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Senasp reúne chefes dos Departamentos de Homicídios e Proteção à Pessoa e lança diagnóstico para ampliar a solução de crimes no Brasil

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Curitiba, 24/3/2026 – A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), realiza, de 23 a 27 de março, o 5º Encontro Técnico dos Chefes dos Departamentos de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPPs), em parceria com a Escola Superior da Polícia Civil do Paraná (ESPC-PR). O evento também marca a abertura da 23ª edição do Curso Básico de Investigação de Homicídios, em Curitiba (PR).

O encontro reúne 77 participantes de 26 Unidades da Federação, entre gestores, técnicos e profissionais em formação. O objetivo é alinhar estratégias para ampliar a elucidação de crimes contra a vida.

Participaram da abertura a diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), Isabel Figueiredo; o diretor de Operações Integradas e de Inteligência, José Anchieta Nery Neto; o diretor de Gestão e Integração de Informações, Joaquim Carvalho Filho; além de autoridades estaduais e representantes das polícias civis.

A diretora do Susp destacou a importância de fortalecer a investigação de homicídios para reduzir a violência. Também ressaltou a qualificação profissional, a integração entre instituições e a padronização de procedimentos. “Estamos diante de um ponto de inflexão nas políticas públicas sobre homicídios, em que as ações do Governo Federal e dos estados convergem de forma positiva”, afirmou.

Diagnóstico orienta ações

O encontro marca o lançamento do 2º Diagnóstico das Unidades Especializadas de Homicídios. O estudo analisa a estrutura, o funcionamento e a capacidade operacional dessas unidades no País.

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Segundo o coordenador-geral do Susp, Márcio Mattos, o levantamento aponta desafios como déficit de efetivo na maioria dos estados, equipes reduzidas e baixa participação de peritos. Também indica falhas na padronização de procedimentos — apenas sete estados adotam protocolos obrigatórios — e concentração das unidades nas capitais e regiões metropolitanas.

Na área de informação, todas as unidades possuem setores de estatística, mas os sistemas são fragmentados. Isso dificulta a integração de dados e a produção de indicadores nacionais. A cooperação entre instituições também ocorre, em grande parte, de forma informal.

O diagnóstico aponta ainda lacunas na investigação de desaparecimentos. Em 17 Unidades da Federação, esses casos ficam sob responsabilidade das delegacias de homicídios, com modelos distintos e cobertura limitada, sobretudo para crianças e adolescentes.

A programação do encontro inclui painéis, apresentação de dados nacionais inéditos e debates sobre integração entre os estados. O evento se consolida como espaço técnico voltado à qualificação das investigações.

Dados e impactos

Os dados refletem esse cenário. Em média, 43% dos inquéritos não têm autoria definida, com variação de 9,7% a 80,1%. A taxa média de elucidação de homicídios é de 46,8%, e o tempo de investigação varia de dois a 27 meses.

A escassez de pessoal é um dos principais entraves. Em todos os estados há déficit, com equipes geralmente formadas por dois a cinco profissionais. O estudo também aponta baixa presença de peritos, falta de critérios técnicos na seleção e limitações na capacitação continuada.

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Apesar de experiências pontuais, a cooperação entre estados ainda é insuficiente e não há um modelo nacional estruturado.

Além dos desafios operacionais, o diagnóstico aponta impactos sociais relevantes. A baixa elucidação aumenta a sensação de impunidade, incentiva a reincidência e prolonga o sofrimento de familiares das vítimas.

Medidas e próximos passos

Diante desse quadro, o diagnóstico recomenda: adoção de protocolos unificados; integração dos sistemas de dados; investimento em pessoal e tecnologia; fortalecimento da cooperação entre instituições; e criação de indicadores nacionais padronizados.

Entre 2023 e 2025, mais de mil profissionais foram capacitados, com investimento superior a R$ 5,3 milhões. No período, foram entregues 125 viaturas para reforçar as unidades especializadas.

Para o Governo Federal, a resposta envolve governança, capacitação, reequipagem e padronização. Entre as medidas, estão a criação de uma rede nacional de DHPPs, a ampliação de cursos especializados e o uso de ferramentas de integração de dados, como o Sinesp-CAD.

Para 2026, estão previstas novas capacitações e estudos sobre o tempo de tramitação das investigações.

A expectativa é que o encontro consolide diretrizes nacionais e transforme diagnósticos em ações, com foco na melhoria da investigação e no aumento da solução de crimes letais.

Acesse aqui o diagnóstico.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Conheça Ouro Preto: o primeiro destino brasileiro reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO

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Primeiro bem brasileiro inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, em 1980, Ouro Preto (MG) preserva igrejas centenárias, casarões coloniais, museus e antigas minas de ouro que ajudam a contar parte da história do Brasil.

Fundada no fim do século XVII, Ouro Preto cresceu com a descoberta de ouro em Minas Gerais e se tornou um dos principais centros econômicos da colônia portuguesa. Também foi palco da Inconfidência Mineira e capital de Minas Gerais até 1897. Com o fim do ciclo da mineração, a cidade preservou seu conjunto urbano e hoje é um dos principais destinos de turismo histórico e cultural do país.

Ouro Preto recebeu o título de Patrimônio Mundial por preservar um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos do período colonial nas Américas. Igrejas, pontes, chafarizes, edifícios públicos e casarões históricos permanecem integrados ao traçado original da cidade, além de reunir obras de artistas como Aleijadinho e Mestre Ataíde.

O Ministério do Turismo reuniu dicas sobre o que fazer na cidade, para diferentes perfis de viajantes:

  • Praça Tiradentes: principal cartão-postal da cidade e ponto de partida para conhecer o Centro Histórico.
  • Igreja de São Francisco de Assis: considerada uma das principais obras de Aleijadinho, com pinturas de Mestre Ataíde.
  • Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar: famosa pelo interior ricamente decorado e pelas obras de arte sacra.
  • Museu da Inconfidência: conta a história da Inconfidência Mineira e da formação de Minas Gerais.
  • Museu Aleijadinho: reúne peças e documentos sobre a vida e a obra do artista.
  • Museu de Arte Sacra: abriga imagens, esculturas e objetos religiosos dos séculos XVIII e XIX.
  • Casa dos Contos: antigo casarão que apresenta exposições sobre a história da mineração e da administração colonial.
  • Casa de Tomás Antônio Gonzaga: imóvel ligado à história de um dos principais nomes da Inconfidência Mineira.
  • Minas de ouro: abertas à visitação, mostram como funcionava a extração do ouro durante o período colonial.
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Quem tiver mais tempo também pode conhecer os distritos de Lavras Novas e São Bartolomeu, conhecidos pelas paisagens naturais, gastronomia típica e produção artesanal.

Quando visitar

Ouro Preto pode ser visitada durante todo o ano, mas alguns eventos tornam a experiência ainda mais especial:

  • Carnaval: um dos mais tradicionais de Minas Gerais, reúne blocos de rua, festas universitárias e programação cultural.
  • Semana Santa: celebração marcada por procissões, concertos e os tradicionais tapetes ornamentais confeccionados nas ruas do Centro Histórico.
  • Semana da Inconfidência: realizada em abril, relembra um dos principais movimentos da história brasileira com cerimônias cívicas e atividades culturais.
  • Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana: um dos mais tradicionais do país, reúne apresentações de música, teatro, dança, cinema, literatura e artes visuais.
  • Semana do Aleijadinho: homenageia o maior nome do barroco brasileiro com exposições, palestras e visitas guiadas.

Além desses eventos, o calendário turístico da cidade inclui festivais gastronômicos, encontros culturais, apresentações musicais e celebrações religiosas ao longo do ano.

Como chegar

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O acesso principal é pela capital mineira, distante cerca de 100 quilômetros. Para quem chega de avião, o aeroporto mais próximo é o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Confins). De lá, o trajeto até Ouro Preto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado turístico, em cerca de duas horas.

Quem viaja de carro pode acessar a cidade pelas rodovias BR-040 e BR-356, enquanto linhas regulares de ônibus fazem diariamente o trajeto entre Belo Horizonte e Ouro Preto.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela UNESCO por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 25 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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