Agro
Brasil destaca avanços na qualidade do azeite durante celebração do World Olive Day
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou da celebração do World Olive Day, realizada no âmbito da 122ª reunião do Conselho Oleícola Internacional (COI), em Córdoba, Espanha. O encontro reuniu ministros e representantes dos principais países produtores de azeite e azeitonas de mesa, que reafirmaram a importância estratégica do setor e aprovaram a Declaração de Córdoba, documento que consolida princípios comuns em sustentabilidade, saúde, comércio e cooperação internacional.
Representando o Mapa, o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, destacou o crescimento do consumo de azeite no Brasil e o reconhecimento crescente dos benefícios nutricionais do produto. Ele enfatizou que, embora a produção nacional ainda seja incipiente, o país tem dedicado atenção especial à identidade, à qualidade e à segurança dos azeites disponíveis à população.
“O Mapa vem trabalhando com firmeza para alinhar os regulamentos técnicos aos padrões internacionais, especialmente aos estabelecidos pelo Conselho Oleícola Internacional, além de combater firmemente as fraudes que colocam em risco a saúde da população e prejudicam o comércio justo”, explicou Goulart.
O secretário também ressaltou que a adesão do Brasil ao COI foi uma prioridade estratégica, representando a oportunidade de integrar um fórum global dedicado à cooperação técnica, à inovação e ao desenvolvimento sustentável do setor olivícola. Ele informou que o país já iniciou os procedimentos formais para adesão e reiterou o compromisso brasileiro de avançar no processo, ressaltando a possibilidade de contribuir com a expertise nacional em agricultura tropical.
Em seu discurso, Goulart agradeceu ao COI pelo apoio oferecido ao Brasil desde o ano passado, especialmente na formação de painelistas especializados em análise sensorial de azeites — etapa considerada fundamental para o aprimoramento dos controles oficiais conduzidos pelo país. Ele também mencionou as ações de promoção do azeite coordenadas pela organização, como campanhas educativas e masterclasses direcionadas à imprensa, influenciadores e profissionais da gastronomia.
O Brasil participa ativamente de fóruns internacionais dedicados ao desenvolvimento agropecuário sustentável, pautado pela inovação, inclusão e responsabilidade ambiental. A Declaração de Córdoba traduz valores que o Brasil compartilha, como a promoção da saúde pública, a valorização dos territórios rurais, a preservação ambiental e o fortalecimento do comércio justo e sustentável.
O EVENTO
A celebração do World Olive Day, realizada durante a 122ª reunião do Conselho Oleícola Internacional, reuniu ministros e representantes de 28 países para debater desafios e oportunidades do setor olivícola. O encontro resultou na aprovação da Declaração de Córdoba, que estabelece prioridades comuns em sustentabilidade, saúde pública, comércio e cooperação internacional. As discussões reforçaram a importância global da oliveira e do azeite na segurança alimentar, na mitigação dos efeitos climáticos e na promoção de dietas saudáveis, além de incentivar a harmonização de padrões de qualidade e o fortalecimento do comércio justo.
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Agro
Safra de cana 2026/27 deve crescer 5,3% e amplia pressão por eficiência no campo e nas usinas
Safra brasileira de cana avança e deve atingir segunda maior produção da história
A safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27 começou sob expectativa de forte recuperação produtiva e maior demanda por eficiência agrícola e industrial. Segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher 709,1 milhões de toneladas da cultura, crescimento de 5,3% em relação ao ciclo anterior.
O volume coloca a temporada como a segunda maior da série histórica do setor sucroenergético nacional.
A expansão também aparece na área destinada à colheita, que deve alcançar 9,1 milhões de hectares, avanço de 1,9% frente à safra passada.
Sudeste lidera recuperação da produtividade dos canaviais
Principal região produtora do país, o Sudeste deve responder por 459,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, alta de 6,8% na comparação anual.
A área colhida na região deve crescer 2,1%, totalizando 5,7 milhões de hectares. A produtividade média estimada é de 80,8 toneladas por hectare, avanço de 4,6% em relação ao ciclo anterior.
O desempenho é atribuído principalmente à recuperação parcial dos canaviais após os impactos climáticos registrados nas últimas safras.
Mesmo assim, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à irregularidade das chuvas, ondas de calor e estresses hídricos localizados, fatores que seguem influenciando diretamente o potencial produtivo da cultura.
Produção de etanol ganha força e usinas ajustam mix
Apesar da ampla oferta de matéria-prima, o açúcar não deve liderar o crescimento do setor em 2026/27.
A produção brasileira do adoçante está estimada em 43,95 milhões de toneladas, enquanto o etanol aparece como principal vetor de expansão da cadeia sucroenergética.
A expectativa é de produção de 40,69 bilhões de litros de biocombustível, crescimento de 8,5% frente à safra anterior.
O cenário reflete mudanças estratégicas no mix das usinas, impulsionadas pela competitividade do etanol, aumento da demanda energética e busca por maior rentabilidade industrial.
Manejo eficiente será decisivo para proteger produtividade e ATR
Com a safra já em andamento no Centro-Sul do país, produtores e usinas intensificam o monitoramento das lavouras para preservar produtividade, longevidade dos canaviais e qualidade tecnológica da matéria-prima.
O período atual é considerado decisivo para a formação dos colmos e definição do potencial de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis), indicador-chave para a rentabilidade da indústria.
As áreas apresentam diferentes estágios de desenvolvimento, incluindo brotação, perfilhamento, crescimento vegetativo e alongamento de colmos.
Ao mesmo tempo, o maior vigor vegetativo aliado à presença de palhada, altas temperaturas e instabilidade climática aumenta a pressão de pragas, doenças e plantas daninhas.
Cigarrinha e bicudo seguem entre os maiores desafios fitossanitários
Entre os principais riscos para os canaviais brasileiros está a cigarrinha-das-raízes, considerada uma das pragas mais agressivas da cultura.
Além de reduzir produtividade, a infestação compromete o vigor fisiológico da planta e prejudica a qualidade industrial da matéria-prima.
Outro ponto de atenção é o bicudo-da-cana-de-açúcar, que afeta o sistema radicular e reduz o desempenho produtivo ao longo dos ciclos.
No manejo de plantas daninhas, espécies como capim-colonião, braquiária, capim-amargoso, corda-de-viola, mucuna e mamona continuam exigindo controle rigoroso para evitar perdas expressivas de produtividade.
Maturação da cana ganha importância estratégica na safra
A maturação dos canaviais será outro fator decisivo para o desempenho econômico da safra 2026/27.
No Centro-Sul, o processo ocorre naturalmente entre outono e inverno, quando temperaturas mais amenas e menor disponibilidade hídrica favorecem o acúmulo de sacarose nos colmos.
Porém, a variabilidade climática observada nos últimos anos tem dificultado a uniformidade da maturação, especialmente no início da safra.
Diante disso, o uso estratégico de tecnologias e práticas de manejo voltadas à antecipação da maturação ganha relevância para elevar o ATR e aumentar a eficiência industrial.
Segundo especialistas do setor, em condições favoráveis, os ganhos de produtividade e qualidade podem superar 8%.
Eficiência operacional será prioridade do setor sucroenergético
O cenário da safra 2026/27 reforça uma tendência clara no setor sucroenergético brasileiro: produtividade isolada já não é suficiente.
Com margens mais seletivas, oscilações climáticas e maior competitividade global, o foco do produtor e das usinas passa a ser eficiência operacional, previsibilidade e maximização do retorno econômico.
Nesse contexto, o manejo integrado, o monitoramento constante das lavouras e o uso racional de tecnologias devem ganhar protagonismo ao longo da temporada, garantindo maior estabilidade produtiva e melhor aproveitamento industrial da cana-de-açúcar brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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