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Açúcar fecha semana em queda nas bolsas internacionais, mas mantém leve alta no mercado interno

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Queda nas bolsas internacionais marca semana do açúcar

Os preços do açúcar encerraram a última semana de janeiro em queda nas principais bolsas internacionais, com destaque para as praças de Nova York e Londres. O movimento de correção negativa se intensificou nos últimos pregões, refletindo um ajuste técnico no mercado global da commodity.

Na ICE Futures, em Nova York, o açúcar bruto registrou desvalorização em todos os contratos principais. O vencimento março/26 caiu 0,43 cent, fechando a 14,27 centavos de dólar por libra-peso. O contrato maio/26 recuou 0,47 cent, cotado a 13,84 cents/lbp, enquanto o julho/26 terminou a 13,85 cents/lbp, com baixa de 0,48 cent. O vencimento outubro/26 também perdeu 0,47 cent, encerrando a 14,19 cents/lbp.

Em Londres, o açúcar branco acompanhou o movimento de queda. O contrato março/26 recuou US$ 7,10, cotado a US$ 405,10 por tonelada, enquanto o maio/26 caiu US$ 7,40, para US$ 409,40. Já o agosto/26 registrou baixa de US$ 8,30, a US$ 404,80, e o outubro/26 encerrou a US$ 403,50 por tonelada, após perda de US$ 9,00.

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Mercado interno registra leve valorização

Enquanto o cenário internacional foi de queda, o mercado doméstico apresentou leve alta nos preços do açúcar cristal. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, da USP, atualizado na sexta-feira (30 de janeiro), a saca de 50 kg fechou a R$ 104,89, com variação positiva de 0,10% em relação à véspera.

Menor produção e migração para o etanol influenciam o mercado

A consultoria StoneX revisou para baixo sua estimativa de produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil, projetando uma redução de 800 mil toneladas, totalizando 40,7 milhões de toneladas. O ajuste é reflexo da queda nas cotações internacionais e da maior rentabilidade do etanol, o que tem levado usinas a direcionar mais cana-de-açúcar para a produção alcooleira.

“A forte queda nos preços do açúcar ao longo de 2025, combinada à alta do etanol no final de 2025 e início de 2026, cria um cenário mais favorável à produção de biocombustível em detrimento do adoçante”, destacou a StoneX em relatório.

Estoques globais continuam confortáveis

Mesmo com o recuo da produção brasileira, a StoneX avalia que o mercado internacional de açúcar deve permanecer equilibrado. A consultoria projeta um aumento de 4% nos estoques globais, alcançando 76,7 milhões de toneladas (valor bruto).

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Com isso, a relação estoque/uso deve atingir 39,6%, ligeiramente acima da média dos últimos cinco anos (39%), indicando um cenário de oferta confortável e sem risco imediato de desabastecimento no mercado mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro André de Paula recebe propostas da CNA para o Plano Safra 2026/2027

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, nesta terça-feira (28), de reunião na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília (DF), com o presidente da entidade, João Martins. Na ocasião, o ministro recebeu as dez propostas da Confederação para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027.

Durante o encontro, o ministro destacou a importância do diálogo permanente entre o governo federal e as entidades representativas do setor agropecuário. “Quero marcar minha passagem como um ministro que buscou compreender, dialogar e contribuir para o fortalecimento do setor. Essa é uma parceria permanente, orgânica e necessária, e me coloco à disposição para avançarmos juntos”, afirmou.

O presidente da Confederação, João Martins, ressaltou a relevância da atuação conjunta entre o setor produtivo e o governo federal. “A CNA e o Senar sempre estiveram abertos à parceria em benefício do produtor rural. Precisamos trabalhar em conjunto, propor soluções e buscar ações que realmente sejam impactantes. Este é um momento importante, de deixar uma marca”, disse.

Na ocasião, foram apresentadas as propostas da entidade para o Plano Safra 2026/2027. O documento foi elaborado com base em reuniões regionais realizadas com produtores, federações, associações e instituições financeiras nas cinco regiões do país. A edição adota formato plurianual, medida que busca ampliar a racionalidade, a previsibilidade e a capacidade de planejamento da política agrícola brasileira.

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Entre os pontos prioritários apresentados pela CNA estão a previsibilidade orçamentária, o planejamento plurianual, o fortalecimento da saúde financeira do produtor rural, o aprimoramento dos instrumentos de renegociação de dívidas, a ampliação do acesso ao crédito e o reforço de recursos para o seguro rural.

As propostas têm como objetivo contribuir para a sustentabilidade econômica do setor e para a manutenção do papel estratégico do Brasil como um dos principais produtores e fornecedores de alimentos do mundo.

Além disso, representantes e presidentes de federações de agricultura presentes à reunião apresentaram temas considerados prioritários para o setor, como securitização, fundo fitossanitário para a fruticultura, defesa agropecuária, sustentabilidade e sequestro de carbono, cadeia produtiva do arroz e o Programa de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes).

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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