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Anuário do Ministério do Turismo revela retomada do setor no período pós-pandemia, com recordes históricos

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O Ministério do Turismo retomou oficialmente a elaboração e a divulgação do Anuário Estatístico de Turismo, uma das publicações mais relevantes da Pasta, voltada à disponibilização de informações estratégicas para gestores públicos, estudantes, pesquisadores e demais interessados nos dados do setor.

Os relatórios recém-lançados (com dados referentes aos anos de 2022, 2023 e 2024) revelam detalhes da atividade turística no país e trazem números que comprovam a consolidação definitiva da retomada econômica do setor após o período pandêmico, impulsionada pelo fortalecimento das viagens nacionais e pelos grandes eventos.

De acordo com os números, o Brasil registrou a entrada de 6.773.619 turistas internacionais em 2024, resultado que representa um crescimento de 14,6% em relação aos 5.908.341 de visitantes recebidos no ano anterior.

Nesse mesmo ano, a América do Sul foi a principal origem dos turistas internacionais no Brasil, respondendo por 52,5% do total. A Argentina liderou o ranking por países, com 1.960.182 visitantes. Na escolha do transporte, o avião foi a preferência de 68% do público (4,6 milhões), enquanto 29% chegaram por via terrestre (1,9 milhão).

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Outro indicador de destaque na publicação foi o segmento de grandes congressos e convenções internacionais. Sob a metodologia da International Congress & Convention Association (ICCA), o Brasil sediou 234 eventos internacionais em 2024, apresentando um salto expressivo em relação aos 156 registrados em 2023 e superando até mesmo o patamar pré-pandemia de 2019, quando aconteceram 209 eventos com a mesma característica no país.

O turismo interno consolidou-se como o verdadeiro motor do setor: os aeroportos brasileiros registraram o recorde de 95,2 milhões de desembarques nacionais em 2024, superando os 93,4 milhões de 2023 e os 84 milhões de 2022.

Referência para o turismo brasileiro

Ao longo de sua trajetória, o Anuário Estatístico de Turismo consolidou-se como uma das principais referências sobre o setor no país. Ao reunir diversos dados, indicadores e análises detalhadas elaboradas pelo ministério, o documento tornou-se fundamental para o monitoramento e gestão da atividade.

Sua estrutura metodológica favoreceu a adoção do material por órgãos governamentais, instituições de ensino e pesquisa, entidades representativas do mercado e pela sociedade em geral.

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Com a retomada dessas informações estratégicas, o Ministério do Turismo busca ampliar o alcance dos diagnósticos, fortalecendo sua aplicação prática em estudos, pesquisas, tomadas de decisão e planejamentos para impulsionar o crescimento do setor.

O documento referente ao ano de 2022 está disponível neste link, enquanto o relatório de 2023 e 2024 pode ser acessado aqui.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Brasil

Governo do Brasil institui Sistema Nacional de Trilhas para fortalecer conservação da biodiversidade e turismo sustentável

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O Governo do Brasil deu mais um passo, nesta quarta-feira (10/6), para fortalecer a conservação da biodiversidade e promover o turismo sustentável com a assinatura do decreto, que regulamenta a Lei nº 15.180/2025 e institui o Sistema Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (Sintrilhas). A medida estabelece as bases para a organização e o funcionamento do sistema, criando diretrizes, instrumentos de gestão e mecanismos de governança voltados à integração entre conservação ambiental, uso público e atividades turísticas em unidades de conservação e outras áreas protegidas. 

O ato foi assinado em solenidade do Dia Mundial do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco e do Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano. 

Resultado de uma articulação entre o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Ministério do Turismo (MTur) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o decreto transforma em política nacional uma construção coletiva desenvolvida no âmbito da Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas), fortalecendo a integração entre diferentes esferas de governo e a sociedade. 

A iniciativa responde à crescente demanda de visitação em áreas naturais protegidas do país. Em 2025, as unidades de conservação federais registraram 28,5 milhões de visitas, o maior número desde o início do monitoramento, em 2000. Os dados constam no estudo “Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação para a Economia Brasileira”, elaborado pelo ICMBio. 

Para o diretor do Departamento de Áreas Protegidas do MMA, Bernardo Issa, o mecanismo fortalece a articulação entre os diferentes níveis de governo e a sociedade. “As trilhas conectam conservação, turismo, saúde e cidadania. O Sintrilhas fortalece um movimento construído por voluntários, comunidades e gestores que aproximam a sociedade da natureza. Com as pegadas amarelas e pretas como símbolo nacional, a iniciativa conecta unidades de conservação de todo o Brasil por meio de uma sinalização padronizada, promovendo desenvolvimento sustentável e ampliando a projeção internacional dos nossos destinos naturais”, destacou.  

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O Sintrilhas tem como objetivo promover a conectividade entre ecossistemas, ampliar o acesso da população a áreas naturais e fortalecer o ecoturismo como vetor de desenvolvimento sustentável. A iniciativa também busca integrar unidades de conservação e outras áreas legalmente protegidas, contribuindo para a conservação da biodiversidade e valorização do patrimônio natural e cultural brasileiro. 

Atualmente, o Brasil conta com cerca de 205 trilhas de longo curso planejadas, que somam mais de 41 mil quilômetros de extensão. Desse total, mais de 16 mil quilômetros já estão implementados e 22 trilhas já foram oficialmente reconhecidas pelo MMA, abrangendo diferentes biomas, regiões e estados brasileiros. 

Sinalização 

Um dos elementos mais reconhecidos da RedeTrilhas, agora incorporada ao  Sintrilhas, é o sistema padronizado de sinalização baseado nas tradicionais pegadas amarelas e pretas que orientam os visitantes ao longo dos percursos. Presente em trilhas que atravessam diferentes biomas e regiões do país, a sinalização facilita a orientação dos usuários, amplia a segurança nos percursos e confere identidade visual às rotas integrantes do sistema.  

Além de qualificar a experiência dos visitantes, a padronização da sinalização fortalece o turismo de natureza e contribui para consolidar uma rede nacional de trilhas reconhecida pela conectividade entre áreas protegidas e pela valorização do patrimônio natural brasileiro. 

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Reconhecimento internacional 

A criação do Sintrilhas também reforça o alinhamento do Brasil aos compromissos internacionais voltados à conservação da biodiversidade. Em 2025, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) reconheceu formalmente, durante o Congresso Mundial da Natureza, o papel das trilhas como instrumentos de conectividade ecológica, conservação da biodiversidade e engajamento social.  

Da mesma forma, a Convenção sobre Espécies Migratórias da Fauna Silvestre (CMS) tem ressaltado a importância da conectividade de paisagens para a proteção de espécies e habitats. 

Governança e participação social 

O decreto estabelece uma estrutura de governança compartilhada entre o MMA, o MTur e o ICMBio, ao mesmo tempo em que cria mecanismos formais para a participação de estados, municípios e organizações da sociedade civil na implementação e gestão das trilhas. 

Também cria o Comitê Nacional de Trilhas, instância responsável por promover a participação social e o diálogo permanente com diferentes setores envolvidos na agenda. O sistema ainda incorpora e aprimora instrumentos já existentes, como o cadastro nacional de trilhas e a estratégia de expansão da rede, fortalecendo o planejamento, a transparência e a coordenação das ações. 

A elaboração da norma contou com ampla participação social. Além dos trabalhos técnicos conduzidos pelos órgãos federais, a proposta foi submetida à consulta pública por meio da plataforma Participa + Brasil. 

A adesão ao sistema é voluntária, respeitando a autonomia dos estados, municípios e iniciativas locais.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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