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Visitação recorde em Unidades de Conservação injeta R$ 20 bi no PIB e gera mais de 332 mil empregos

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O turismo em Unidades de Conservação (UCs) federais atingiu, em 2025, um novo patamar de impacto econômico no Brasil. É o que aponta o estudo “Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação para a Economia Brasileira”, elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que destaca o papel estratégico dessas áreas protegidas para o desenvolvimento econômico do país e confirma a visitação em UCs como política pública de Estado (Lei nº 15.180, de 25 de julho de 2025 e Portaria nº 3.689, de 11 de setembro de 2025).  

O levantamento mostra que as UCs geraram R$ 40,7 bilhões em vendas, R$ 20,3 bilhões de contribuição ao Produto Interno Bruto (PIB) e R$ 9,8 bilhões em renda para as famílias. Indica ainda que 175 Unidades de Conservação federais somaram 28,5 milhões de visitas — recorde histórico desde que os dados começaram a ser monitorados, no ano 2000.   
 

Os Parques Nacionais concentram a maior parte do fluxo de visitantes e lideram o turismo nas UCs. Em 2025, essas unidades somaram 13,6 milhões de visitas — o maior número já registrado, acima dos 12,5 milhões registrados no ano anterior. O resultado reflete melhorias no monitoramento da visitação, investimentos em infraestrutura e serviços, a inclusão de novas áreas ao sistema e a valorização dos ambientes naturais no período pós-pandemia.  

O ranking mantém no topo o Parque Nacional da Tijuca (RJ), com mais de 4,9 milhões de visitas, seguido pelo Parque Nacional do Iguaçu (PR), com 2,2 milhões, e pelo Parque Nacional de Jericoacoara (CE), com 1,3 milhão de visitantes.   
  

O crescimento da visitação tem efeitos diretos na economia, com geração de emprego e renda nas regiões do entorno, fortalecimento do turismo sustentável e aumento da arrecadação local.   

“Os resultados são a prova de que a conservação da natureza traz resultados importantíssimos que vão muito além dos benefícios ambientais. Gera renda, empregos e prosperidade para a sociedade. Esse estudo comprova que aICMBioades de Conservação não são fundamentais apenas para a regulação dos ciclos hidrológicos e do clima, proteção da biodiversidade e controle do desmatamento, mas contribuem expressivamente para o desenvolvimento da nossa economia em bases sustentáveis. O cuidado com essas áreas protegidas, portanto, é essencial. O Governo do Brasil tem se dedicado a isso por meio de políticas públicas e investimentos em infraestrutura, serviços e pessoal, além de incentivos à visitação, a exemplo do programa Natureza com as Pessoas, lançado pelo ICMBio no ano passado”, afirmou o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. “Além disso, desde 2023, o presidente Lula criou e ampliou 20 Unidades de Conservação, que totalizam mais de 1,7 milhão de hectares – cerca de três vezes a área do Distrito Federal. Também ampliamos significativamente o orçamento e o quadro de servidores do ICMBio”.

O estudo também evidencia a eficiência do investimento público no setor. Para cada real investido no Instituto Chico Mendes, são gerados R$ 16 em valor agregado ao PIB e R$ 2,30 em arrecadação tributária. Além disso, o turismo nas UCs federais sustenta mais de 332,5 mil postos de trabalho em todo o país. 
  

Outro destaque é o impacto fiscal: a atividade gerou quase 3 bilhões de reais em arrecadação tributária, valor que supera em mais do que o dobro o orçamento total do órgão gestor, considerando apenas os impostos sobre consumo e remuneração.  

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“Os resultados mostram que as unidades de conservação, como parques nacionais, por exemplo, são estratégicas para o desenvolvimento do Brasil. Tivemos recorde de visitação e dados robustos de geração de emprego, renda e arrecadação, o que só reforça que investir em conservação da natureza e na vivência das pessoas nas áreas naturais gera benefícios econômicos, saúde e qualidade de vida”, explica o presidente do ICMBio, Mauro Pires.   

“Cada real aplicado retorna de forma concreta para o desenvolvimento de nosso país, fortalecendo o turismo sustentável, valorizando os territórios e ampliando a conexão das pessoas com a natureza”, esclarece. 

O estudo “Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação para a Economia Brasileira” utiliza o Tourism Economic Model for Protected Areas (TEMPA), uma adaptação do modelo americano MGM2 para a realidade de países em desenvolvimento. O modelo é reconhecido internacionalmente pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pelo Banco Mundial como referência científica. 

Entre as categorias de manejo, os parques nacionais são os principais motores econômicos, gerando R$ 21,6 bilhões em vendas e 219,6 mil empregos. Já as reservas extrativistas se destacam pelo turismo de base comunitária, apresentando a maior arrecadação tributária por visita, de R$ 116,60, causando impacto direto nas arrecadações municipais.     

Parques Nacionais mais visitados do Brasil combinam natureza, turismo e experiências diversificadas 

O Parque Nacional da Tijuca, o mais visitado, abriga um dos principais cartões-postais do país, o Cristo Redentor. Seja para o turista nacional ou internacional, o parque se destaca por oferecer a experiência de selva incrustada em uma grande metrópole, uma característica raramente encontrada em outros parques no mundo. Além disso, é forte a presença do público local, que busca suas cachoeiras, trilhas e cartões postais como a Pedra da Gávea (maior monólito à beira-mar do mundo), Pedra Bonita, Vista Chinesa e o Pico da Tijuca. A unidade funciona como ponto de partida para trilhas de longo curso, como a Transcarioca, a primeira do Brasil e inspiração para a criação da Rede Brasileira de Trilhas, além da recém-inaugurada Volta ao Rio, com 3,5 mil km de extensão. 

Já o Parque Nacional do Iguaçu é mundialmente conhecido por abrigar as Cataratas do Iguaçu, reconhecidas como uma das Sete Maravilhas Naturais do planeta. O destino mantém uma oferta turística em constante evolução, com atividades como cicloturismo, astroturismo e passeios de barco. Experiências diferenciadas, como a contemplação do pôr do sol e da lua cheia nas Cataratas, têm ampliado o interesse dos visitantes. Entre as novidades está o Circuito da Usina São João, que combina imersão na Mata Atlântica, banho de cachoeira no Rio Iguaçu e visita à histórica usina de 1939, além de espaço para contemplação e serviços. 

No Nordeste, o Parque Nacional de Jericoacoara consolida-se como um dos destinos mais procurados do país, impulsionado por atrativos naturais como a Pedra Furada, a Árvore da Preguiça, o Serrote e os manguezais do Rio Guriú, onde é possível observar o cavalo-marinho (Hippocampus reidi). A região também é referência para esportes náuticos, como o kitesurf, e teve sua acessibilidade ampliada com a implantação do aeroporto regional. 

“As unidades de conservação mais visitadas do país não são destinos isolados, mas verdadeiros polos de irradiação do turismo em suas regiões. Os parques nacionais exercem um papel estratégico ao impulsionar o desenvolvimento regional, ao mesmo tempo em que promovem a conservação da natureza, ampliam o acesso a diferentes públicos e valorizam as economias locais”, afirma a coordenadora-geral de Uso Público e Serviços Ambientais do ICMBio, Carla Guaitanele.  

Visitação em Unidades de Conservação 

O monitoramento do ICMBio também contempla outras categorias de Unidades de Conservação abertas à visitação, como Áreas de Proteção Ambiental (APAs), Reservas Extrativistas (Resex), Reservas Biológicas (Rebio), Florestas Nacionais (Flona) e Monumentos Naturais (Mona).   

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Nesse conjunto, a liderança do ranking permaneceu com a APA da Baleia Franca (SC), com 9.054 milhões de visitas. A edição mais recente passou a incluir, pela primeira vez, após adesão à metodologia do Instituto, o Monumento Natural do Rio São Francisco (BA e SE), com 1.170 milhão de visitas, enquanto a lista se encerra com a Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo (RJ), com 605.151 mil visitas.   

Além da recreação e do turismo, diversas outras motivações levam a população a visitar as unidades de conservação. Entre elas, destacam-se as atividades de educação e interpretação ambiental, a realização de pesquisas científicas, a vivência em comunidades locais e/ou tradicionais, e a busca por mais qualidade de vida, saúde e bem-estar, por meio de atividades como caminhadas, trilhas de bicicleta, escaladas, observação de aves e de vida silvestre, entre outras.  

O crescimento da visitação também traz desafios para a gestão dessas áreas, como a necessidade de equilibrar o uso público com a conservação, ampliar investimentos em infraestrutura e ordenamento, fortalecer ações de educação ambiental e aprimorar o monitoramento de impactos ambientais.  

Para garantir uma experiência segura e responsável, o ICMBio orienta que os visitantes planejem suas viagens e sigam as normas de cada unidade. Maiores detalhes sobre as estatísticas de visitação podem ser acessados no painel de gestão da Coordenação de Estruturação e Qualificação da Visitação.  

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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MMA participa de diálogo sobre Consulta Livre, Prévia e Informada em iniciativas de REDD+ no Pará

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) participou, entre os dias 15 e 16 de junho, do Diálogo sobre Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) em Iniciativas de REDD+, realizado em Belém (PA). Promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), com apoio do MMA, o encontro reuniu representantes do governo federal, governos estaduais, atores jurídicos, organismos internacionais, povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais, agricultores familiares e organizações da sociedade civil.

A atividade teve como objetivo fortalecer o debate sobre a aplicação da CLPI no contexto de iniciativas de REDD+, promovendo a troca de experiências e a construção de entendimentos sobre a participação dos povos e comunidades em programas e projetos voltados à redução das emissões provenientes do desmatamento e da degradação florestal.

Ao longo dos dois dias, representantes de Povos Indígenas, Quilombolas, Povos e Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares participaram de painéis sobre a Convenção nº 169 da OIT, as diferentes escalas de implementação de REDD+, processos de consulta em projetos privados e programas jurisdicionais, desafios jurídicos e estudos de caso relacionados ao tema.

“Dialogar sobre CLPI e trazer mais clareza para esses processos gera mais segurança jurídica para o mercado, mas principalmente para as comunidades. Quanto mais discutimos a realização da consulta em projetos privados e programas jurisdicionais de REDD+, mais avançamos na compreensão de como esses processos devem ocorrer ao longo dos próximos anos”, afirmou a coordenadora-geral de REDD+ do MMA, Mariane Nardi.

Em 2025, a Comissão Nacional para REDD+ (CONAREDD+) aprovou uma resolução que estabelece diretrizes para a implementação de programas e projetos de REDD+ em terras públicas e territórios coletivos, determinando ainda que devem ser realizados processos de CLPI nos termos da Convenção nº 169 da OIT.

“O trabalho do MMA, por meio da CONAREDD+, é estabelecer regramentos que possibilitem a implementação dessas consultas e avaliar continuamente a necessidade de novos documentos, diretrizes ou recomendações que fortaleçam sua implementação”, completou a coordenadora-geral.

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O debate ocorreu em um contexto de avanço das iniciativas jurisdicionais de REDD+ no Brasil e de crescente interesse pelos mecanismos de financiamento climático voltados à conservação florestal, o que reforça a importância do fortalecimento de salvaguardas e mecanismos de participação social.

O diálogo também contribuiu para o fortalecimento da implementação da Estratégia Nacional para REDD+ (ENREDD+), promovendo maior segurança jurídica, transparência e participação social nos processos relacionados à conservação das florestas e ao financiamento climático no país.

Direito à participação

A Consulta Livre, Prévia e Informada é um direito assegurado pela Convenção nº 169 da OIT aos povos tradicionais. O mecanismo garante que esses grupos sejam consultados previamente à implementação de projetos ou à adoção de medidas que possam afetar seus territórios, direitos e modos de vida, podendo envolver diferentes etapas de diálogo e acompanhamento.

Sua realização é obrigatória nos casos previstos pela Convenção, e a possibilidade de influenciar na decisão representa uma expressão do direito à autodeterminação desses povos e comunidades.

Para o especialista em Povos Indígenas da OIT, Hernán Coronado Chuecas, o Brasil possui uma oportunidade importante de fortalecer a institucionalização desses processos. “O direito à CLPI deve ser visto como uma política pública. Por ser um processo permanente, é importante que o Brasil reitere o princípio da legalidade, avance na consolidação dessa política e estabeleça um desenho institucional que permita a implementação adequada desse mecanismo”, avaliou.

A experiência do Pará

Os sistemas jurisdicionais de REDD+ possibilitam a geração de créditos de carbono a partir da redução das taxas de desmatamento, que podem ser negociados [AA9] tanto em mercados regulados quanto voluntários.

No Pará, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), desenvolve ações para a implantação de seu sistema jurisdicional de REDD+. Em 2025, o estado iniciou um processo de consulta junto aos povos tradicionais, buscando assegurar sua participação na construção da política estadual e no desenho dos mecanismos de repartição de benefícios.

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“A expectativa do estado sempre foi construir essa política pública com muito cuidado. Passamos por diversas capacitações técnicas e agora estamos na etapa final desse processo. Nosso objetivo é concluir as CLPIs da melhor forma possível, atendendo às expectativas e aos anseios das populações envolvidas”, afirmou a secretária-adjunta de Gestão de Águas e Clima da Semas (PA), Renata Nobre.

Durante o do evento, representantes de povos tradicionais compartilharam suas experiências e perspectivas sobre os processos de consulta relacionados às iniciativas de REDD+. As discussões destacaram a importância da participação direta desses grupos na construção das políticas e na definição dos mecanismos de repartição de benefícios.

“A nossa luta, enquanto representação da agricultura familiar, sempre foi discutir uma política pública construída com diálogo entre os diferentes segmentos. E esse momento chegou”, destacou a diretora-administradora de Finanças da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Pará (Fetagri-PA), Ângela de Jesus.

“A Resolução nº 19 da CONAREDD+ estabeleceu a realização da CLPI para a agricultura familiar, assim como para quilombolas, extrativistas e povos indígenas. Para nós, isso foi fundamental nesse processo. Nós podemos decidir”, concluiu.

A realização da CLPI é considerada um dos principais instrumentos para assegurar que iniciativas de REDD+ sejam implementadas de forma transparente, participativa e alinhada aos direitos dos povos tradicionais, fortalecendo a legitimidade e a efetividade das ações de conservação florestal.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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