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Olhar diferenciado para as aldeias: PNSI é construído com participação social

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A ampliação do acesso à água potável e ao saneamento básico nas comunidades indígenas brasileiras é fruto de uma política participativa, realizada com amplo diagnóstico situacional nos territórios. Neste Abril Indígena, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), lançou o Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI). E para fundamentar a iniciativa, foi realizada uma análise criteriosa em todos os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei). Ao todo, 34 consultores formaram o time responsável conduzir o estudo. Mobilizados em todo o país, esses profissionais mapearam as demandas e especificidades de cada região.

A pesquisa incluiu a análise de dados existentes sobre saneamento, a realização de estudos de caso e a criação de grupos focais com a população. Segundo a engenheira ambiental Gilmara Terena, consultora que realizou o mapeamento no estado do Mato Grosso do Sul, os Agentes Indígenas de Saneamento (Aisan) tiveram papel central na construção do PNSI. Os profissionais atuaram em diversas frentes, como na organização das informações dentro das aldeias, na delimitação das áreas, identificação das práticas locais, orientação de soluções e no diálogo direto com as famílias.

 “A resposta estava nas próprias comunidades. Os agentes foram peças-chave, pois eles conhecem de perto a rotina e são os que realmente fazem o saneamento acontecer na prática, lá na ponta. Eles nos ajudaram a mapear as aldeias, dividir territórios, identificar as dificuldades e alternativas. Sem conhecer o problema, não há como construir soluções eficazes e esse levantamento foi feito dentro do território, ouvindo quem vive ali”, afirmou.  

Gilmara aposta no avanço do programa e na garantia da efetividade dessa construção coletiva. “Pela primeira vez na história, a política está sendo construída a partir da realidade local. A esperança é que a gente comece a avançar de forma concreta, rumo à universalização do saneamento nas comunidades indígenas”, concluiu. 

Olhar diferenciado para as aldeias

Instituído no âmbito do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), o Programa Nacional de Saneamento Indígena foi desenvolvido pela Sesai, com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A iniciativa foi pensada a partir de políticas existentes na área do saneamento, como o Plano Nacional de Saneamento e o Programa Nacional de Saneamento Rural, incluindo os povos indígenas entre os principais beneficiários.

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De acordo com a engenheira ambiental Camila Amui, consultora técnica da Sesai e uma das idealizadoras do PNSI, existia um anseio para que houvesse um olhar diferenciado para o tema nas aldeias. “Queríamos criar algo específico. Priorizamos o diálogo com os povos originários em todas as etapas, por isso realizamos cinco oficinas regionais e uma nacional para escutar as localidades, os distritos, além de profissionais, lideranças, gestores e usuários do SasiSUS. Na época, o então secretário abraçou a pauta e assim nasceu a construção do PNSI, com muita participação social”, relembrou. O programa foi idealizado em 2023, na gestão do então secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba.

Pensado de forma coletiva, o PNSI prevê investimento total de R$ 10,85 bilhões ao longo de 20 anos, sendo distribuídos da seguinte forma: R$ 6,26 bilhões para abastecimento de água, R$ 4 bilhões para esgotamento sanitário e R$ 690 milhões para manejo de resíduos sólidos. Esses recursos serão destinados de forma progressiva e poderão ser ajustados anualmente, de acordo com a disponibilidade orçamentária, parcerias e captação de recursos. Para 2026, a estimativa é de R$ 132 milhões para abastecimento de água, R$ 36 milhões para esgotamento sanitário e R$ 19 milhões para manejo de resíduos sólidos, totalizando R$ 187 milhões.

De acordo com a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, o lançamento do programa marca o início de um desafio mais amplo: assegurar sua implementação efetiva nos territórios, por meio do monitoramento contínuo dos indicadores e aprimoramento da gestão nos Distritos Sanitários. “Fazer um lançamento tão significativo em meio ao mês de visibilidade indígena é para nós motivo de muito orgulho e comemoração.  O acesso ao saneamento básico é um determinante fundamental para a saúde e dignidade dessas populações, por isso, o PNSI é um marco histórico. Estamos criando uma política inovadora e uma nova forma de pensar o saneamento indígena, com respeito às particularidades territoriais”, afirmou. 

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Eixos temáticos orientam o trabalho 

Dividido em cinco eixos temáticos, o PNSI planeja o saneamento levando em consideração todos os seus componentes, que, além do abastecimento de água, incluem o esgotamento sanitário, o manejo de resíduos sólidos e a drenagem e manejo de águas pluviais. Além disso, a etapa de execução de obras contará com engajamento das comunidades e adaptação às especificidades socioculturais de cada povo. 

Os eixos contam com soluções voltadas ao investimento em infraestrutura e tecnologia, educação, gestão, parcerias e participação social. No âmbito da gestão, por exemplo, o PNSI traz como inovação a criação do Sistema de Informação do Saneamento Indígena (VIGIAMBSI), construído em parceria com o Hospital Albert Einstein. O sistema permitirá acompanhamento das ações em tempo real, com informações atualizadas pelos Aisan, técnicos e equipes. Desta forma, será possível ampliar o conhecimento sobre a situação do saneamento nas aldeias e orientar o planejamento com base em dados reais e monitoramento contínuo das ações.

Já em relação às parcerias, como parte da estratégia, o programa também investirá na estruturação da Rede Nacional de Saneamento Indígena, que já conta com mais de 200 organizações cadastradas e, até o momento, viabilizou mais de 900 soluções de abastecimento de água por meio de parcerias.

Leidiane Souza
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério dos Transportes entrega duplicação da BR-104/PE e melhora mobilidade no Agreste com investimento de R$ 390 milhões

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O ministro dos Transportes, George Santoro, entregou nesta quinta-feira (23) a duplicação e restauração da BR-104 em Pernambuco. Ao todo, foram modernizados 51,4 quilômetros, com investimento total de R$ 390 milhões, para melhorar o tráfego dos mais de 17 mil motoristas que passam diariamente pelos municípios de Caruaru, Toritama e Taquaritinga do Norte.

“Melhoramos essa ligação e avançamos em novos investimentos, como a travessia urbana de Toritama e a futura variante, que já está em fase de projeto. É uma obra estratégica para destravar a logística e impulsionar o crescimento da região”, destacou o ministro dos Transportes, George Santoro.

Na última etapa das obras, foram concluídos 10 quilômetros de duplicação, 13,4 quilômetros de restauração e cerca de 2 quilômetros de pistas locais paralelas, com aporte de R$114 milhões. A BR-104 é um eixo importante que interliga Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte, consolidando seu papel estratégico para o desenvolvimento do Nordeste.

“Quem passa todos os dias por esse perímetro vê a importância dessa obra. O trânsito aqui sempre foi muito carregado, e a duplicação traz mais fluidez para a região. Parece até um sonho realizado ver esse viaduto funcionando depois de tantos anos”, comemorou o prefeito de Toritama, Sérgio Colin.

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Entre as intervenções, o Ministério dos Transportes revitalizou duas pontes, construiu uma nova e implantou dois viadutos, um em cada sentido da via. Os avanços facilitam o transporte de cargas, o escoamento da produção e a mobilidade da população, tanto no dia a dia quanto em viagens pela região.

Impacto regional

Para quem vive a realidade da estrada, a mudança já é perceptível. A enfermeira Gleisiane da Silva relata os impactos da duplicação da BR-104 na rotina da população. “A entrega dessa BR muda totalmente a nossa vida. Vai facilitar a passagem de veículos, otimizar o tempo das pessoas e melhorar muito a circulação na cidade, principalmente nos dias de feira. A gente esperou muito por essa obra e agora vê que valeu a pena. Vai evitar acidentes e trazer mais organização. Para quem mora aqui em Toritama, é gratificante”, afirmou a moradora.

Minha Casa, Minha Vida

Durante a agenda no estado, o chefe da pasta dos Transportes, George Santoro, representou o ministro das Cidades, Vladimir Lima, e inaugurou 123 novas moradias do programa Minha Casa, Minha Vida em Caruaru. O Governo do Brasil investiu mais de R$ 29 milhões na construção das unidades habitacionais para famílias pernambucanas.

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“As pessoas são o nosso objetivo. Melhorar a vida delas é o que orienta os investimentos. Nosso foco é entregar condições para que as pessoas possam trabalhar, crescer e ter mais qualidade de vida”, concluiu o ministro George Santoro.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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