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Ponte de Guaratuba: instalação do asfalto avança no acesso de Matinhos

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Começou nesta semana a instalação de pavimento asfáltico e canaletas de drenagem no acesso de Matinhos dentro das obras da Ponte de Guaratuba, que envolvem as pistas principais, o acesso a Cabaraquara, a pista que vai passar embaixo do início da ponte e o retorno em nível. A pavimentação do lado de Guaratuba começou no fim de março e já está perto da conclusão, restando apenas etapas de iluminação, finalização do trecho de Caeiras e acabamento geral. 

Outra novidade é a continuidade do trabalho de instalação das juntas de dilatação ao longo do tabuleiro da ponte. Esses dispositivos são fundamentais em estruturas de grande porte porque permitem que o concreto armado acomode as dilatações que ocorrem por causa das variações de temperatura. Também seguem em andamento os testes de iluminação. Uma das próximas etapas é o início da instalação da sinalização vertical e horizontal.

A pavimentação no tabuleiro da ponte foi concluída no começo de abril com a aplicação da última camada de asfalto. Também já foram concluídas as instalações dos guarda-corpos e das barreiras Ney Jersey que fazem a separação das pistas.

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Os trabalhos nas obras vão continuar durante todo o feriado prolongado de Tiradentes. Faltam duas semanas para a entrega oficial da nova ponte. Com mais de 1,2 quilômetro de extensão sobre a baía e cerca de três quilômetros no total, a Ponte de Guaratuba terá quatro faixas de tráfego, ciclovia e áreas para pedestres. Ela colocará fim na travessia de ferry boat que é feita desde os anos 1960. O investimento do Governo do Estado na obra ultrapassa R$ 400 milhões. 

Confira imagens desta semana das obras:

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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