Agro
Setor de hortifruti ganha impulso global com crescimento de visitantes e expansão de eventos internacionais
Cadeia de frutas e hortaliças reforça integração global em 2026
O setor de frutas e hortaliças registrou um novo avanço em sua internacionalização em 2026, impulsionado por eventos globais que conectam produção, tecnologia, comercialização e pesquisa em toda a cadeia produtiva.
Um dos principais encontros do segmento apresentou crescimento no número de visitantes e reforçou sua relevância no cenário internacional, consolidando-se como plataforma estratégica de negócios para o hortifruti mundial.
Macfrut 2026 amplia participação internacional e reúne 1.400 expositores
A 43ª edição da Macfrut, realizada no Rimini Expo Centre, na Itália, registrou aumento no público total, com destaque para o crescimento superior a 12% na participação internacional.
O evento reuniu compradores de mais de 80 países e contou com cerca de 1.400 expositores, distribuídos em áreas temáticas que cobriram toda a cadeia produtiva de frutas e hortaliças, da produção ao varejo.
Parcerias institucionais fortalecem presença global do evento
O crescimento da feira foi impulsionado pela atuação conjunta com instituições e organizações internacionais do setor.
A Italian Trade Agency ampliou a presença de delegações estrangeiras, enquanto a AICS (Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento) apoiou iniciativas voltadas à agricultura sustentável.
A programação também contou com conferências técnicas e científicas, reunindo especialistas internacionais para debater inovação, mercado e sustentabilidade no hortifruti.
Observatório do setor e novas estratégias para 2027
Durante a abertura do evento, foi anunciado o lançamento do Observatório de Frutas e Hortaliças, desenvolvido em parceria com a consultoria Nomisma, com foco na análise de dados e tendências do setor.
A organização também destacou a crescente participação do varejo italiano e já projeta mudanças para as próximas edições, com foco em maior eficiência de visitação e negócios.
Macfrut planeja novo layout e acordo estratégico com a Growtech
Para 2027, a organização da Macfrut prevê a implementação de um novo layout de exposição, com o objetivo de facilitar a circulação de visitantes e compradores, além de melhorar a experiência dos expositores.
O presidente da Cesena Fiera, Patrizio Neri, destacou ainda que a feira está em fase final de negociação de uma parceria estratégica com a Informa, organizadora da Growtech, uma das principais feiras globais do setor de pré-colheita.
“Estamos introduzindo diversas novidades, começando por um novo layout que tornará o evento mais acessível e eficiente. Também estamos satisfeitos com o nível de participação e o crescimento internacional da feira”, afirmou Neri.
Hortifruti global segue em expansão e fortalece integração da cadeia
Com aumento de público, expansão internacional e novas parcerias estratégicas, o setor de frutas e hortaliças reforça sua posição como um dos mais dinâmicos do agronegócio global.
A próxima edição da Macfrut está prevista para ocorrer entre os dias 20 e 22 de abril, consolidando o evento como um dos principais pontos de encontro da cadeia hortifruti mundial.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Preço do boi gordo perde força antes do Dia das Mães e mercado aponta acomodação da arroba
O mercado físico do boi gordo encerrou a semana em ritmo mais lento e com sinais de acomodação nos preços, mesmo diante da proximidade do Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o consumo de carnes no Brasil. O cenário reflete uma combinação de demanda doméstica moderada, maior competitividade das proteínas concorrentes e cautela das indústrias frigoríficas nas compras de animais para abate.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, frigoríficos de estados como São Paulo, Goiás e Minas Gerais tentaram alongar escalas de abate com ofertas em patamares mais baixos. Em contrapartida, em Mato Grosso houve encurtamento das escalas, levando parte da indústria local a reajustar preços para garantir abastecimento.
Mercado acompanha limite da cota chinesa
Além do comportamento do consumo interno, o setor pecuário monitora com atenção a evolução da cota de exportação de carne bovina para a China. A expectativa é de que o limite atual seja atingido em meados de junho, o que aumenta as incertezas sobre o ritmo dos embarques brasileiros durante o terceiro trimestre de 2026.
A China segue como principal destino da carne bovina brasileira e qualquer alteração no fluxo de exportações tende a impactar diretamente a formação de preços da arroba no mercado doméstico.
Preço da arroba do boi gordo por estado
Na modalidade a prazo, os preços da arroba do boi gordo apresentaram estabilidade na maior parte das praças pecuárias monitoradas até o dia 7 de maio:
- São Paulo (Capital): R$ 350,00 por arroba, queda de 2,78% frente aos R$ 360,00 da semana anterior;
- Goiás (Goiânia): R$ 340,00 por arroba, recuo de 1,45%;
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 340,00 por arroba, estável;
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350,00 por arroba, sem alterações;
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00 por arroba, estável;
- Rondônia (Vilhena): R$ 330,00 por arroba, sem mudanças em relação ao mês anterior.
Carne bovina perde competitividade no atacado
No mercado atacadista, os preços também apresentaram acomodação, mesmo em um período tradicionalmente favorável ao consumo, impulsionado pela entrada dos salários e pelas compras relacionadas ao Dia das Mães.
Segundo Iglesias, os atuais níveis de preços da carne bovina limitam novas altas mais intensas, já que parte da população encontra dificuldade para absorver reajustes adicionais no varejo.
A carne bovina continua perdendo competitividade frente às proteínas mais acessíveis, principalmente a carne de frango, que segue ganhando espaço no consumo doméstico.
Os cortes bovinos registraram os seguintes preços médios na semana:
- Quarto do dianteiro: R$ 23,00 por quilo, queda de 2,13%;
- Cortes do traseiro: R$ 28,00 por quilo, recuo de 1,75%.
Exportações de carne bovina seguem fortes em abril
Apesar da acomodação do mercado interno, as exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo robusto.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 251,944 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada em abril, considerando 20 dias úteis.
A receita obtida pelo país somou US$ 1,572 bilhão, com média diária de US$ 78,625 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6.241,50.
Na comparação com abril de 2025, os números mostram:
- Alta de 29,4% na receita média diária;
- Crescimento de 4,3% no volume médio diário embarcado;
- Avanço de 24,1% no preço médio da tonelada.
O desempenho das exportações segue sendo um dos principais fatores de sustentação para o setor pecuário brasileiro, especialmente em um momento de maior cautela no consumo doméstico.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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