Brasil
Senasp reúne chefes dos Departamentos de Homicídios e Proteção à Pessoa e lança diagnóstico para ampliar a solução de crimes no Brasil
O encontro reúne 77 participantes de 26 Unidades da Federação, entre gestores, técnicos e profissionais em formação. O objetivo é alinhar estratégias para ampliar a elucidação de crimes contra a vida.
Participaram da abertura a diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), Isabel Figueiredo; o diretor de Operações Integradas e de Inteligência, José Anchieta Nery Neto; o diretor de Gestão e Integração de Informações, Joaquim Carvalho Filho; além de autoridades estaduais e representantes das polícias civis.
A diretora do Susp destacou a importância de fortalecer a investigação de homicídios para reduzir a violência. Também ressaltou a qualificação profissional, a integração entre instituições e a padronização de procedimentos. “Estamos diante de um ponto de inflexão nas políticas públicas sobre homicídios, em que as ações do Governo Federal e dos estados convergem de forma positiva”, afirmou.
Diagnóstico orienta ações
O encontro marca o lançamento do 2º Diagnóstico das Unidades Especializadas de Homicídios. O estudo analisa a estrutura, o funcionamento e a capacidade operacional dessas unidades no País.
Segundo o coordenador-geral do Susp, Márcio Mattos, o levantamento aponta desafios como déficit de efetivo na maioria dos estados, equipes reduzidas e baixa participação de peritos. Também indica falhas na padronização de procedimentos — apenas sete estados adotam protocolos obrigatórios — e concentração das unidades nas capitais e regiões metropolitanas.
Na área de informação, todas as unidades possuem setores de estatística, mas os sistemas são fragmentados. Isso dificulta a integração de dados e a produção de indicadores nacionais. A cooperação entre instituições também ocorre, em grande parte, de forma informal.
O diagnóstico aponta ainda lacunas na investigação de desaparecimentos. Em 17 Unidades da Federação, esses casos ficam sob responsabilidade das delegacias de homicídios, com modelos distintos e cobertura limitada, sobretudo para crianças e adolescentes.
A programação do encontro inclui painéis, apresentação de dados nacionais inéditos e debates sobre integração entre os estados. O evento se consolida como espaço técnico voltado à qualificação das investigações.
Dados e impactos
Os dados refletem esse cenário. Em média, 43% dos inquéritos não têm autoria definida, com variação de 9,7% a 80,1%. A taxa média de elucidação de homicídios é de 46,8%, e o tempo de investigação varia de dois a 27 meses.
A escassez de pessoal é um dos principais entraves. Em todos os estados há déficit, com equipes geralmente formadas por dois a cinco profissionais. O estudo também aponta baixa presença de peritos, falta de critérios técnicos na seleção e limitações na capacitação continuada.
Apesar de experiências pontuais, a cooperação entre estados ainda é insuficiente e não há um modelo nacional estruturado.
Além dos desafios operacionais, o diagnóstico aponta impactos sociais relevantes. A baixa elucidação aumenta a sensação de impunidade, incentiva a reincidência e prolonga o sofrimento de familiares das vítimas.
Medidas e próximos passos
Diante desse quadro, o diagnóstico recomenda: adoção de protocolos unificados; integração dos sistemas de dados; investimento em pessoal e tecnologia; fortalecimento da cooperação entre instituições; e criação de indicadores nacionais padronizados.
Entre 2023 e 2025, mais de mil profissionais foram capacitados, com investimento superior a R$ 5,3 milhões. No período, foram entregues 125 viaturas para reforçar as unidades especializadas.
Para o Governo Federal, a resposta envolve governança, capacitação, reequipagem e padronização. Entre as medidas, estão a criação de uma rede nacional de DHPPs, a ampliação de cursos especializados e o uso de ferramentas de integração de dados, como o Sinesp-CAD.
Para 2026, estão previstas novas capacitações e estudos sobre o tempo de tramitação das investigações.
A expectativa é que o encontro consolide diretrizes nacionais e transforme diagnósticos em ações, com foco na melhoria da investigação e no aumento da solução de crimes letais.
Acesse aqui o diagnóstico.
Brasil
Conheça Ouro Preto: o primeiro destino brasileiro reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO
Primeiro bem brasileiro inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, em 1980, Ouro Preto (MG) preserva igrejas centenárias, casarões coloniais, museus e antigas minas de ouro que ajudam a contar parte da história do Brasil.
Fundada no fim do século XVII, Ouro Preto cresceu com a descoberta de ouro em Minas Gerais e se tornou um dos principais centros econômicos da colônia portuguesa. Também foi palco da Inconfidência Mineira e capital de Minas Gerais até 1897. Com o fim do ciclo da mineração, a cidade preservou seu conjunto urbano e hoje é um dos principais destinos de turismo histórico e cultural do país.
Ouro Preto recebeu o título de Patrimônio Mundial por preservar um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos do período colonial nas Américas. Igrejas, pontes, chafarizes, edifícios públicos e casarões históricos permanecem integrados ao traçado original da cidade, além de reunir obras de artistas como Aleijadinho e Mestre Ataíde.
O Ministério do Turismo reuniu dicas sobre o que fazer na cidade, para diferentes perfis de viajantes:
- Praça Tiradentes: principal cartão-postal da cidade e ponto de partida para conhecer o Centro Histórico.
- Igreja de São Francisco de Assis: considerada uma das principais obras de Aleijadinho, com pinturas de Mestre Ataíde.
- Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar: famosa pelo interior ricamente decorado e pelas obras de arte sacra.
- Museu da Inconfidência: conta a história da Inconfidência Mineira e da formação de Minas Gerais.
- Museu Aleijadinho: reúne peças e documentos sobre a vida e a obra do artista.
- Museu de Arte Sacra: abriga imagens, esculturas e objetos religiosos dos séculos XVIII e XIX.
- Casa dos Contos: antigo casarão que apresenta exposições sobre a história da mineração e da administração colonial.
- Casa de Tomás Antônio Gonzaga: imóvel ligado à história de um dos principais nomes da Inconfidência Mineira.
- Minas de ouro: abertas à visitação, mostram como funcionava a extração do ouro durante o período colonial.
Quem tiver mais tempo também pode conhecer os distritos de Lavras Novas e São Bartolomeu, conhecidos pelas paisagens naturais, gastronomia típica e produção artesanal.
Quando visitar
Ouro Preto pode ser visitada durante todo o ano, mas alguns eventos tornam a experiência ainda mais especial:
- Carnaval: um dos mais tradicionais de Minas Gerais, reúne blocos de rua, festas universitárias e programação cultural.
- Semana Santa: celebração marcada por procissões, concertos e os tradicionais tapetes ornamentais confeccionados nas ruas do Centro Histórico.
- Semana da Inconfidência: realizada em abril, relembra um dos principais movimentos da história brasileira com cerimônias cívicas e atividades culturais.
- Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana: um dos mais tradicionais do país, reúne apresentações de música, teatro, dança, cinema, literatura e artes visuais.
- Semana do Aleijadinho: homenageia o maior nome do barroco brasileiro com exposições, palestras e visitas guiadas.
Além desses eventos, o calendário turístico da cidade inclui festivais gastronômicos, encontros culturais, apresentações musicais e celebrações religiosas ao longo do ano.
Como chegar
O acesso principal é pela capital mineira, distante cerca de 100 quilômetros. Para quem chega de avião, o aeroporto mais próximo é o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Confins). De lá, o trajeto até Ouro Preto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado turístico, em cerca de duas horas.
Quem viaja de carro pode acessar a cidade pelas rodovias BR-040 e BR-356, enquanto linhas regulares de ônibus fazem diariamente o trajeto entre Belo Horizonte e Ouro Preto.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela UNESCO por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 25 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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