal fator de limitação das exportações, reduzindo a disponibilidade de pluma pronta para embarque nos primeiros meses do ciclo. A expectativa, no entanto, é de que o avanço do processamento nas próximas semanas impulsione o ritmo das vendas externas e possa até reverter a queda acumulada.

Entre os destinos, a Índia se destacou como principal compradora, registrando em outubro o maior volume de importação de algodão mato-grossense da série histórica. O país asiático consolidou-se na liderança do ranking de importadores, reforçando sua importância estratégica para o escoamento da produção estadual.

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Mercado internacional aquecido estimula exportações brasileiras

No cenário nacional, o Brasil mantém um ritmo acelerado de embarques, favorecido por preços internacionais mais competitivos e pela necessidade de escoar o excedente interno. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/Esalq-USP), outubro registrou o melhor desempenho da série histórica para o mês e o segundo maior volume exportado de 2025, ficando atrás apenas de janeiro.

Até a primeira semana de novembro, o país já havia exportado 2,326 milhões de toneladas de algodão, superando o total embarcado em praticamente todos os anos anteriores — com exceção de 2024, quando as exportações somaram 2,77 milhões de toneladas.

De acordo com o Cepea, se o ritmo de embarques diários observado neste mês for mantido, 2025 poderá se tornar o novo recordista histórico nas exportações brasileiras da fibra. O desempenho é impulsionado pela alta competitividade do algodão nacional no exterior, o que tem garantido espaço ao Brasil entre os principais exportadores globais.

Exportações equilibram o mercado e reforçam posição do Brasil no cenário global

Os analistas ressaltam que, diante da produção elevada e dos preços domésticos menos atrativos, o escoamento externo tornou-se fundamental para equilibrar o mercado interno. A forte demanda internacional — especialmente da Ásia — tem absorvido boa parte da oferta brasileira, evitando pressões adicionais sobre os preços no mercado doméstico.

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O avanço de Mato Grosso, principal estado produtor e exportador de algodão do país, tem papel decisivo nesse contexto. O aumento do volume embarcado em outubro reforça a importância da cadeia algodoeira na balança comercial brasileira e evidencia a capacidade do setor em responder rapidamente às condições globais.

Com a melhora no beneficiamento e a continuidade da demanda internacional, as perspectivas são positivas para o fechamento de 2025. A tendência é de manutenção de um ritmo intenso de exportações, consolidando o Brasil entre os maiores e mais consistentes fornecedores mundiais de algodão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%

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O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.

Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.

Compradores aguardam maior oferta da safrinha

Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.

A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.

Clima segue no radar dos agentes do mercado

As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.

O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.

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Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.

Relatório do USDA influencia expectativas globais

No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.

A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.

Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam

Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.

A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.

Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 57,9% na receita média diária;
  • Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
  • Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.

O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.

Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras

O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.

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Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:

  • Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
  • Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
  • Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
  • Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
  • Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
  • Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.

A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.

Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses

O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.

Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.

Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.

Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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