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Agro

Desequilíbrio de oferta mantém preços do frango em baixa no Brasil; Oriente Médio pressiona exportações

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Preços internos apresentam viés de baixa

O mercado brasileiro de carne de frango continua com viés de baixa, pressionado pelo desequilíbrio entre oferta e demanda. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o excesso de aves no mercado reflete o alojamento de pintainhos de corte nos meses de dezembro e janeiro, criando um cenário de pressão sobre os preços.

“A expectativa é que o recente descarte de matrizes leve a uma normalização da oferta a partir de abril”, afirma Iglesias.

No atacado de São Paulo, os preços da semana apresentaram variações:

  • Peito congelado: caiu de R$ 9,30 para R$ 8,50/kg
  • Coxa congelada: recuou de R$ 6,35 para R$ 6,25/kg
  • Asa congelada: subiu de R$ 10,00 para R$ 10,50/kg
  • Nos cortes resfriados, o cenário foi semelhante:
  • Peito: baixa de R$ 9,40 para R$ 8,60/kg
  • Coxa: recuo de R$ 6,45 para R$ 6,35/kg
  • Asa: alta de R$ 10,10 para R$ 10,60/kg

O levantamento de quilos vivos nas principais integrações do país também registrou estabilidade ou pequenas quedas:

  • São Paulo: R$ 4,50/kg (queda de R$ 0,20)
  • Rio Grande do Sul e Santa Catarina: R$ 4,65/kg
  • Oeste do Paraná: R$ 4,60/kg
  • Mato Grosso do Sul: R$ 4,40/kg
  • Goiás: R$ 4,45/kg
  • Minas Gerais: R$ 4,50/kg
  • Distrito Federal: R$ 4,45/kg
  • Ceará: R$ 5,50/kg
  • Pernambuco: R$ 5,40/kg
  • Pará: R$ 5,80/kg
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Exportações mantêm volume, mas custos logísticos pressionam

Apesar das instabilidades no Oriente Médio, as exportações brasileiras de carne de frango seguem em bom nível. Nos primeiros 10 dias úteis de março, o país exportou 226,759 mil toneladas, gerando US$ 413,599 milhões, com média diária de 22,676 mil toneladas e preço médio de US$ 1.824 por tonelada.

Em comparação a março de 2025, houve estabilidade no valor médio diário, queda de 1,7% na quantidade diária e alta de 1,8% no preço médio.

O conflito no Oriente Médio tem pressionado a logística, elevando custos de frete e seguro marítimo, e forçando empresas a buscar rotas alternativas para garantir que a carne chegue aos destinos internacionais.

Perspectivas para os próximos meses

O mercado interno deve permanecer pressionado até a normalização da oferta prevista para abril, enquanto as exportações enfrentam desafios logísticos. Analistas apontam que a combinação de excesso de oferta no país e custos elevados no transporte internacional será o principal fator determinante para os preços do frango nos próximos meses.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Proteína animal brasileira é tema de rodada de reuniões com o setor de carnes de Bangladesh

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Entre os dias 6 e 9 de abril, em Daca, o adido agrícola do Brasil em Bangladesh, Silvio Testaseca, organizou 11 reuniões de negócios com empresas e lideranças locais dos segmentos de avicultura e carne bovina. A iniciativa reuniu importantes atores do setor de carnes no país e abriu espaço para apresentar o potencial da produção brasileira.

As negociações para a abertura do mercado bangladês às proteínas animais brasileiras seguem em andamento. Nesse contexto, a missão permitiu apresentar a potenciais compradores informações sobre o sistema produtivo brasileiro, os controles sanitários e a capacidade de oferta do país. Embora o mercado ainda permaneça fechado às importações brasileiras desses produtos, a agenda ajudou a esclarecer dúvidas e a dar continuidade à construção de relações comerciais no país.

O Brasil está entre os maiores produtores de proteínas animais do mundo, exporta para mais de 180 países e lidera os embarques globais de carne bovina e de frango. A missão também reforçou a importância da presença brasileira em Bangladesh, país com cerca de 173 milhões de habitantes e que, no último ano, importou mais de US$ 2,66 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro. Entre os principais itens da pauta estão produtos dos complexos sucroalcooleiro e da soja, além de cereais, farinhas e preparações.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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