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Frigorífico Callegaro entra no Programa Carne Angus e amplia oferta de cortes certificados no Brasil

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Frigorífico Callegaro adere ao Programa Carne Angus Certificada e amplia presença no mercado de carnes premium

O Frigorífico Callegaro, com sede em Santo Ângelo (RS) e 41 anos de atuação no mercado gaúcho, passou a integrar o Programa Carne Angus Certificada. A iniciativa marca um novo ciclo de expansão da empresa, que comercializa seus cortes em nove estados brasileiros e agora passa a oferecer produtos com certificação oficial de qualidade Angus.

A parceria com a Associação Brasileira de Angus permitirá a certificação de carcaças e o lançamento da nova linha Campo Nobre Angus, que chega ao mercado com o selo do Programa Carne Angus Certificada, referência nacional em cortes premium.

Atualmente, o programa reúne 31 parceiros e 61 plantas frigoríficas distribuídas em 13 estados.

“O Carne Angus teve um crescimento incrível em 2025 e segue expandindo seus horizontes com elevação das exportações e conquistas no mercado interno. A adesão do Callegaro é prova da força que o selo carrega”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli.

Produção inicia em Santo Ângelo e chega ao varejo ainda em abril

A produção da nova linha teve início na última segunda-feira (20/4), na unidade industrial de 5.500 m² localizada em Santo Ângelo (RS). Os primeiros cortes devem chegar ao varejo gaúcho ainda em abril.

A estratégia de expansão prevê que, até junho, os produtos certificados estejam presentes em boutiques de carne e redes varejistas de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.

“O Callegaro conquistou uma fatia importante do mercado, e incluir sua produção entre os frigoríficos parceiros do Carne Angus fortalece sua ação e amplia a rede de distribuição de cortes certificados em praças de relevante consumo”, destacou o diretor do Programa Carne Angus Certificada, Wilson Brochmann.

Segundo o gerente do programa, Maychel Borges, o rigor técnico é um dos diferenciais da certificação:

“Nossos técnicos auditam o abate dentro das plantas frigoríficas e asseguram um mesmo padrão de Sul a Norte do Brasil. Esse é o diferencial da carne que leva o selo verde e amarelo da Angus”, explicou.

Estratégia do Callegaro mira consumidor exigente e valorização da marca Angus

De acordo com a diretora de marketing do Callegaro, Ana Rita Callegaro, a criação da linha Campo Nobre Angus responde diretamente à demanda do consumidor por carnes de origem certificada.

“Identificamos uma demanda cada vez mais clara por carnes de origem Angus, com um público que valoriza a raça como critério de escolha. Hoje, muitos consumidores já direcionam sua decisão de compra com base nessa preferência”, afirmou.

As carcaças Angus serão processadas e porcionadas na própria unidade de Santo Ângelo, com certificação aplicada tanto em cortes do dia a dia quanto em peças especiais.

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Qualidade, genética e tradição impulsionam nova fase do frigorífico

O diretor comercial do grupo, Lissandro Callegaro, destacou que a certificação reforça um projeto de longa data da empresa.

“Unimos uma genética mundialmente reconhecida com nossa tradição em fazer carne há mais de 40 anos”, disse.

O frigorífico realiza abate médio de 8.500 cabeças por mês, com fornecimento de animais provenientes de uma base selecionada de produtores. Além disso, parte da produção é integrada ao sistema próprio do grupo, na Fazenda Campo Nobre, em Garruchos (RS), com terminação em semiconfinamento e fábrica de ração.

Esse modelo permite maior controle sobre nutrição, acabamento e qualidade final dos lotes.

Expansão industrial e novos investimentos

O lançamento da linha Campo Nobre Angus ocorre em meio a um ciclo de expansão estrutural do grupo.

Entre os investimentos, estão:

  • Construção de fábrica de ração própria para nutrição de precisão de até 14 mil cabeças por ano
  • Novo prédio administrativo com área de bem-estar para colaboradores
  • Projeto de modernização da área fabril previsto para o próximo ano
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Atualmente, o Frigorífico Callegaro conta com cerca de 780 colaboradores diretos e reforça sua estratégia de crescimento baseada em qualidade, tecnologia e integração com a origem da produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo se mantém firme no Brasil com oferta restrita e baixa liquidez no mercado

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Mercado de trigo encerra semana com preços sustentados e pouca negociação

O mercado brasileiro de trigo fechou a semana com baixa movimentação no mercado spot, mantendo preços firmes diante de um cenário de oferta restrita e dificuldade de acesso a produto de melhor qualidade.

De acordo com análise da Safras & Mercado, o ambiente segue marcado por negociações pontuais e desalinhamento entre compradores e vendedores, o que limita a liquidez no curto prazo.

Escassez de trigo de qualidade é principal fator de sustentação

Segundo o analista Elcio Bento, o principal vetor do mercado continua sendo a limitação na oferta, tanto em volume quanto em qualidade.

A disponibilidade reduzida de trigo panificável tem ampliado o diferencial entre lotes, elevando a disputa por produto de melhor padrão e sustentando os preços, especialmente nas regiões produtoras do Sul.

Preços registram alta no Paraná e no Rio Grande do Sul

Ao longo da semana, o mercado doméstico apresentou recuperação moderada nas cotações:

  • Paraná: média de R$ 1.373 por tonelada, com alta de 1% na semana e 9% no mês
  • Rio Grande do Sul: preços próximos de R$ 1.275 por tonelada, acumulando valorização de 11% no período
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Apesar do avanço recente, os valores ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período de 2025, reflexo principalmente do comportamento do câmbio.

Produtores seguram vendas e indústria mantém posição confortável

O ritmo de negócios segue travado no país. Produtores adotam postura cautelosa, evitando comercializar em níveis considerados pouco atrativos, enquanto a indústria opera com estoques que permitem adiar novas aquisições.

Esse cenário contribui para o baixo volume de negociações e reforça o equilíbrio instável entre oferta e demanda.

Estoques baixos mantêm mercado ajustado no curto prazo

A disponibilidade interna de trigo segue limitada. Estimativas apontam estoques remanescentes de aproximadamente:

  • 100 mil toneladas no Paraná
  • 250 mil toneladas no Rio Grande do Sul

No caso gaúcho, a demanda projetada para moagem nos próximos meses supera significativamente o volume disponível, o que mantém o mercado ajustado.

Os compradores indicam preços ao redor de R$ 1.260 por tonelada, podendo alcançar até R$ 1.300 em contratos para prazos mais longos.

Mercado externo e câmbio influenciam formação de preços

No cenário internacional, o trigo argentino segue cotado em torno de US$ 240 por tonelada. No entanto, incertezas relacionadas à qualidade do produto têm reduzido a oferta efetiva de trigo panificável, aumentando a necessidade de buscar origens alternativas.

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Ao mesmo tempo, o câmbio abaixo de R$ 5,00 atua como fator moderador sobre os preços internos, impactando a paridade de importação — principal referência para o mercado brasileiro.

Tendência é de mercado firme, mas com liquidez limitada

A combinação de oferta restrita, estoques baixos e cautela nas negociações mantém o mercado de trigo sustentado no curto prazo.

Ainda assim, a baixa liquidez e as incertezas sobre qualidade e origem do produto indicam um ambiente de atenção para produtores e indústrias, que seguem ajustando suas estratégias diante de um cenário ainda indefinido.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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