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Fenagen 2026 amplia programação técnica e fortalece debate sobre genética e eficiência na pecuária de corte

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A 3ª edição da Feira Nacional de Genética (Fenagen Promebo) promete consolidar seu papel como um dos principais eventos voltados ao melhoramento genético da pecuária de corte brasileira. Promovida pela Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), que celebra 120 anos de atuação em 2026, a feira será realizada entre os dias 1º e 4 de julho, na Associação Rural de Pelotas, no Rio Grande do Sul.

Além dos tradicionais julgamentos de animais, a programação deste ano foi ampliada e contará com palestras, fóruns técnicos, demonstrações práticas e atividades voltadas à capacitação de produtores, estudantes, técnicos e profissionais ligados à cadeia da carne.

Julgamentos reunirão sete importantes raças de corte

A Fenagen Promebo reunirá exemplares das raças Angus, Ultrablack, Brangus, Devon, Hereford, Braford e Charolês, destacando animais com desempenho comprovado dentro dos programas de avaliação genética.

O objetivo é valorizar exemplares que combinam qualidade genética e características produtivas, contribuindo para o avanço da eficiência, da produtividade e da rentabilidade dos sistemas pecuários.

Fórum Promebo abordará produção de terneiros e rentabilidade

Entre os destaques da programação técnica está o Fórum Promebo na Prática, que nesta edição terá como tema central a produção de terneiros e o papel do melhoramento genético no aumento da lucratividade das propriedades.

Os debates abordarão estratégias para elevar a produtividade, melhorar a padronização dos lotes e atender às exigências do mercado consumidor.

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A programação contará com a participação de especialistas da Embrapa Pecuária Sul, que apresentarão conteúdos relacionados à importância da carne na alimentação humana, além de palestras promovidas pelo Sebrae voltadas à gestão e à qualificação dos produtores rurais.

Nutrição, sanidade e gestão estarão em pauta

Outro espaço de destaque será o Foco Pecuária, promovido pela Foco Pampeano, que levará ao público conteúdos sobre nutrição animal, sanidade, gestão rural e eficiência produtiva.

A agenda técnica também incluirá o Fórum Carne Hereford, realizado pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), ampliando as discussões sobre qualidade da carne, seleção genética e tendências para o mercado pecuário.

Arena dos Campeões aproximará público dos julgamentos

Uma das principais novidades da Fenagen 2026 será a criação da Arena dos Campeões, iniciativa organizada pelo curso de Zootecnia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

A atividade será aberta ao público e combinará conteúdo teórico e demonstrações práticas para explicar os critérios utilizados pelos jurados durante as avaliações dos animais.

Segundo a superintendente de Registro Genealógico da ANC, Silvia Freitas, a proposta é aproximar estudantes, criadores e visitantes dos processos de seleção genética utilizados na pecuária moderna.

Durante a programação da manhã, especialistas apresentarão os fundamentos da avaliação morfológica e funcional dos animais. Já no período da tarde, os exemplares entrarão em pista para que os participantes acompanhem, na prática, como são aplicados os critérios de julgamento.

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A iniciativa busca ampliar a compreensão sobre as características que influenciam o desempenho produtivo e reprodutivo dos rebanhos, tornando o processo de seleção genética mais acessível ao público.

Exposição Passaporte do Cavalo Crioulo passa a integrar a feira

Outra novidade da edição será a realização da Exposição Passaporte do Cavalo Crioulo, que passa a fazer parte oficialmente da programação da Fenagen.

A inclusão da atividade amplia o alcance do evento e fortalece sua posição como ponto de encontro para diferentes segmentos ligados ao agronegócio e à pecuária do Sul do Brasil.

Genética como ferramenta para aumentar produtividade

Criada para valorizar os resultados obtidos por meio do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), a Fenagen reúne animais avaliados geneticamente e reconhecidos pelo desempenho produtivo.

A proposta é demonstrar como a combinação entre avaliação genética e análise fenotípica pode contribuir para a evolução dos rebanhos, gerando ganhos de eficiência, produtividade e rentabilidade dentro das propriedades rurais.

Com expectativa de reunir criadores, técnicos, pesquisadores e investidores do setor, a Fenagen 2026 reforça seu papel como vitrine das inovações genéticas e das tecnologias voltadas ao desenvolvimento da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Encefalites equinas ameaçam rebanhos no Brasil e reforçam importância da vacinação preventiva

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Com um rebanho estimado em cerca de 5,8 milhões de equinos, o Brasil figura entre os maiores criadores de cavalos do mundo. A atividade movimenta bilhões de reais anualmente e desempenha papel estratégico em segmentos como esporte, lazer, trabalho e reprodução. Nesse cenário, a prevenção de doenças que afetam a saúde dos animais é considerada fundamental para a sustentabilidade da equideocultura nacional.

Entre os principais desafios sanitários do setor estão as encefalites equinas, enfermidades virais que afetam o sistema nervoso central e podem causar sérios prejuízos aos criadores. As doenças exigem atenção permanente de proprietários, médicos-veterinários e profissionais ligados à cadeia produtiva dos equinos.

Encefalites equinas representam risco para a saúde animal

As principais enfermidades desse grupo incluem a Encefalite Equina do Leste (EEE), a Encefalite Equina do Oeste (WEE) e a Encefalite Equina Venezuelana (VEE). Todas são transmitidas principalmente pela picada de mosquitos dos gêneros Culex e Aedes, que atuam como vetores dos vírus causadores da doença.

Os animais infectados podem apresentar sintomas neurológicos graves, alterações comportamentais, perda de coordenação motora, dificuldade de locomoção e redução significativa do desempenho físico. Em casos mais severos, a doença pode evoluir para óbito.

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Por se tratar de enfermidades que afetam diretamente o sistema nervoso, especialistas alertam para a importância da adoção de medidas preventivas contínuas ao longo de todo o ano.

Cavalos de competição exigem atenção redobrada

Animais que participam regularmente de provas, exposições, leilões e competições equestres estão entre os mais expostos aos riscos sanitários.

O deslocamento frequente para diferentes regiões aumenta o contato com ambientes variados e pode elevar a exposição aos mosquitos transmissores, especialmente em locais com condições favoráveis à proliferação dos insetos.

Raças de grande relevância para a equideocultura brasileira, como o Quarto de Milha e o Mangalarga Marchador, somam mais de 700 mil animais registrados no país e movimentam mais de R$ 9 bilhões por ano em atividades relacionadas ao setor.

Diante desse cenário, a manutenção de protocolos sanitários rigorosos é considerada essencial para preservar a saúde e o desempenho dos animais.

Vacinação é a principal ferramenta de prevenção

Especialistas destacam que a vacinação continua sendo a medida mais eficiente para reduzir os riscos associados às encefalites equinas.

Além da imunização, outras práticas de manejo sanitário contribuem para o controle da doença, como a eliminação de criadouros de mosquitos, o controle de insetos nas propriedades, a drenagem de áreas com água parada e o acompanhamento rigoroso do calendário sanitário dos animais.

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Segundo Chester Batista, gerente técnico de Equinos da Zoetis Brasil, a prevenção deve ser tratada como prioridade dentro das propriedades.

“A vacinação associada a um manejo sanitário adequado contribui para proteger a saúde dos equinos, preservar seu desempenho e garantir o bem-estar dos animais ao longo de toda a vida produtiva”, ressalta.

Sanidade fortalece a competitividade da equideocultura

O avanço da equideocultura brasileira tem aumentado a necessidade de investimentos em sanidade animal, especialmente em um mercado cada vez mais profissionalizado e exigente.

A adoção de programas preventivos, aliada ao acompanhamento veterinário constante, reduz riscos sanitários, minimiza perdas econômicas e contribui para o desenvolvimento sustentável da atividade.

Além de proteger os animais contra enfermidades de alto impacto, a prevenção fortalece a segurança sanitária dos plantéis e ajuda a manter a competitividade do setor, que segue entre os mais relevantes da pecuária nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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