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Operação Caminhos Seguros mobiliza mais de 44 mil policiais em proteção a crianças e adolescentes

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Brasília, 21/5/2026 – A Operação Caminhos Seguros 2026 foi encerrada nesta quinta-feira (21), consolidando uma das maiores mobilizações integradas de proteção à infância e à adolescência já realizadas no País. Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a iniciativa reuniu forças de segurança das 27 unidades da Federação em ações de enfrentamento à exploração sexual, à violência e a outros crimes praticados contra crianças e adolescentes.

Os dados consolidados demonstram a dimensão da operação: 44.568 policiais mobilizados, atuação em 3.637 municípios brasileiros e emprego de 15.129 viaturas ao longo das ações. Durante a operação, foram realizadas diligências, fiscalizações, ações preventivas, cumprimento de mandados judiciais e atividades educativas em diferentes regiões do Brasil.

Como resultado das ações repressivas, foram efetuadas 1.674 prisões, sendo 844 em flagrante e 830 por mandado judicial, além do cumprimento de 427 mandados de busca e apreensão. As equipes também apreenderam 798 materiais relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Na frente de proteção e acolhimento, a operação contabilizou o atendimento a 6.865 vítimas e a solicitação de 1.815 medidas protetivas. As forças de segurança ainda receberam 4.650 denúncias e apuraram 4.293 ocorrências relacionadas aos crimes investigados.

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A Operação Caminhos Seguros 2026 também teve forte caráter preventivo e educativo. Ao todo, foram promovidas 9.361 ações educativas, com visitas a 14.637 escolas e alcance superior a 1,3 milhão de pessoas em atividades de conscientização, orientação e prevenção.

Operação Caminhos Seguros
Operação Caminhos Seguros em missão de prevenção.

Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes exige atuação permanente e integrada entre poder público, famílias e sociedade.

“A Operação Caminhos Seguros demonstra que proteger crianças e adolescentes é uma responsabilidade coletiva e contínua. Tivemos uma ampla mobilização nacional, com integração entre forças de segurança e ações preventivas, repressivas e de acolhimento às vítimas. Nosso compromisso é fortalecer cada vez mais essa rede de proteção em todo o País”, afirmou.

A Caminhos Seguros integra as ações do Maio Laranja e foi estruturada para fortalecer políticas integradas de proteção à infância e à adolescência, promovendo iniciativas repressivas, educativas e preventivas em todo o território nacional.

A operação contou com atuação da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), em parceria com as secretarias estaduais de segurança pública, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), forças policiais estaduais e demais órgãos que integram a rede de proteção à infância e à adolescência.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil

Nova tecnologia reduz ruído e emissões em embarcações de pesca brasileiras

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Uma nova tecnologia está sendo testada em embarcações de pesca para reduzir ruídos e emissões durante as operações. A iniciativa é desenvolvida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e busca contribuir para a transição energética da atividade pesqueira nas regiões Sul e Sudeste do país. Em Torres (RS), representantes das instituições acompanharam uma das etapas do projeto, que prevê a adoção de tecnologias de energia limpa em embarcações utilizadas na pesca de emalhe e de arrasto.

A iniciativa utiliza motores de guincho movidos a energia elétrica e busca avaliar, na prática, os benefícios da tecnologia para os pescadores, entre eles a redução de emissões e do nível de ruído durante as operações. O projeto também considera as características das embarcações e a realidade socioeconômica das comunidades pesqueiras, com o objetivo de desenvolver soluções que possam ser incorporadas ao cotidiano dos trabalhadores.

Durante a atividade na cidade gaúcha, foram apresentados os principais resultados alcançados e as perspectivas para as próximas etapas. Um dos avanços foi a instalação de um novo equipamento na embarcação do pescador Benjamin Alves, que participou dos testes da tecnologia.

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Para o professor Federico Sucunza, um dos coordenadores do projeto, a experiência demonstra a importância da integração entre o conhecimento científico e os saberes dos pescadores para o desenvolvimento de tecnologias que atendam às necessidades reais da pesca artesanal. “Foi um desafio muito grande conseguir trazer essa tecnologia e instalar nas embarcações de pesca artesanal. Os benefícios são muitos, como a redução do ruído e das emissões, além de todo o impacto positivo que isso pode ter para o pescador”, destacou.

Segundo Federico, a participação dos pescadores no desenvolvimento e na avaliação da tecnologia foi fundamental para aprimorar a solução. “É o conhecimento do pescador que vai garantir que essa tecnologia desenvolvida na universidade seja aplicada durante o trabalho”, afirmou. O professor também ressaltou a importância da parceria entre universidade, comunidades pesqueiras e poder público. “Essa colaboração entre universidade, pesca e comunidade, junto com o apoio do Ministério da Pesca, foi fundamental”, disse.

A instalação do novo motor representa ainda um avanço na busca por melhores condições de trabalho a bordo. Entre os benefícios observados está a redução do ruído durante a operação, um aspecto destacado pelo pescador Benjamin, primeiro profissional a receber o equipamento no âmbito do projeto. Além da redução de ruídos e emissões, a iniciativa busca avaliar a viabilidade da tecnologia e sua adaptação às diferentes condições da pesca. A experiência realizada em Torres poderá contribuir para o aprimoramento dos equipamentos e para futuras ações de transição energética no setor.

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A ação está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e aos compromissos assumidos pelo Brasil relacionados às mudanças climáticas. A parceria entre o MPA e a UFJF busca contribuir para o desenvolvimento de soluções tecnológicas que promovam uma atividade pesqueira mais sustentável, reduzindo emissões e impactos ambientais sem desconsiderar as condições de trabalho e a realidade das comunidades que dependem da pesca.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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