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Com poço do Aquífero Guarani, Sanepar amplia abastecimento em Cornélio Procópio

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A Sanepar está investindo R$ 8,9 milhões para ampliar o sistema de abastecimento de água em Cornélio Procópio, município do Norte do estado. Os recursos estão sendo usados para a perfuração de um poço de alta capacidade no Aquífero Guarani e para o remanejamento de uma adutora de água bruta (rede que liga o ponto de captação de água até a estação de tratamento) com extensão de 1.278 metros.

A maior parte do investimento (R$ 6,3 milhões) é destinada à perfuração do poço tubular. Com uma profundidade final estimada em 870 metros, o novo poço cruzará as camadas de solo e rochas basálticas da Formação Serra Geral até atingir os arenitos produtivos. A perfuração começou no dia13.

Todo o trabalho deve ser concluído em 180 dias. Este prazo compreende desde o início da montagem do canteiro de obras até a entrega do poço após todas as análises e testes necessários para que o poço finalmente entre em operação.

“Estamos com boas expectativas em relação a este poço, que tem como objetivo captar água diretamente do Aquífero Guarani, uma das reservas subterrâneas mais importantes do país. A estimativa técnica é de que a vazão de produção chegue a 300 mil litros de água por hora, o que representa a injeção de um volume expressivo no sistema”, afirma o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

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O gerente de Hidrogeologia da Sanepar, Marcos Justino Guarda, diz que o serviço é de altíssima complexidade, similar ao empregado na perfuração de poços para extração de petróleo. “São utilizadas sondas, bombas injetoras de fluido, com um laboratório in loco para controle das propriedades desse fluido e tanque de dejetos. A coluna de perfuração é composta por hastes, estabilizadores e cilindros que pesam dezenas de toneladas”, explica.

Segundo ele, a captação de água do Aquífero Guarani tem sido amplamente utilizada pela Sanepar. “Temos poços para abastecimento público nos municípios de Londrina, Ibiporã, Bandeirantes, Santa Mariana, Andirá, Santa Amélia, Cambará, Jacarezinho. Em 2024 perfuramos um poço no Aquífero Guarani de mais de 1 km de profundidade, em Dois Vizinhos”.

Gestor do contrato da obra, o geólogo da Sanepar Felipe Campos Ribeiro diz que a perfuração passa por várias etapas, com necessidades técnicas específicas de acordo com a profundidade e os tipos de solos e rochas. “Atualmente, a empresa está fazendo perfuração rotopneumática. Depois que o poço for aprofundado o suficiente, a perfuração será feita no sistema rotativo. Essa etapa deve iniciar já nos próximos dias”.

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INFRAESTRUTURA MODERNA – Paralelamente ao novo poço, a Sanepar investe R$ 2,5 milhões para o remanejamento da adutora que faz o transporte da água captada no Rio Congonhas até a estação de tratamento. Os serviços contemplam o direcionamento e a modernização de trechos da tubulação principal, com diâmetro de 400 milímetros.

Esse conjunto de investimentos representa um marco para a infraestrutura da Companhia no município, segundo o gerente operacional da Sanepar na região, Adelir Antonio Trentin Junior. “A intervenção vai suprir o aumento imediato da demanda e reduzir riscos de interrupções operacionais, conferindo maior estabilidade e flexibilidade para as manobras no sistema”, afirma.

Trentin explica que as obras cumprem todas as exigências da legislação ambiental e as diretrizes técnicas e de segurança vigentes. “A perfuração do poço no Aquífero Guarani é um marco para a suplementação da capacidade do sistema. Essas obras preparam a cidade para o crescimento econômico e urbano sustentável, blindando o abastecimento contra severas variações climáticas e períodos prolongados de estiagem”.

Fonte: Governo PR

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Adapar inicia projeto de biosseguridade na produção de tilápia com instituto norueguês

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A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) por meio da divisão de Sanidade dos Animais Aquáticos, em cooperação com o Instituto Veterinário Norueguês (Norwegian Veterinary Institute – NVI), iniciou nesta semana a aplicação de um questionário de biosseguridade em fazendas de tilápia. A iniciativa é pioneira no Estado e integra um projeto piloto voltado à caracterização das práticas adotadas na piscicultura paranaense. A ação tem previsão para ser finalizada entre o final de julho e começo de agosto.

A equipe técnica do projeto é composta por médicos veterinários da autarquia, que atuam na execução das atividades de campo, aplicação do questionário e organização das informações levantadas junto aos produtores. O questionário aplicado foi desenvolvido com base em diretrizes internacionais de produção e está alinhado ao Manual de Animais Aquáticos da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

O chefe da divisão de Sanidade dos Animais Aquáticos da Adapar, Cláudio Sobezak, afirma que a biosseguridade na piscicultura é um tema que já vem sendo debatido há algum tempo, além de ser uma necessidade das propriedades do Estado. 

“A Adapar está fazendo um levantamento para ter uma noção de como está se comportando a biosseguridade em diversos níveis de propriedade, principalmente da tilápia, que é o principal peixe de cultivo no estado. Pretendemos ao final, apresentar à iniciativa privada e também ao Ministério da Agricultura e pensar em normativas que possam melhorar e dar um segurança ao produtor”, explica o médico veterinário.

A ferramenta busca levantar informações sobre diferentes fatores de risco que podem influenciar a sanidade dos animais aquáticos, abrangendo tanto aspectos externos ao estabelecimento quanto práticas internas de manejo, produção e controle sanitário. O objetivo do trabalho é obter um diagnóstico mais detalhado da situação da piscicultura no Paraná no que se refere à biosseguridade. 

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Na fase inicial, está prevista a seleção de aproximadamente 50 propriedades distribuídas em diferentes regiões do Paraná. A aplicação do questionário teve início no município de Nova Aurora, localizado no Oeste do Estado e reconhecido como a capital nacional da tilápia, em razão de sua relevância para a cadeia produtiva da tilapicultura.

Ao final da etapa de coleta e análise dos dados, a expectativa é identificar pontos críticos, reconhecer boas práticas já adotadas pelos produtores e subsidiar futuras recomendações técnicas para o fortalecimento da sanidade aquícola no Estado.

IDEALIZAÇÃO A ideia do projeto surgiu após a participação de uma servidora da Adapar em um curso internacional realizado no Japão, por meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica). A capacitação, intitulada Sustainable Small-scale Fisheries for a Fisheries Centered Blue Economy, abordou estratégias para o desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura, com foco em sanidade, biosseguridade, sustentabilidade produtiva e fortalecimento institucional.

A médica veterinária da Adapar, Luiza Coutinho, foi quem participou do treinamento. Ela explica que partir dessa experiência foi estabelecida a cooperação técnica com o Instituto Veterinário Norueguês, referência internacional em saúde de animais aquáticos. 

“Após participar do curso sobre pesca em pequena escala, aquicultura e economia azul no Japão, o meu projeto final foi relacionado à biosseguridade na cadeia aquícola, voltado especificamente para o caso do estado do Paraná. Conseguimos contato com o instituto norueguês, que já aplicava o questionário de biosseguridade nas fazendas de salmão, além de ter sido utilizado na Colômbia. Foi daí que surgiu a proposta de aplicar nas produções de tilápia aqui do estado do Paraná”, elucida.

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SEGURANÇA NA PRODUÇÃO – A iniciativa representa um importante passo para o aprimoramento das políticas públicas voltadas à aquicultura no Paraná, especialmente em um setor estratégico para a economia estadual e nacional. Com a expansão da tilapicultura e o aumento da intensificação dos sistemas produtivos, a adoção de medidas de biosseguridade torna-se essencial para prevenir enfermidades, reduzir riscos sanitários, proteger a produtividade e garantir maior sustentabilidade à cadeia aquícola.

NÚMEROS – A piscicultura nacional alcançou 707 mil toneladas de tilápia produzidas em 2025. Desse total, o Paraná consolidou sua liderança nacional ao registrar 273 mil toneladas, o que equivale a 38,63% do volume do país. Os dados são do Anuário brasileiro da Piscicultura 2026, feito pela Associação Brasileira da Piscicultura.

Na prática, quase 4 em cada 10 tilápias produzidas em território nacional têm origem em águas paranaenses. Os municípios que mais contribuem com estes números são Toledo, Palotina, Nova Aurora, São José dos Pinhais e Marechal Cândido Rondon. 

O Paraná é seguido por São Paulo (88.500 t), Minas Gerais (73.500 t), Santa Catarina (52.700 t) e Mato Grosso do Sul (38.700 t), que completam a lista dos cinco estados com maior produção do pescado. Em relação ao número de exportações, O Paraná manteve a liderança em território nacional em 2025, sendo responsável por 50% do total exportado pelo Brasil, com US$ 28 milhões.

Fonte: Governo PR

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