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Invest Paraná leva produtos paranaenses ao mercado mexicano durante a Expo ANTAD

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A Invest Paraná, agência de promoção de investimentos do Governo do Estado, participou nesta semana da Expo ANTAD 2026, em Guadalajara, no México, para promover produtos paranaenses do setor de alimentos e bebidas a compradores, distribuidores e grandes redes varejistas daquele país. A missão, realizada em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), ocorreu entre terça (19) e quinta-feira (21) e representou nove marcas do Estado na principal feira de varejo e alimentação da América Latina.

A participação na feira buscou ampliar oportunidades de exportação e fortalecer a presença do Paraná no mercado mexicano, por meio da prospecção de novos canais de comercialização e da apresentação de produtos com foco em valor agregado, inovação e qualidade. 

Ao longo dos três dias de evento, a equipe da Invest Paraná realizou mais de 15 reuniões de negócios com empresas do setor, além de visitas estratégicas a grandes redes supermercadistas mexicanas e atendimentos no balcão institucional do estande do Paraná, instalado no Pavilhão Brasil da ApexBrasil. O espaço reuniu amostras e materiais das empresas representadas e serviu como vitrine para as ações de prospecção comercial da missão.

Segundo a gerente de Relações Internacionais e Institucionais da Invest Paraná, Bruna Radaelli, a seleção das empresas e produtos representados na missão considerou tendências observadas no mercado mexicano, como a demanda crescente por itens ligados ao bem-estar, conveniência, nutrição funcional e bebidas naturais.

“A construção do portfólio levado à feira foi estratégica e alinhada ao perfil do consumidor mexicano. Levamos produtos com potencial de aderência ao mercado local, considerando hábitos de consumo, tendências e oportunidades identificadas previamente. O objetivo é justamente conectar as empresas paranaenses a mercados em que seus diferenciais tenham espaço para crescer”, afirmou.

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MARCAS – Participaram da missão nove marcas paranaenses de diferentes segmentos da indústria de alimentos e bebidas: Campo Largo, com sucos e água de coco; Pinati, de snacks saudáveis; Qualinova, com suplementos funcionais; Grupo 2 Irmãos, com cafés especiais; Erva Mate Paraná e Zampier, com chás, infusões e produtos à base de mate; Cini, com bebidas e energéticos; Alimentos Talita, de farinhas especiais; e Golden Ovos, indústria de ovos caipiras. 

Entre os contatos realizados estiveram importantes grupos varejistas do México, como Soriana, Chedraui, Casa Ley, Alsuper, Liverpool e La Comer, além de distribuidores e empresas especializadas nos segmentos de alimentos, bebidas e varejo.

Durante a missão, a delegação também recebeu no estande a visita de Liborio Rauber, presidente da Câmara Brasil-México (BRAMEXCAM), parceira institucional da Invest Paraná. A agência mantém relacionamento com câmaras de comércio, consulados e entidades internacionais em diferentes países para estreitar laços institucionais, facilitar conexões estratégicas e apoiar empresas paranaenses na abertura e consolidação de mercados no exterior.

EXPO ANTAD – O México desponta como um mercado estratégico para empresas paranaenses. Atualmente ele é o sétimo principal parceiro comercial do Brasil, com comércio bilateral de US$ 13,9 bilhões. O país vem modernizando seus hábitos de consumo e representa uma oportunidade para produtos alimentícios com maior valor agregado. A Expo ANTAD (Asociación Nacional de Tiendas de Autoservicio y Departamentales), por sua vez, é considerada o maior evento do setor na América Latina. 

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Em sua edição de 2026, a feira reuniu mais de 52 mil visitantes profissionais de cerca de 70 países e mais de 1,8 mil empresas expositoras, consolidando-se como um espaço estratégico para geração de negócios e conexões comerciais internacionais.

Bruna explica que o trabalho da Invest Paraná continua após o encerramento da missão, com retorno individualizado às empresas sobre o desempenho dos produtos e oportunidades identificadas. “Depois de cada missão, fazemos um acompanhamento próximo com as empresas. Compartilhamos os contatos prospectados, percepções do mercado e pontos observados durante as reuniões. Em alguns casos, podem surgir oportunidades de ajustes em embalagem, rotulagem, tamanho ou posicionamento do produto, tanto para adequação às exigências locais quanto para aumentar a atratividade junto ao consumidor daquele país”, diz. 

MISSÕES INTERNACIONAIS – As missões comerciais internacionais promovidas pela Invest Paraná fazem parte da estratégia da agência para ampliar a inserção internacional das empresas paranaenses e diversificar destinos de exportação. As empresas selecionadas por edital são representadas gratuitamente pela equipe da agência, especializada em relações internacionais, que promove marcas e produtos em feiras de alimentos e bebidas ao redor do mundo com foco na geração de contatos estratégicos e oportunidades de negócios.

Neste este ano está programada participação da Invest Paraná nas feiras ExpoAlimentária, de 23 a 25 de setembro, no Peru; e SIAL Paris, entre 17 e 21 de outubro, na França. Empresas interessadas poderão se inscrever em editais de seleção que serão publicados em breve no site da Invest Paraná

Fonte: Governo PR

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Adapar inicia projeto de biosseguridade na produção de tilápia com instituto norueguês

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A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) por meio da divisão de Sanidade dos Animais Aquáticos, em cooperação com o Instituto Veterinário Norueguês (Norwegian Veterinary Institute – NVI), iniciou nesta semana a aplicação de um questionário de biosseguridade em fazendas de tilápia. A iniciativa é pioneira no Estado e integra um projeto piloto voltado à caracterização das práticas adotadas na piscicultura paranaense. A ação tem previsão para ser finalizada entre o final de julho e começo de agosto.

A equipe técnica do projeto é composta por médicos veterinários da autarquia, que atuam na execução das atividades de campo, aplicação do questionário e organização das informações levantadas junto aos produtores. O questionário aplicado foi desenvolvido com base em diretrizes internacionais de produção e está alinhado ao Manual de Animais Aquáticos da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

O chefe da divisão de Sanidade dos Animais Aquáticos da Adapar, Cláudio Sobezak, afirma que a biosseguridade na piscicultura é um tema que já vem sendo debatido há algum tempo, além de ser uma necessidade das propriedades do Estado. 

“A Adapar está fazendo um levantamento para ter uma noção de como está se comportando a biosseguridade em diversos níveis de propriedade, principalmente da tilápia, que é o principal peixe de cultivo no estado. Pretendemos ao final, apresentar à iniciativa privada e também ao Ministério da Agricultura e pensar em normativas que possam melhorar e dar um segurança ao produtor”, explica o médico veterinário.

A ferramenta busca levantar informações sobre diferentes fatores de risco que podem influenciar a sanidade dos animais aquáticos, abrangendo tanto aspectos externos ao estabelecimento quanto práticas internas de manejo, produção e controle sanitário. O objetivo do trabalho é obter um diagnóstico mais detalhado da situação da piscicultura no Paraná no que se refere à biosseguridade. 

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Na fase inicial, está prevista a seleção de aproximadamente 50 propriedades distribuídas em diferentes regiões do Paraná. A aplicação do questionário teve início no município de Nova Aurora, localizado no Oeste do Estado e reconhecido como a capital nacional da tilápia, em razão de sua relevância para a cadeia produtiva da tilapicultura.

Ao final da etapa de coleta e análise dos dados, a expectativa é identificar pontos críticos, reconhecer boas práticas já adotadas pelos produtores e subsidiar futuras recomendações técnicas para o fortalecimento da sanidade aquícola no Estado.

IDEALIZAÇÃO A ideia do projeto surgiu após a participação de uma servidora da Adapar em um curso internacional realizado no Japão, por meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica). A capacitação, intitulada Sustainable Small-scale Fisheries for a Fisheries Centered Blue Economy, abordou estratégias para o desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura, com foco em sanidade, biosseguridade, sustentabilidade produtiva e fortalecimento institucional.

A médica veterinária da Adapar, Luiza Coutinho, foi quem participou do treinamento. Ela explica que partir dessa experiência foi estabelecida a cooperação técnica com o Instituto Veterinário Norueguês, referência internacional em saúde de animais aquáticos. 

“Após participar do curso sobre pesca em pequena escala, aquicultura e economia azul no Japão, o meu projeto final foi relacionado à biosseguridade na cadeia aquícola, voltado especificamente para o caso do estado do Paraná. Conseguimos contato com o instituto norueguês, que já aplicava o questionário de biosseguridade nas fazendas de salmão, além de ter sido utilizado na Colômbia. Foi daí que surgiu a proposta de aplicar nas produções de tilápia aqui do estado do Paraná”, elucida.

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SEGURANÇA NA PRODUÇÃO – A iniciativa representa um importante passo para o aprimoramento das políticas públicas voltadas à aquicultura no Paraná, especialmente em um setor estratégico para a economia estadual e nacional. Com a expansão da tilapicultura e o aumento da intensificação dos sistemas produtivos, a adoção de medidas de biosseguridade torna-se essencial para prevenir enfermidades, reduzir riscos sanitários, proteger a produtividade e garantir maior sustentabilidade à cadeia aquícola.

NÚMEROS – A piscicultura nacional alcançou 707 mil toneladas de tilápia produzidas em 2025. Desse total, o Paraná consolidou sua liderança nacional ao registrar 273 mil toneladas, o que equivale a 38,63% do volume do país. Os dados são do Anuário brasileiro da Piscicultura 2026, feito pela Associação Brasileira da Piscicultura.

Na prática, quase 4 em cada 10 tilápias produzidas em território nacional têm origem em águas paranaenses. Os municípios que mais contribuem com estes números são Toledo, Palotina, Nova Aurora, São José dos Pinhais e Marechal Cândido Rondon. 

O Paraná é seguido por São Paulo (88.500 t), Minas Gerais (73.500 t), Santa Catarina (52.700 t) e Mato Grosso do Sul (38.700 t), que completam a lista dos cinco estados com maior produção do pescado. Em relação ao número de exportações, O Paraná manteve a liderança em território nacional em 2025, sendo responsável por 50% do total exportado pelo Brasil, com US$ 28 milhões.

Fonte: Governo PR

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