Brasil
MPA entrega autorizações do PROPESC em Santa Catarina
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em conjunto com a Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura em Santa Catarina, realizou a entrega de quase 200 Autorizações de Pesca regularizadas no âmbito do Programa Nacional de Regularização das Embarcações de Pesca (PROPESC), na última sexta-feira (27), na Câmara Municipal de Florianópolis.
A iniciativa tem como objetivo regularizar embarcações, produzir dados confiáveis sobre a atividade pesqueira e garantir segurança jurídica aos pescadores, distinguindo quem atua dentro da lei e combatendo a pesca ilegal, não reportada e não regulamentada.
Com a documentação em dia, os pescadores passam a exercer a atividade com tranquilidade, sem risco de multas, apreensões ou perda de equipamentos — situações que podem transformar o sustento familiar em infração ambiental quando não há regularização.
Durante o evento, foi destacado que a medida é fundamental para a sustentabilidade da pesca da tainha, uma das atividades culturais e econômicas mais importantes do litoral de Santa Catarina. O controle por meio de autorizações e cotas ajuda a preservar os estoques pesqueiros e garantir a continuidade da atividade nos próximos anos.
Além da segurança para trabalhar, os pescadores regularizados passam a ter acesso a políticas públicas, como linhas de crédito para melhoria das embarcações, aquisição de equipamentos e outros benefícios voltados ao fortalecimento da pesca artesanal.
A ação reforça o compromisso do MPA com a regularização da atividade pesqueira e com o fortalecimento das comunidades costeiras, ampliando a segurança jurídica, a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento econômico do setor em Santa Catarina.
“O ato de entrega representa um avanço concreto para a pesca em Santa Catarina. A entrega dessas autorizações no âmbito do PROPESC garante acesso as políticas públicas, segurança jurídica aos pescadores, permitindo que trabalhem dentro da legalidade, com dignidade e tranquilidade. Ao mesmo tempo, fortalece a gestão sustentável dos recursos pesqueiros, especialmente de espécies tão importantes como a tainha”, afirmou o superintendente da Pesca e Aquicultura em Santa Catarina, Jean Ricardo.
Brasil
Inaep amplia colegiado com especialistas de diferentes regiões do Brasil
A Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, realizou na última sexta-feira (14), em Brasília, a primeira reunião ordinária com a formação completa de seus membros. A composição foi definida por meio de edital público que selecionou 30 representantes da comunidade científica, sendo 15 titulares e 15 suplentes, com representantes de todas as regiões do país, com diferentes formações e conhecimentos nas diversas áreas do saber.
O acolhimento dos selecionados foi realizado no dia anterior (13) com a participação virtual do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que destacou a pluralidade de representantes que integra o colegiado. “Ela demonstra que a ética e pesquisa é uma política de Estado, construída por diferentes órgãos e instituições, com diálogo, dependência e compromisso com o interesse público.”
Instituída em 2024, a Instância integra o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep) e é responsável por orientar e definir as diretrizes de ética em pesquisas científicas que envolvem pessoas. “Esse novo marco regulatório aproxima o país das melhores práticas internacionais, fortalece a confiança da sociedade na ciência e cria condições para que o Brasil amplie sua participação em estudos multicêntricos”, afirmou Padilha.
O ministro ressaltou ainda os resultados já alcançados desde a implementação do Sinep. Entre novembro de 2025 e julho de 2026, mais de 59 mil pesquisas envolvendo seres humanos já foram aprovadas. Atualmente, o país conta com 915 Comitês de Ética em Pesquisa credenciados, reunindo mais de 16 mil profissionais.
Diálogo e diversidade
Além dos especialistas, a Inaep é composta por representantes dos Ministérios da Saúde; da Educação; e da Ciência, Tecnologia e Inovação; da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap); e do Conselho Nacional de Saúde (CNS).
A articulação de um espaço diverso também foi evidenciada pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), Fernanda De Negri. “A ética é uma construção coletiva que se faz no dia a dia do diálogo entre pessoas que pensam diferente, que têm seus pontos de vista diferentes”.
Com esse entendimento, explicou a secretária, a seleção dos participantes considerou critérios como a formação acadêmica, a qualificação técnico-científica, a experiência profissional em pesquisa com seres humanos e atuação em Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs). A iniciativa estabeleceu ainda requisitos de representatividade, promoção da diversidade regional, étnico-racial e de gênero. Além disso, a participação no colegiado tem caráter voluntário e não remunerado.
Ao destacar a atuação, a coordenadora da instância, Meiruze Freitas, reiterou que “a Inaep se fortalece ao congregar diferentes perspectivas e trajetórias, o que amplia o diálogo para o desenvolvimento da pesquisa científica”.
Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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