Brasil
Luiz Marinho destaca papel do trabalho nas migrações e alerta para riscos da pejotização
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou, nesta quinta-feira (30), do lançamento da 12ª edição do Relatório Anual do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra). A publicação reúne dados de 2025 e apresenta análises sobre a implementação da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA), além de informações sobre fluxos migratórios recentes, renda e mercado de trabalho.
Durante o evento, realizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o ministro destacou que os movimentos migratórios estão fortemente associados à busca por oportunidades de trabalho. Luiz Marinho também criticou a precarização das relações laborais, especialmente a pejotização, que, segundo ele, além de reduzir direitos, compromete o financiamento da Previdência Social, do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Segundo o ministro, a maioria das pessoas que migram o faz em busca de trabalho e de melhores condições de vida. Ele ressaltou ainda que o emprego é um fator central para a inserção social dos migrantes no país de destino.
Luiz Marinho destacou que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) disponibiliza informações e serviços voltados a esse público por meio do programa Proteja o Trabalho. “O MTE oferece aos trabalhadores migrantes informações para que possam conhecer seus direitos, além de orientações, um canal de denúncias e qualificação profissional, ampliando as oportunidades de emprego”.
O ministro também afirmou que a reforma trabalhista ampliou fragilidades no mercado de trabalho, ao incentivar práticas como a pejotização.
“Estamos diante de uma fraude trabalhista: contratar um trabalhador, como um gari, na condição de pessoa jurídica. Em muitos casos, a empresa terceiriza o serviço e a contratada passa a empregar por meio de MEI”, exemplificou.
Segundo Luiz Marinho, além de precarizar as relações de trabalho, esse modelo compromete o financiamento da Previdência e enfraquece a rede de proteção social, aumentando a vulnerabilidade dos trabalhadores. “E o que acontece quando esse trabalhador fica desempregado?”, questionou.
A secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, afirmou que migrar é um direito humano, uma política social e um ganho coletivo. Segundo ela, ao transformar evidências em subsídios para a formulação de políticas públicas estratégicas, o OBMigra fortalece a atuação do país no cenário internacional.
“Com base em dados qualificados, o Brasil chega aos fóruns internacionais com uma governança sólida e se consolida como referência em transparência ativa. Essa atuação se sustenta na capacidade técnica de compreender e integrar os fluxos migratórios, com foco na proteção de direitos e na promoção do desenvolvimento”, destacou.
Proteja o Trabalho
O Proteja o Trabalho é uma Campanha permanente promovida Ministério do Trabalho e Emprego(MTE), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
O objetivo é informar e conscientizar os trabalhadores migrantes e refugiados, empregadores e demais membros da sociedade civil a respeito dos direitos trabalhistas previstos na legislação brasileira.
Aqui o trabalhador e a trabalhadora encontram cartilhas e vídeos sobre carteira de trabalho, trabalho infantil, trabalho análogo à escravidão, aprendizagem profissional, trabalho temporário, entre outros. As cartilhas estão traduzidas para o inglês, espanhol, francês e árabe.
Saiba mais sobre o Proteja o Trabalho aqui.
Brasil
MME apresenta versão preliminar do Plano de Ação Nacional para o garimpo de ouro e amplia diálogo para construção participativa
O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, na quarta-feira (28/5), da 1ª Reunião Extraordinária do Grupo de Trabalho (GT) da Convenção de Minamata, criado no âmbito da Comissão Nacional de Segurança Química (CONASQ). Durante o encontro, o Ministério apresentou a versão preliminar do Plano de Ação Nacional para a Mineração Artesanal e em Pequena Escala (PAN MAPE) de ouro, documento que estabelece estratégias, ações e metas para o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil.
A iniciativa integra a estratégia do MME de ampliar a participação de representantes do Governo, da sociedade civil e de outras instituições envolvidas no tema na construção do plano. O GT constitui um importante espaço de articulação entre os diversos atores que acompanham a implementação da Convenção de Minamata sobre Mercúrio no Brasil. Entre suas atribuições está o acompanhamento das ações relacionadas à mineração artesanal e em pequena escala de ouro, atividade que tem no garimpo de ouro sua principal expressão no contexto brasileiro.
Representando o MME, a diretora do Departamento de Desenvolvimento Sustentável na Mineração, Julevânia Olegário, apresentou a versão preliminar do PAN MAPE, que visa estabelecer ações e diretrizes para eliminar, no menor tempo possível, o uso de mercúrio na mineração artesanal e em pequena escala de ouro no Brasil, promovendo práticas mais seguras e sustentáveis para a atividade.
Segundo ela, o plano busca conciliar a importância socioeconômica do garimpo legal com a adoção de medidas que reduzam impactos ambientais e riscos à saúde das populações envolvidas.
“O papel do MME é promover políticas públicas que ofereçam alternativas viáveis para que essa atividade seja realizada de forma responsável, ambientalmente sustentável e socialmente justa. O PAN MAPE representa um importante avanço nesse processo e reforça o compromisso do Brasil com a eliminação do uso do mercúrio no garimpo de ouro”, destacou a diretora.
A próxima etapa prevê a disponibilização do documento para consulta pública, ampliando a participação da sociedade civil, do setor produtivo, da academia e dos demais interessados na construção das ações que irão compor a versão final do plano.
A iniciativa reforça o compromisso do MME com o desenvolvimento sustentável da atividade mineral, alinhando a produção de ouro às melhores práticas ambientais e às diretrizes internacionais de proteção à saúde e ao meio ambiente.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]
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