Brasil
Complexo Fotovoltaico GSII inicia fase de testes em Minas Gerais
A geração de energia renovável no país ganhou mais um impulso com o início dos testes operacionais do Complexo Fotovoltaico GSII, no dia 14 de novembro. Localizado em Várzea da Palma, Minas Gerais (MG), o empreendimento reúne 296 unidades geradoras e conta com três usinas, que juntas totalizam 80 megawatts (MW) de capacidade instalada, fortalecendo assim a expansão da geração solar na matriz elétrica brasileira. A previsão é que o complexo entre em operação comercial em maio de 2026.
Com investimento avaliado em R$ 388 milhões, o complexo contará com garantia física de 7,9 MW nas usinas GSII Solar 1 e 2 e de 9,7 MW na GSII Solar 3, além de gerar cerca de 3.600 empregos diretos e indiretos durante sua implantação. A energia produzida será destinada ao Ambiente de Contratação Livre (ACL). Já a conexão será integrada à Linha de Distribuição 138 kV Pirapora 1 – Várzea da Palma 1, com contratos de uso e de conexão ao sistema de distribuição formalizados junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
O licenciamento ambiental foi conduzido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (SEMAD), que também concedeu a Licença de Operação (LO) ao empreendimento.
Novo PAC
Coordenado pelo Governo do Brasil em parceria com estados, municípios, setor privado e movimentos sociais, o Novo PAC impulsiona investimentos voltados ao crescimento econômico e à redução das desigualdades sociais e regionais. No eixo da transição energética, o programa soma 584 usinas na carteira de geração, sendo 368 já concluídas.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Brasil
Nova tecnologia reduz ruído e emissões em embarcações de pesca brasileiras
Uma nova tecnologia está sendo testada em embarcações de pesca para reduzir ruídos e emissões durante as operações. A iniciativa é desenvolvida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e busca contribuir para a transição energética da atividade pesqueira nas regiões Sul e Sudeste do país. Em Torres (RS), representantes das instituições acompanharam uma das etapas do projeto, que prevê a adoção de tecnologias de energia limpa em embarcações utilizadas na pesca de emalhe e de arrasto.
A iniciativa utiliza motores de guincho movidos a energia elétrica e busca avaliar, na prática, os benefícios da tecnologia para os pescadores, entre eles a redução de emissões e do nível de ruído durante as operações. O projeto também considera as características das embarcações e a realidade socioeconômica das comunidades pesqueiras, com o objetivo de desenvolver soluções que possam ser incorporadas ao cotidiano dos trabalhadores.
Durante a atividade na cidade gaúcha, foram apresentados os principais resultados alcançados e as perspectivas para as próximas etapas. Um dos avanços foi a instalação de um novo equipamento na embarcação do pescador Benjamin Alves, que participou dos testes da tecnologia.
Para o professor Federico Sucunza, um dos coordenadores do projeto, a experiência demonstra a importância da integração entre o conhecimento científico e os saberes dos pescadores para o desenvolvimento de tecnologias que atendam às necessidades reais da pesca artesanal. “Foi um desafio muito grande conseguir trazer essa tecnologia e instalar nas embarcações de pesca artesanal. Os benefícios são muitos, como a redução do ruído e das emissões, além de todo o impacto positivo que isso pode ter para o pescador”, destacou.
Segundo Federico, a participação dos pescadores no desenvolvimento e na avaliação da tecnologia foi fundamental para aprimorar a solução. “É o conhecimento do pescador que vai garantir que essa tecnologia desenvolvida na universidade seja aplicada durante o trabalho”, afirmou. O professor também ressaltou a importância da parceria entre universidade, comunidades pesqueiras e poder público. “Essa colaboração entre universidade, pesca e comunidade, junto com o apoio do Ministério da Pesca, foi fundamental”, disse.
A instalação do novo motor representa ainda um avanço na busca por melhores condições de trabalho a bordo. Entre os benefícios observados está a redução do ruído durante a operação, um aspecto destacado pelo pescador Benjamin, primeiro profissional a receber o equipamento no âmbito do projeto. Além da redução de ruídos e emissões, a iniciativa busca avaliar a viabilidade da tecnologia e sua adaptação às diferentes condições da pesca. A experiência realizada em Torres poderá contribuir para o aprimoramento dos equipamentos e para futuras ações de transição energética no setor.
A ação está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e aos compromissos assumidos pelo Brasil relacionados às mudanças climáticas. A parceria entre o MPA e a UFJF busca contribuir para o desenvolvimento de soluções tecnológicas que promovam uma atividade pesqueira mais sustentável, reduzindo emissões e impactos ambientais sem desconsiderar as condições de trabalho e a realidade das comunidades que dependem da pesca.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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