Brasil
Fundo Amazônia: BNDES e MMA anunciam R$ 55 mi a projeto da OTCA para prevenção e controle do desmatamento
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram, na última quinta-feira (13/11), em evento durante a COP30, em Belém (PA), a aprovação da elegibilidade do apoio financeiro de R$ 55 milhões do Fundo Amazônia ao Projeto Regional OTCA – Florestas e Mudanças Climáticas. O evento contou com a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; da diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello; e da diretora executiva da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), entidade proponente do projeto, Vanessa Grazziotin.
A operação visa aprimorar os sistemas nacionais de monitoramento da cobertura florestal na Amazônia e fortalecer capacidades técnicas e institucionais para prevenção e controle do desmatamento e da degradação florestal. A iniciativa contará com a parceria do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), instituição brasileira que atuará na transferência de tecnologia para os demais países membros da OTCA (Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela).
O projeto contempla a produção de mapas regionais do desmatamento, das mudanças de uso e cobertura do solo, e da degradação florestal, integrando dados de toda a Bacia Amazônica, o que se torna possível pela unificação metodológica promovida pela iniciativa. Estão previstas ainda diversas ações voltadas ao fortalecimento da cooperação regional no monitoramento e controle do desmatamento e da degradação florestal, consolidando a integração técnica e institucional entre os países envolvidos. Trata-se do segundo projeto da OTCA apoiado pelo Fundo Amazônia. A nova fase avança no aperfeiçoamento dos sistemas nacionais de monitoramento e controle dos países membros da OTCA, na transferência de novas tecnologias de monitoramento e controle do desmatamento desenvolvidas pelo INPE, bem como no tratamento de temas como degradação florestal e queimadas. Prevê-se ainda o fortalecimento da governança regional para enfrentar o desmatamento e suas consequências climáticas e socioeconômicas.
A ministra Marina Silva reiterou o compromisso do país em assegurar que os investimentos em infraestrutura sejam de base sustentável. “Não há como pensar determinados empreendimentos sem uma visão estratégica sobre o que eles representam para os recursos hídricos, a proteção da biodiversidade e das florestas, da segurança e o respeito às nossas comunidades”, enfatizou.
“Que possamos trabalhar de forma integrada, coordenada, respeitando nossas singularidades e especificidades. Multilateralismo é sinônimo de cooperação, de solidariedade e, sobretudo, de respeito à autodeterminação de cada povo”, concluiu.
Esse projeto reafirma uma visão estratégica que temos defendido: a proteção da Amazônia é uma responsabilidade compartilhada entre os países que compõem a região. Estamos fortalecendo a capacidade de monitoramento, de resposta e de planejamento ambiental com base em ciência, tecnologia e integração institucional. A transferência de conhecimento do Inpe para os demais países da OTCA cria uma linguagem comum para enfrentar o desmatamento. Quando os países amazônicos atuam juntos, ampliamos nossa força política e técnica para garantir um desenvolvimento que preserve a floresta e os povos que nela habitam”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Segundo a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, a colaboração com os países da Amazônia é decisiva para aprimorar o monitoramento do desmatamento e das mudanças no uso do solo no bioma. “O trabalho conjunto com o INPE permitiu avançar na construção de metodologias articuladas, respeitando as particularidades de cada país e garantindo interoperabilidade entre os sistemas. Segundo ela, somente com essa atuação organizada, envolvendo o Estado brasileiro e os demais parceiros amazônicos, será possível enfrentar de forma eficaz o crime ambiental.
A diretora lembrou ainda que esse esforço não é uma promessa futura, mas uma ação já em implementação. “O projeto apoiado pelo Fundo Amazônia, em parceria com o governo brasileiro e a OTCA, vem desde 2013 estruturando esse processo de monitoramento e R$ 23,7 milhões já foram executados, o que demonstra que estamos falando de resultados concretos”, afirmou.
“Esse é o segundo projeto da OTCA com o Fundo Amazônia, continuidade de uma parceria de sucesso que durou de 2014 a 2017. Com a retomada do Fundo Amazônia no governo Lula, foi possível dar continuidade ao que foi iniciado na primeira fase do projeto, que visa o fortalecimento das capacidades nacionais dos oito países para monitoramento do desmatamento e degradação florestal, buscando harmonização entre os dados para que se tenha uma visão regional do uso e cobertura do solo na região amazônica”, afirma Vanessa Grazziotin, diretora executiva OTCA.
Fundo Amazônia
Criado em 2008, o Fundo Amazônia é o principal instrumento mundial de financiamento para ações de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+). O Fundo atua como referência em cooperação internacional para o clima, combinando proteção ambiental, desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida na região amazônica. A partir da retomada das doações, em 2023 – após quatro anos paralisado – o Fundo chegou a R$ 1,6 bilhão adicionais contratados e o número de doadores passou de três para dez. Nos seus 17 anos, o Fundo beneficiou cerca de 260 mil pessoas, por meio de mais de 600 organizações comunitárias, apoiando mais de 140 projetos.
Coordenado pelo MMA e operacionalizado pelo BNDES, o Fundo Amazônia representa uma estratégia essencial para o alcance das metas climáticas brasileiras, contribuindo para os compromissos assumidos no Acordo de Paris e para os objetivos do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm).
As informações completas sobre o Fundo Amazônia e sobre todos os projetos apoiados estão disponíveis em: https://www.fundoamazonia.gov.br/pt/home.
Reativação da Comissão Especial de Meio Ambiente e Clima da OTCA
Ainda no dia 13, os oito ministros dos países-membros da OTCA anunciaram a reativação da Comissão Especial de Meio Ambiente e Clima, importante mecanismo de governança regional determinado pela Declaração de Belém, de 2023, e reforçado pela Declaração de Bogotá, deste ano. O MMA já indicou seus pontos focais para integrar a comissão.
“Essa reunião é para que possamos trabalhar de forma integrada, coordenada, respeitando nossas singularidades, nossas especificidades. Multilateralismo é sinônimo de cooperação, de solidariedade e, sobretudo, de respeito à autodeterminação de cada povo”, declarou a ministra.
(Com informações da Agência BNDES de Notícias)
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Brasil
População de Goianápolis (GO) é atendida por carreta de saúde da mulher do Ministério da Saúde; veja como funciona
Pacientes do SUS que aguardam serviços especializados em saúde da mulher em Goianápolis (GO) e região estão sendo atendidas por uma carreta do Ministério da Saúde. Estruturada com equipamentos e equipe multiprofissional, a unidade oferta serviços para diagnóstico precoce de câncer de mama e do colo do útero.
Os serviços fazem parte do programa Agora Tem Especialistas, criado pela Lei nº 15.233/2025, e oferecem consultas, procedimentos, exames e demais ações em atenção especializada à saúde.
Na unidade móvel, são ofertadas mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, biópsias e consultas com especialistas, que interpretam os exames e direcionam a paciente para as próximas fases de cuidado. Em funcionamento de segunda a sexta-feira, pode realizar até 50 atendimentos por dia.
Além do município, pacientes de outras nove cidades também poderão ser encaminhados para atendimento pelas secretarias municipais de saúde: Abadiânia, Alexânia, Anápolis, Campo Limpo, Gameleira, Corumbá de Goiás, Cocalzinho, Pirenópolis, Teresópolis de Goiás.
O diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Nilton Pereira Júnior, e o superintendente do Ministério da Saúde em Goiás, Lucas Vasconcellos, visitaram as instalações da carreta de saúde da mulher, que está no município.
“É um esforço do Ministério da Saúde para levar serviços especializados para mais perto das pessoas, reduzir o deslocamento das pacientes, que antes precisavam realizar esses exames em outras cidades, e diminuir o tempo de espera e as filas por consultas, exames e cirurgias em todo o estado de Goiás”, pontuou.
Mais acesso à saúde
Dezoito municípios já foram atendidos no estado pelas carretas do Ministério da Saúde, ofertando serviços especializados em saúde da mulher, exames de imagem e oftalmologia. Ao todo, 6 mil pessoas foram atendidas e 14 mil procedimentos foram realizados.
Para ser atendido
As carretas atendem exclusivamente pacientes que foram pré-agendados e encaminhados para a unidade pela secretaria municipal de saúde. Pessoas que já aguardam os exames pelo SUS podem solicitar encaminhamento indo até uma Unidade Básica de Saúde da cidade.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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