Agro
Fenagra 2026 reúne indústria de nutrição animal e humana
A Fenagra chega à edição de 2026 consolidada como o principal ponto de encontro da cadeia agroindustrial de nutrição animal e humana na América Latina, reunindo indústria, pesquisa e fornecedores em um mesmo ambiente de negócios. O evento será realizado entre os dias 12 e 14 de maio, no Distrito Anhembi, na capital paulista.
Voltada aos segmentos de alimentação animal (feed) e humana (food), a feira reúne empresas de insumos, equipamentos, logística, reciclagem animal, óleos e gorduras, além de soluções industriais e tecnológicas. A proposta é integrar toda a cadeia produtiva em torno de inovação, eficiência e novos mercados — uma agenda que ganha relevância diante da pressão por custos e produtividade no agronegócio.
A Fenagra também se estrutura como plataforma técnica. A programação inclui congressos simultâneos, com destaque para o Colégio Brasileiro de Nutrição Animal, além de encontros voltados a setores como pet food, aves, suínos, bovinos, óleos e gorduras, biodiesel e reciclagem animal. Esses fóruns funcionam como espaço de atualização científica e discussão de tendências que impactam diretamente o desempenho dentro da porteira.
Na edição anterior, em 2025, a feira movimentou cerca de R$ 900 milhões em negócios, com mais de 230 marcas expositoras e público superior a 10 mil visitantes qualificados. A expectativa para 2026 é manter o ritmo de crescimento, acompanhando a expansão da produção de proteína animal e a maior demanda por eficiência nutricional — um dos principais determinantes de custo nas cadeias de aves, suínos, peixes e pets.
Além da geração de negócios, o evento reflete uma mudança estrutural no agro brasileiro. A nutrição, que historicamente era tratada como etapa operacional, passa a ocupar posição estratégica, com impacto direto na conversão alimentar, no uso de insumos e na sustentabilidade dos sistemas produtivos.
Serviço — Fenagra 2026
- Data: 12 a 14 de maio de 2026
- Local: Distrito Anhembi – São Paulo
Fonte: Pensar Agro
Agro
Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27
Isan Rezende
“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.
Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.
O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.
Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.
Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.
O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.
Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.
Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.
Fonte: Pensar Agro
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