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Educação

MEC e UFRN lançam curso de IA para educadores

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Estão abertas as inscrições para o curso gratuito Inteligência Artificial para Educadores da Educação Básica: competências digitais e inovação pedagógica. A formação é voltada a professores e estudantes de licenciatura de todo o país, com objetivo de promover a educação para o uso responsável, ético e criativo da Inteligência Artificial (IA) em sala de aula. 

O curso on-line será o primeiro sobre o tema oferecido pela Universidade Aberta do Brasil (UAB). A iniciativa foi idealizada pelo Instituto Metrópole Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceira com o Ministério da Educação (MEC) por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). 

Com carga horária de 30 horas, divididas em quatro unidades, o curso abordará cinco tópicos: introdução à inteligência artificial; identificação e reconhecimento de problemas educacionais; fluência de dados educacionais; resolução de problemas educacionais; e ferramentas de IA na educação. A duração total é de dez semanas. 

Os educadores ainda terão a oportunidade de aprender engenharia de prompts; conhecer ferramentas gratuitas de IA; refletir sobre riscos e oportunidades da tecnologia; e aplicar os conhecimentos em um projeto final prático, criando planos de aula, questionários e vídeos. O objetivo é incentivar a produção de recursos pedagógicos inovadores. 

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Após a primeira etapa, os alunos terão a opção de continuar a formação com mais 30 horas com mediação de tutores (formação síncrona). Para a segunda fase, estão previstas 20 mil vagas. 

Inscrições – Para se inscrever, os profissionais poderão acessar o sistema Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa) da UFRN ou o Gov.br. No primeiro caso, deve-se clicar no menu “extensão” e, em seguida, “visualizar cursos ou eventos”. No segundo caso, depois de acessar o Gov.br, deve-se pesquisar pelo serviço “matricular-se em ações de extensão – UFRN” e, após localizar o serviço, clicar em “iniciar”. 

As inscrições poderão ser realizadas até 10 de outubro. Para participar do processo seletivo, os interessados precisam ser professores da educação básica da rede pública; da Carreira de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT); ou estudantes das licenciaturas da UAB. Além disso, caso haja vagas remanescentes, poderão ser atendidos técnicos das secretarias de educação estadual ou municipal e servidores da Capes. 

Edital do curso de extensão 

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Vídeo com passo a passo para inscrição 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da CAPES e UFRN 

Fonte: Ministério da Educação

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

Multimídia

 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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